O vice-presidente do Parlamento iraniano, Hadi Haghshenas, confirmou o recebimento da primeira receita gerada pelas taxas de pedágio no estreito de Ormuz. O valor foi depositado na conta do Banco Central do Irã.
A nova cobrança sobre embarcações que cruzam a rota busca ampliar as fontes de receita do país sob sanções dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio a tensões regionais persistentes.
Imagens de satélite revelaram que um superpetroleiro iraniano entrou com sucesso em águas territoriais da República Islâmica. Dois outros navios vinculados ao Irã também atravessaram o estreito de Ormuz.
A Al Jazeera relatou a entrada de uma terceira embarcação relacionada ao Irã no Golfo Pérsico. O navio seguia rumo ao porto de Hamriyah nos Emirados Árabes Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. A decisão atendeu a um pedido do governo do Paquistão para permitir mediação adicional.
As forças armadas norte-americanas mantêm o bloqueio naval no estreito de Ormuz e seguem em estado de prontidão. A ordem preserva a pressão militar sobre Teerã mesmo durante a trégua.
O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condicionou a retomada das negociações ao fim completo do bloqueio. Iravani afirmou que o Irã aceita o diálogo sem coerção militar.
As conversas previstas para Islamabad foram suspensas. O adiamento aumenta a incerteza sobre o andamento das tratativas entre as partes.
O estreito de Ormuz responde pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer alteração na rota afeta diretamente os mercados globais de energia.
A cobrança de pedágios é apresentada por Teerã como exercício de soberania sobre sua principal via marítima de exportação. A iniciativa ocorre enquanto o país enfrenta bloqueio naval imposto do exterior.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Irã redefine gestão do estreito de Ormuz com soberania inteligente
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Pedro
23/04/2026
Enquanto isso, aqui a gente paga pedágio até pra respirar e a gasolina não para de subir. O mundo inteiro arrumando jeito de faturar, e o motorista de aplicativo ralando pra encher o tanque. Parece que só muda o endereço da cobrança.
Zizi
23/04/2026
Ah, meus queridos, o que estamos vendo é mais um capítulo da longa história de disputas pelo controle das rotas marítimas e das riquezas do planeta. O Estreito de Ormuz, esse pedacinho de mar que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo, é um gargalo por onde passa boa parte do petróleo global. O Irã, cansado de ser tratado como figurante no tabuleiro das grandes potências, resolveu cobrar pedágio. E quem pode culpá-los? Durante décadas, o Ocidente explorou e sancionou o país, impedindo-o de desenvolver sua economia de forma soberana. Agora, quando o Irã encontra uma forma legítima de arrecadação, aparecem os “meninos mal-educados” da geopolítica, gritando por liberdade de navegação, como se o mar fosse propriedade dos liberais de Washington e Londres.
Essa medida é simbólica e estratégica. O Irã está dizendo ao mundo que não aceita mais a lógica imperialista de que só os Estados Unidos e seus aliados podem lucrar com as rotas e recursos globais. É uma forma de reafirmar sua soberania em um contexto onde o dólar e as sanções ainda são usados como armas. E, convenhamos, cobrar pedágio por uma passagem marítima vital não é nenhuma aberração — o Canal do Panamá e o de Suez estão aí há décadas fazendo exatamente isso, com aplausos das mesmas potências que agora torcem o nariz.
O mais interessante é observar como esse movimento se encaixa na reorganização do cenário internacional. Países do Sul Global, como o Irã, a China e até o nosso Brasil, vêm tentando construir alternativas ao domínio financeiro e militar ocidental. O pedágio iraniano é um gesto político e econômico, uma pequena peça num tabuleiro que está se movendo. E, no fundo, é também uma lição sobre dignidade: um povo que resiste a sanções, sabotagens e ameaças, mas segue buscando caminhos próprios para sobreviver e prosperar.
Enquanto isso, os liberais daqui continuam a repetir o discurso de que o mercado é livre, mas só quando serve aos interesses deles. Pois é, meninos, o mundo está mudando. E quem não entender que soberania e dignidade valem mais que aprovação de Wall Street vai ficar falando sozinho, como papagaio de colônia.
Tadeu
23/04/2026
Lá vem mais uma taxa pra encarecer tudo. Pode até parecer assunto distante, mas qualquer pedágio em rota de petróleo acaba batendo na bomba e na inflação. O que me interessa é saber quanto isso vai impactar nas bolsas e no preço do barril.
Renato Professor
23/04/2026
Ora, é curioso ver a direita berrando contra o “pedágio iraniano” como se o mercado fosse uma entidade divina que devesse operar sem custo algum. O que o Irã está fazendo é simplesmente internalizar uma externalidade: cobrar pelo uso de um corredor estratégico. Isso se chama soberania econômica — conceito que, ao que parece, certos liberais de WhatsApp ainda não estudaram.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Ih minha gente, começou a taxação dos mares 😱 daqui a pouco vão cobrar pedágio pra entrar na igreja também 🙏🇧🇷🇺🇸
Tonho Patriota
23/04/2026
ISSO É CULPA DO L, AGORA ATÉ O IRÃ TÁ COBRANDO PEDÁGIO PRA PASSAR NO MAR! COMUNISMO GLOBAL VINDO AÍ!
Rubens O Pescador
23/04/2026
Ô Tonho, comunismo global nada, meu filho. O pedágio do Irã é só geopolítica e petróleo, coisa de quem quer garantir o próprio bolso — igual o pedágio da tua estrada aí, que o L não inventou.
Clarice Historiadora
23/04/2026
Aí está o resultado direto de décadas de sanções e ingerências ocidentais: o Irã criando suas próprias fontes de receita. É curioso ver quem vive de pedágio financeiro global se incomodar quando outro faz o mesmo no mar. História é cíclica, e o estreito de Ormuz sempre foi palco de disputas pelo controle das rotas — desde o Império Britânico até hoje.
Jeferson da Silva
23/04/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil tem trabalhador se matando de fazer hora extra e empresário chamando isso de “empreender”. O Irã cobra pedágio de navio gigante e a gente ainda aceita patrão explorando sem pagar direito nem o vale-transporte. Tá tudo de cabeça pra baixo.
Eduardo C.
23/04/2026
Interessante ver o Irã transformar o Estreito de Ormuz em fonte direta de receita. Gostaria de ver números concretos: quanto foi arrecadado, qual o impacto sobre o custo do transporte e se isso vai mesmo se sustentar economicamente. Sem dados, é só retórica geopolítica.
Marcos Conservador
23/04/2026
Mais um exemplo de como regimes autoritários inventam jeito de arrancar dinheiro em nome da “soberania”. Aposto que vai ter gente por aqui dizendo que é “resistência ao imperialismo”. No fundo é só mais um governo centralizador querendo controlar tudo — e o povo que se vire.
Francisco de Assis
23/04/2026
Marcos, meu caro, você chama de autoritarismo o que o mundo inteiro sabe que é soberania nacional. O Irã tá cobrando pedágio em águas suas, como qualquer país faz. Difícil pra quem se acostumou a ver só os EUA mandando em tudo aceitar que o tabuleiro tá mudando.
Alice T.
23/04/2026
Marcos, engraçado você se incomodar com “controle” quando as grandes rotas marítimas já são dominadas por potências ocidentais há décadas. Quando o lucro é deles, chamam de livre mercado; quando outro país tenta cobrar, vira autoritarismo?