Mais de 250 soldados americanos estão desaparecidos nos porões do navio-prisão Oryoku Maru, afundado em dezembro de 1944 em Subic Bay, Filipinas, com cerca de 1.619 prisioneiros aliados a bordo. A DPAA iniciou em fevereiro, a partir do navio-salvador USNS Salvor, operação de busca e recuperação de artefatos e restos humanos.
O naufrágio localiza-se a aproximadamente 27 metros de profundidade e cerca de 503 metros da costa filipina. A DPAA concentra mergulhos em dois compartimentos menores onde acredita-se que os desaparecidos possam estar presos. Artefatos foram enviados a Pearl Harbor para estudo forense e restos humanos serão analisados por DNA nos laboratórios do Departamento de Defesa em Delaware. Imagens de guerra antigas estão sendo revisadas e processadas com inteligência artificial para identificar câmeras aéreas e pontos de ataque.
Veículos autônomos mapearam o navio e sua vizinhança durante três anos, criando modelo tridimensional para localizar prováveis áreas onde os prisioneiros estavam. A estrutura do navio apresenta aço retorcido, depósitos de combustível antigo, resíduos químicos e armamentos não detonados, o que dificulta o acesso aos locais alvos.
Em 13 de dezembro de 1944, o Oryoku Maru partiu de Manila com cerca de 1.619 prisioneiros. Foi bombardeado por aviões dos porta-aviões US Hornet e Cabot ao se aproximar de Olongapo. Após o ataque, muitos saltaram para o mar; centenas morreram instantaneamente ou devido às condições do naufrágio.
Dos 1.619 embarcados, apenas 425 sobreviveram à travessia de Manila a Moji, no Japão. Destes, 161 morreram dentro de um mês após a chegada, restando apenas 128 sobreviventes até o fim da guerra. A taxa de mortalidade para esse percurso foi de aproximadamente 92%.
A operação integra programa anual global da DPAA, que mantém equipes em campo e conduz investigações forenses. Desde sua fundação em 1973, o programa identificou mais de 3.400 americanos desaparecidos — ainda há mais de 70.000 casos, majoritariamente de soldados da Segunda Guerra Mundial, a serem resolvidos.
O National Museum of the Philippines participa dos levantamentos pré-operacionais e da logística de campo. Forças militares estadunidenses, instituições arqueológicas filipinas e comunidades locais coordenam esforços para garantir tratamento respeitoso aos artefatos e repatriação digna de fragmentos humanos.
Este resgate representa reparação histórica ligada à memória dos hell ships, navios-prisão japoneses cujas viagens marcaram profundamente aliados. Revelar os desaparecimentos no Oryoku Maru reforça reconhecimento global das atrocidades cometidas em guerra, além de suscitar debates sobre soberania, cooperação internacional, memória e responsabilidade num mundo multipolar atual.
Com informações de www.military.com.
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