O presidente russo Vladimir Putin declarou que a Rússia mantém relações especiais com os países da Comunidade de Estados Independentes. Ele justificou esse vínculo por razões históricas, geográficas e pelo trabalho persistente em cooperação econômica, humanitária e nas relações entre os povos.
A declaração ocorreu durante reunião com representantes permanentes do Conselho de Segurança russo. Segundo o portal Sputnik, Putin enfatizou que «sempre tivemos e continuaremos tendo uma atitude especial em relação a isso».
O líder russo citou as razões históricas e o enorme volume de trabalho conjunto com esses vizinhos. Ele ressaltou que ao longo de décadas foram desenvolvidas relações especiais tanto na esfera humanitária quanto na dimensão humana.
Segurança regional, migração, cooperação em fronteiras e esforços contra ameaças transnacionais formam pilares constantes dessas relações. O combate ao terrorismo, ao tráfico de drogas e ao crime organizado integra essa agenda compartilhada.
Esses compromissos resultam de décadas de interação institucionalizada entre o Conselho de Segurança russo e os governos dos países independentes formados após o fim da União Soviética. A CEI segue como prioridade permanente da política externa russa.
Putin defende a integração econômica e o uso de moedas nacionais nas transações mútuas. Quase 96% das transações comerciais entre os países da CEI são realizadas em moedas nacionais, conforme divulgado pela Xinhua.
Essa prática fortalece a autonomia financeira dos membros diante de pressões externas. A cooperação abrange ainda os setores de cultura, educação e saúde para consolidar a soberania coletiva.
Para os países da CEI, as relações com a Rússia geram resultados concretos em infraestrutura e intercâmbio científico. Ações de assistência humanitária, programas de mobilidade de pessoas e fluxo de remessas impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Putin afirmou que o trabalho com os parceiros da CEI deve se intensificar. A cooperação precisa avançar nos campos comercial, humanitário, cultural e acadêmico.
O presidente russo deu destaque especial à dimensão humana das relações. Essa dimensão se sustenta em ações concretas que atravessam gerações e mantêm viva a memória compartilhada entre os povos.
As posições reforçam o papel da Rússia como eixo de integração no espaço pós-soviético. A estratégia busca maior autonomia coletiva e projeção regional por meio de laços multidimensionais.
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Beto Engenheiro
17/04/2026
Esses “laços especiais” soam como diplomacia formal, mas o que realmente importa é investimento concreto — estradas, ferrovias, portos — para que a cooperação vá além de discursos. Se for pra fortalecer a economia, que tragam projetos palpáveis, não só promessas históricas.
Augusto Silva
17/04/2026
Olha, laços “especiais” baseados em nostalgia histórica são bonitos na teoria — mas pragmatismo econômico exige mais do que apelos geográficos. Se a cooperação econômica da Rússia com a CEI trouxer investimentos reais, comércio justo e respeitar direitos humanos, ótimo; senão, é só discurso diplomático para consumo interno mesmo. No fim das contas, o Brasil precisa seguir um caminho próprio de inserção global, sem ficar de dedo-duro pra potência nenhuma.
Rick Ancap
17/04/2026
Por favor, ponha os caras ricos pra bancar essa “cooperação” toda, porque se depender do contribuinte comum vai sobrar sempre pro mesmo sofrido. Relações históricas não pagam remédio e não constroem estrada nem hospital — isso aí é conversa pra boi dormir.