As negociações entre o governo da República Democrática do Congo e o grupo armado AFC/M23 concluíram seu nono ciclo sem acordo definitivo após cinco dias de discussões intensas em Montreux, na Suíça.
O comunicado final registrou avanços limitados, mas as divergências sobre o terceiro protocolo persistem, conforme reportou a RFI.
Os diálogos buscavam consolidar o acordo-quadro assinado em Doha em março de 2025. O terceiro protocolo, que trata de justiça e acesso humanitário, gerou os impasses mais graves ao longo das sessões.
O enviado especial Patient Ligodi relatou que as reuniões transcorreram sob forte tensão, com rodadas prolongadas de negociação. Essas conversas expuseram a profundidade das divisões entre Kinshasa e o movimento rebelde.
Fontes diplomáticas indicaram que o texto final permitiu a preservação do prestígio político de ambos os lados. A permanência no diálogo por quase uma semana revela disposição mínima para conter a escalada militar na região de Kivu.
O AFC/M23 exigiu a anulação das condenações à morte de seus membros e o encerramento de processos judiciais contra outros combatentes. O governo da RDC rejeitou essas demandas, temendo o enfraquecimento do sistema de justiça e o estímulo à impunidade.
O grupo rebelde solicitou a reabertura de bancos nas áreas sob seu controle, que Kinshasa havia desconectado. As autoridades congolesas recusaram o pedido, citando riscos de financiamento irregular e perda de controle fiscal sobre os territórios.
O movimento reclamou ainda das dificuldades para emissão de passaportes e documentos oficiais aos moradores locais, além da restituição de bens confiscados. Essas questões administrativas carregam peso político ao representarem contestação à autoridade estatal nas zonas controladas.
A reabertura do aeroporto de Goma segue indefinida, com Kinshasa pressionando por liberação imediata. O AFC/M23 teme que a infraestrutura seja utilizada para operações militares contra suas posições.
Os negociadores avançaram em temas secundários, como a criação de mecanismo conjunto de verificação do cessar-fogo. Essa medida, formalizada em rodadas anteriores, depende de condições de segurança que permanecem frágeis no terreno.
O conflito no leste da RDC mobiliza múltiplos grupos armados e interesses regionais, gerando grave crise humanitária. Milhares de civis foram deslocados e o acesso de organizações humanitárias continua restrito em várias áreas.
Analistas defendem maior envolvimento da Comunidade da África Oriental e da União Africana para fortalecer o processo. A continuidade do diálogo surge como elemento essencial para evitar o colapso das iniciativas de paz iniciadas em Doha.
Com o nono ciclo encerrado, novas reuniões devem ser agendadas nas próximas semanas, com possível reforço de mediação. A população civil segue exposta aos impactos de um conflito que se arrasta sem solução próxima.
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Pedro Neto
25/04/2026
Faz o L. Tu é tudo comunista ladrão. Vai pra Cuba!
Marta
25/04/2026
Oh, Pedro Neto, meu querido, quanta pressa para passar vergonha, não é mesmo? Você chega em um espaço de discussão sobre a República Democrática do Congo e as complexas negociações de paz em Montreux, na Suíça, e a única coisa que consegue digitar é esse bordão gasto e sem sentido? Isso é falta de leitura e de educação, meu filho. Como professora de história aposentada, fico com o coração apertado ao ver um menino mal-educado desperdiçar o tempo alheio com tanta ignorância acumulada. Se você tivesse se dado ao trabalho de estudar um pouquinho sobre a exploração colonial no Congo ou o papel humanitário que o Brasil sempre buscou desempenhar na ONU, especialmente nos governos do nosso querido Lula, saberia que diplomacia é coisa de gente grande e exige inteligência, não gritaria de rede social.
Falar em Cuba e comunismo para comentar conflitos territoriais e crises humanitárias na África central é de uma preguiça mental assustadora, Pedro. O que está em jogo lá, meu caro, é a vida de milhares de seres humanos e a soberania de um povo que foi massacrado pelo imperialismo que você, provavelmente, defende sem nem saber o que a palavra significa. O presidente Lula sempre defendeu a autodeterminação dos povos e o diálogo internacional, algo que meninos como você, que só sabem repetir frases prontas de grupos de mensagens, dificilmente conseguiriam compreender. O amor ao próximo e a defesa da paz não são pautas ideológicas baratas para serem jogadas no lixo, são os fundamentos de uma civilização que não se rende ao ódio cego que vocês tentam espalhar.
Em vez de mandar os outros para Cuba, por que você não faz uma visita à biblioteca pública mais próxima da sua casa? O Brasil voltou a ser respeitado no mundo justamente porque parou de se comportar como um vizinho fofoqueiro e mal-educado no cenário global, assumindo seu papel de liderança pela paz e pelo desenvolvimento social. Enquanto você se perde nesse seu labirinto de notícias falsas e preconceitos bobos, nós, que acreditamos em um mundo mais justo e humano, celebramos cada tentativa de cessar-fogo e de diálogo, seja em Montreux ou em qualquer outro canto do planeta. Deixo aqui um conselho de quem já deu muita aula para gente difícil: estudar não dói e evita que você passe esse tipo de recibo de ignorância na internet. Um abraço e que o amor e o conhecimento iluminem seu coração tão endurecido.
Paulo Ribeiro
25/04/2026
Pedro Neto, sua interpelação, embora permeada por um binarismo tacanho e pelos bordões desgastados de uma direita que sequer compreende a gênese das desigualdades globais, revela exatamente o que Antonio Gramsci descrevia como o senso comum desarticulado e fragmentário. Ao reduzir um debate geopolítico complexo sobre a República Democrática do Congo — um território historicamente sangrado pelo extrativismo predatório e pelo neocolonialismo — a um refrão eleitoral doméstico, você demonstra como os aparelhos ideológicos, para citar Louis Althusser, operam com eficácia na produção de uma subjetividade alienada. O conflito em Montreux não é sobre o cenário partidário brasileiro ou sobre experiências insulares no Caribe; é sobre o controle de recursos minerais essenciais para a manutenção do sistema de acumulação global que você defende sem perceber que é apenas uma engrenagem descartável nele.
A questão africana é o espelho do nosso próprio subdesenvolvimento periférico. Como nos ensinou José Carlos Mariátegui, a transformação social nas nações exploradas não pode ser decalque ou cópia, mas uma criação heroica baseada na realidade das nossas massas. Quando você ignora o sofrimento do povo congolês sob o pretexto de um anticomunismo infantil, está validando a mesma lógica que mantém o Brasil como um eterno exportador de mercadorias de baixo valor agregado e importador de ódios orquestrados. A tragédia em Montreux, onde o diálogo é asfixiado pelos interesses de milícias financiadas por potências externas, é a manifestação crua da crise de hegemonia que vivemos. Ocupar-se de clichês enquanto o capital financeiro dita quem tem direito à vida no coração da África é o suprassumo da cegueira política.
Sugiro que, antes de aconselhar destinos geográficos a quem dedica a vida ao estudo da ética e da práxis política, você se debruce sobre a história das intervenções imperiais que devastaram o continente africano desde o século 19. A verdadeira liberdade não reside na capacidade de vociferar ofensas em caixas de comentários, mas na emancipação intelectual que nos permite enxergar além da cortina de fumaça do algoritmo. Enquanto você se perde em ressentimentos superficiais, nós continuaremos discutindo a estrutura de poder que impede a autodeterminação dos povos, pois a filosofia, longe de ser um exercício abstrato, é a ferramenta necessária para a desconstrução da barbárie que você, infelizmente, ainda parece abraçar por pura falta de leitura.
Maria Aparecida
25/04/2026
Pedro, enquanto você repete frases prontas, o Evangelho nos convoca a chorar com os que choram, seja no Brasil ou no Congo. Se lutar por justiça social é o que você chama de comunismo, recomendo reler Atos 4:32, onde os primeiros cristãos repartiam tudo entre si para que não houvesse necessitados. Que a paz de Cristo liberte seu coração desse ódio que só serve para proteger o lucro dos poderosos.
Renato Professor
25/04/2026
Sua confusão cognitiva entre a geopolítica congolesa e a política nacional é o ápice do analfabetismo funcional, revelando que você ignora até os princípios rudimentares da ciência econômica. A economia solidária é justamente o antídoto técnico ao extrativismo predatório que financia esse conflito, algo que sua mente, limitada a bordões pueris e desinformação, jamais conseguirá processar.