Dezenas de colonos israelenses invadiram o complexo da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, realizando rituais talmúdicos provocativos, incluindo prostrações coletivas perto de Bab al-Rahma e da Cúpula da Rocha, conforme reportagem da ANSA.
A polícia israelense reforçou as medidas de segurança com novos postos de controle e bloqueios em várias ruas da área. Os agentes limitaram o acesso de fiéis palestinos, realizaram revistas pessoais e apreenderam documentos de identidade de visitantes.
As incursões de colonos se intensificaram desde o início de abril, com rituais públicos e prostrações coletivas nos pátios do complexo. Autoridades palestinas consideram esses atos uma tentativa deliberada de modificar o status histórico do local sagrado.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, visitou o complexo no dia 12 de abril acompanhado por colonos. Foi a terceira incursão dele apenas neste ano e a décima sexta desde que assumiu o cargo.
A mesquita de Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do Islã e também reverenciada pelo judaísmo. Jerusalém Oriental permanece ocupada por Israel desde 1967 e é reivindicada pelos palestinos como capital de um futuro Estado.
As restrições impostas aos fiéis muçulmanos contrastam com a liberdade concedida aos grupos de colonos israelenses no local. Figuras políticas israelenses têm aumentado a frequência de suas visitas ao complexo nos últimos meses.
Esses episódios ocorrem em meio à escalada de violência que marca a Faixa de Gaza e a Cisjordânia ocupada. As restrições de circulação impostas pela ocupação afetam diariamente a vida dos palestinos na região.
Líderes palestinos e de países árabes condenam as ações como provocação deliberada contra a identidade islâmica do local. Israel afirma que suas operações buscam garantir a segurança e o acesso de diferentes grupos religiosos ao complexo.
Leia mais sobre o assunto na ansa.it.
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