O G20 perdeu relevância como fórum de governança econômica global e se transformou em mero espaço para fotos oficiais — é o que afirma o professor visitante da Universidade de Joanesburgo, Dr. Alexis Habiyaremye, em entrevista ao Sputnik International.
Habiyaremye criticou as ações dos Estados Unidos, que impuseram tarifas e abriram disputas comerciais contra vários países. O acadêmico observou que o G20 não produziu nenhuma resposta coletiva diante dessas medidas unilaterais.
Muitos chefes de Estado já demonstram desinteresse em participar de reuniões que geram apenas declarações protocolares. O fórum perdeu capacidade real de influenciar decisões concretas no plano internacional.
O BRICS reúne hoje Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos como membros plenos. O bloco tem avançado na construção de instrumentos financeiros próprios e mecanismos de integração prática.
Habiyaremye destacou o Novo Banco de Desenvolvimento como ferramenta essencial para o grupo. A instituição financia projetos de infraestrutura sem as condicionalidades políticas impostas por organismos ocidentais.
O banco permite que os países reduzam a exposição ao dólar americano em suas operações. Ele oferece linhas de crédito baseadas em critérios técnicos e nas necessidades de desenvolvimento dos membros.
O especialista apontou ainda a criação de sistemas de pagamento em moedas nacionais como avanço concreto. Essas redes facilitam o comércio direto entre os participantes e diminuem a dependência de intermediários externos.
Habiyaremye descreveu o BRICS como o fórum que reúne as economias mais dinâmicas do planeta. O grupo opera por consenso e prioriza a soberania de cada nação em suas iniciativas.
A principal diferença está no resultado prático das ações de cada organismo. Enquanto o G20 se limita a comunicados diplomáticos, o BRICS materializa bancos, fundos e redes de pagamento operacionais.
As sanções unilaterais aplicadas por Washington têm acelerado o interesse de diversos países pelo bloco. Essas medidas revelaram fragilidades do sistema financeiro centrado no dólar e nas instituições controladas pelo Ocidente.
Habiyaremye concluiu que o fortalecimento do BRICS reflete uma transformação real nas relações econômicas mundiais. O professor projeta que o grupo seguirá expandindo suas estruturas financeiras e seu peso no comércio global.
Leia também: Brasil recebe cúpula do Brics+ com foco em reformas no FMI, dívida global e governança tributária
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


TONY
02/05/2026
BRICS O grupo de paises ditadores? ha sim claro .
Gabriel Teen
25/04/2026
G20 é só selfie de terno, BRICS pelo menos finge que trabalha — diferença de quem posa pra foto e quem põe a mão na massa (ou no pix global).
Mariana Ambiental
25/04/2026
Mariana, você levantou um ponto importante, mas essa história de que o BRICS vai baratear exportação é discurso de banqueiro central. Enquanto não enfrentarem o monopólio do agronegócio que usa crédito público pra lucro privado, qualquer sistema de pagamento novo vai só trocar a cor da corrente que prende o Brasil.
Mariana Lopes
25/04/2026
Alice, você tem razão em parte, mas a discussão sobre o agro e o BRICS não precisa ser excludente. O sistema de pagamentos alternativo que estão montando pode, sim, baratear o custo das exportações brasileiras se conseguir reduzir a dependência do dólar nas transações. O problema é que tudo isso ainda é muito experimental e distante do dia a dia do produtor rural que precisa de solução para ontem.
Maria Silva
25/04/2026
João Batista Alves, você falou bonito, mas cadê o resultado prático? O BRICS pode até estar construindo banco e sistema de pagamento, mas aqui no Mato Grosso o que resolve é estrada de terra pra escoar safra e juro baixo pra comprar trator. Enquanto esses doutores ficam de conversa fiada em fórum, o agro brasileiro sustenta o PIB nas costas. Se o BRICS quiser meu respeito, que comece pagando o preço mínimo do boi gordo.
Alice T.
25/04/2026
Maria, o agro sustenta o PIB porque o Estado brasileiro dá isenção fiscal, crédito subsidiado e juro negativo via Plano Safra — e quem paga essa conta é o trabalhador urbano com imposto regressivo. Enquanto isso, o BRICS pelo menos tenta criar uma alternativa ao dólar que descola o preço do boi da especulação de Chicago, mas cê prefere continuar refém do Fed.
João Batista Alves
25/04/2026
Lucas Gomes, você tocou num ponto crucial, mas falta o essencial: o G20 não virou clube de fotos por acaso, é fruto de uma década de relativismo moral e político que trocou princípios por acordos vagos. Enquanto isso, o BRICS ao menos tenta construir algo concreto, ainda que com os pecados do materialismo moderno. O problema não é só o preço do pão, é que perdemos a noção de que a economia reflete a ordem moral de uma sociedade — sem Deus e sem família, qualquer banco vira castelo de areia.
Lucas Gomes
25/04/2026
Pedro, você tocou no ponto mais incômodo e, paradoxalmente, no mais certeiro dessa discussão. Essa desconexão entre a parafernália geopolítica dos blocos e o preço do pão na padaria é o sintoma mais agudo da crise de representação que vivemos. O G20 virou um balcão de negócios onde se decide o futuro das criptomoedas dos bancos centrais enquanto a Amazônia queima e o garimpo ilegal avança sobre terras indígenas com financiamento de cooperativas de crédito que ninguém regula. O BRICS, por mais que se apresente como alternativa, ainda opera na mesma lógica extrativista que condena o Sul Global a ser fornecedor de commodities. O Novo Banco de Desenvolvimento pode até financiar uma usina solar na África do Sul, mas enquanto não houver um mecanismo que taxe o lucro das mineradoras que devastam o Cerrado e transfira esses recursos para a agricultura familiar agroecológica, estamos apenas trocando seis por meia dúzia.
O problema de fundo, que o João Carvalho bem apontou ao falar da fragmentação de Bretton Woods, é que tanto o G20 quanto o BRICS são expressões de um capitalismo que precisa de fronteiras para se expandir. A diferença é que um quer manter a hegemonia do dólar e o outro quer criar um sistema paralelo de pagamentos que, no fim das contas, vai servir para os mesmos oligarcas russos e chineses comprarem iates e imóveis em Dubai sem passar pelo crivo do FMI. Enquanto a esquerda global não pautar uma reforma tributária internacional que taxe as grandes fortunas e as transações financeiras especulativas para financiar a transição energética justa e a reparação histórica com os povos originários, esses fóruns continuarão sendo, como disse o especialista, clubes de fotos. A diferença é que um clube usa smoking e o outro usa camisa de seda chinesa, mas ambos ignoram o fato de que, para quem vive na periferia do sistema, a conta de luz só aumenta.
E por falar em Amazônia, Adalberto, você tem razão ao dizer que o cartão do BRICS mal funciona fora da Rússia. Mas isso não é um problema técnico — é político. O sistema SWIFT foi usado como arma de guerra econômica contra a Rússia, e qualquer alternativa que não seja controlada pelo Ocidente será sabotada. A questão é que, enquanto a esquerda brasileira fica nessa dança das cadeiras entre apoiar o G20 ou o BRICS, o agronegócio e o setor mineral já estão usando ambos os blocos para garantir que seus lucros continuem fluindo. A verdadeira alternativa não está em nenhum desses fóruns, mas na construção de um sistema financeiro solidário, baseado em cooperativas de crédito comunitárias, moedas locais e bancos públicos que financiem a reforma agrária popular e a energia solar nos telhados das favelas. Enquanto isso não acontecer, a foto do G20 e a do BRICS vão continuar penduradas na parede, e a gasolina vai continuar subindo.
Pedro
25/04/2026
Pois é, João Carvalho, mas esse tal Novo Banco de Desenvolvimento ainda não pagou um centavo do meu IPVA nem baixou o preço da gasolina aqui na bomba. Enquanto os diplomatas discutem se o BRICS vai ter cartão de crédito próprio, eu tô aqui vendo o litro da comum passar dos seis reais de novo.
João Carvalho
25/04/2026
Carlos, você trouxe um dado importante: o BRICS já responde por mais de 30% do PIB global e criou instrumentos financeiros reais. A questão não é torcer por um bloco ou outro, mas reconhecer que a arquitetura de Bretton Woods está se fragmentando. O G20 foi desenhado para administrar a crise de 2008, mas sem reformas profundas no FMI e no Banco Mundial, virou mesmo um palco de fotografias. O que o BRICS está fazendo é, no mínimo, criar concorrência institucional — e isso, para quem estuda relações internacionais, é o que obriga o sistema a se mover.
Carlos A. Mendes
25/04/2026
Adalberto, você tem razão em parte — o G20 ainda concentra poder real, mas o BRICS já movimenta mais de 30% do PIB global e criou um fundo de reservas que funciona. O problema é que a gente fica nessa torcida de clube de futebol enquanto o sistema financeiro continua operando do mesmo jeito, independente de qual sigla está na foto.
Adalberto Livre
25/04/2026
Bia Carioca, o problema é que esse “clube de fotos” do G20 ainda manda no sistema financeiro global, enquanto o BRICS mal conseguiu lançar um cartão de débito que funcione fora da Rússia. Mas concordo que pelo menos tão tentando fazer alguma coisa, ao contrário desse circo de sorrisos hipócritas.
Bia Carioca
25/04/2026
Lucas Alves, você levanta um ponto justo, mas a diferença é que o BRICS pelo menos está propondo uma alternativa concreta ao monopólio do dólar e do FMI. O G20 virou um teatro onde os mesmos de sempre apertam as mãos e nada muda pra quem pega ônibus lotado todo dia. Se for pra ter interesse nacional, que seja o nosso, não o de Wall Street.
Lucas Alves
25/04/2026
Ronaldo, você foi direto ao ponto: parábola não paga conta. Mas me intriga esse entusiasmo todo com o BRICS como se fosse um clube de heróis desinteressados. China e Rússia tão lá pelos mesmos motivos que EUA e Alemanha: interesse nacional. Trocar o FMI pelo Novo Banco de Desenvolvimento é só trocar a mão que aperta o pescoço. O problema não é o clube, é a lógica do sistema.
Ronaldo Pereira
25/04/2026
Tiago, a Bíblia é boa pra alma, mas pra economia a gente precisa de concreto, não de parábola. Enquanto o G20 tira foto sorrindo com os mesmos banqueiros que quebraram a Grécia, o BRICS tá criando linha de crédito em moeda local e fundo de reservas. Isso não é juízo de valor, é fato: em 2023 o Novo Banco de Desenvolvimento aprovou mais de 30 projetos de infraestrutura sem as amarras do FMI. O trabalhador brasileiro sente no bolso quando o real desaba por causa de uma decisão de juros em Washington — qualquer mecanismo que tire esse nó da garganta já é vitória da classe.
Capitão Tavares 🇧🇷
25/04/2026
Carlos Oliveira, você acertou em cheio. Enquanto o G20 fica nessa encenação de estadistas sorrindo pra foto, o BRICS tá montando a estrutura pra gente não precisar mais pedir licença pro FMI toda vez que precisar respirar. Mas não se enganem, essa “soberania” que vocês vendem aí é só o primeiro passo pra entregar o Brasil de bandeja pra China.
Tiago Mendes
25/04/2026
Capitão, respeito sua desconfiança, mas a Bíblia nos ensina a não julgar o fruto antes do tempo — se o BRICS está criando mecanismos para aliviar o jugo do FMI, isso já é justiça social no curto prazo. Agora, sobre a China, a questão não é trocar de patrão, mas construir uma mesa onde o Brasil tenha assento e voz, como manda o princípio do bem comum.
Carlos Oliveira
25/04/2026
Pois é, Marcos, você tocou no ponto certo. Enquanto o G20 vira passarela de terno e gravata, o BRICS tá criando alternativa real ao sistema financeiro que sempre nos sufocou. Quem vive na pele a carestia e a taxa do aplicativo comendo a gasolina sabe que soberania econômica não é luxo de acadêmico, é pão na mesa do trabalhador.
Marcos Andrade Niterói
25/04/2026
Tadeu, você tá certo que o IPCA aperta todo mundo, mas essa discussão não é irrelevante não — a diferença entre um fórum que só produz foto e outro que cria banco e sistema de pagamento próprio é a diferença entre ficar refém do FMI e construir soberania. O túnel Charitas-Cafubá não se fez com selfie de ministro, se fez com gestão e planejamento, que é o que falta no governo estadual enquanto o Rio afunda.
Caio Vieira
25/04/2026
Caro Tadeu, permita-me discordar com a cordialidade que o debate público exige, mas com a firmeza que a análise sociológica impõe. Sua afirmação de que a dicotomia entre o G20 como “clube de fotos” e o BRICS como “banco de verdade” é irrelevante diante da inflação revela uma compreensão, digamos, limitada da dialética entre estrutura e superestrutura no capitalismo contemporâneo. A inflação que corrói seu IPCA não é um fenômeno meteorológico, caro colega; ela é a manifestação concreta de uma hegemonia financeira global ancorada na primazia do dólar e nas políticas de austeridade impostas pelo Consenso de Washington. O G20, enquanto aparelho ideológico desse consenso, cumpre precisamente a função de naturalizar essa ordem, transformando encontros de cúpula em rituais de legitimação — aquilo que o professor de Joanesburgo, com acerto gramsciano, chama de “clube de fotos”. Ignorar essa dimensão é como tentar entender a seca no Nordeste sem mencionar o desmatamento da Amazônia: você vê o efeito, mas se recusa a enxergar a causa estrutural.
Ora, vejamos o que o BRICS efetivamente constrói, para além das selfies diplomáticas. O Novo Banco de Desenvolvimento, com capital autorizado de 100 bilhões de dólares, já aprovou mais de 30 bilhões em projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países como África do Sul, Índia e Brasil — financiando pontes, estradas e energia limpa que os bancos multilaterais tradicionais, controlados pelo G7, sistematicamente negligenciam. O sistema de pagamentos BRICS Pay, ainda incipiente, representa uma tentativa concreta de descolonizar as transações financeiras, reduzindo a dependência do SWIFT e do dólar como moeda de reserva. Não se trata de comunismo, Adriana — essa acusação é um espantalho retórico que ignora que a China, maior economia do BRICS, é um Estado capitalista com características próprias, e que o próprio Banco Central do Brasil já aderiu a projetos de moeda digital que dialogam com essa iniciativa. O que está em jogo é a disputa por autonomia relativa na periferia do sistema-mundo, algo que qualquer leitor atento de Fernando Henrique Cardoso, sim, o mesmo, reconheceria como central na teoria da dependência.
Marina Silva e Samara Oliveira tocam num ponto nevrálgico: a fé, seja ela religiosa ou política, não pode substituir a análise materialista das instituições. O G20, ao se recusar a reformar a arquitetura financeira global — mantendo juros altos nos países centrais que sangram as economias periféricas —, opera como uma verdadeira máquina de produzir desigualdade. Enquanto isso, o BRICS, com todas as suas contradições internas (e são muitas, desde a rivalidade sino-indiana até a ausência de mecanismos democráticos robustos), ao menos tenta criar espaços de resistência à financeirização predatória. Paulo Ribeiro tem razão: confundir essa disputa por soberania com “fantasma comunista” é um erro teórico que só beneficia quem lucra com a manutenção do status quo. A inflação que você sente no bolso, Tadeu, é o preço que pagamos por um sistema onde o G20 posa para as fotos enquanto o FMI impõe receitas de arrocho. O BRICS, com seus defeitos, é a única trincheira que temos para tentar mudar essa equação.
Tadeu
25/04/2026
Parece que o Paulo Ribeiro tentou dar uma aula de teoria política pro Adriana, mas a real é que essa discussão de “clube de fotos” vs “banco de verdade” é meio irrelevante. Enquanto os caras tão aí se digladiando com ideologia, o IPCA não para de subir e o real desaba. Pra mim, G20 ou BRICS, o que importa é se isso vai baixar a inflação ou melhorar meu rendimento real. Até agora, zero.
Adriana Silva
25/04/2026
Faz o L, Samara! Esse BRICS aí é só cortina de fumaça pra esconder o comunismo que querem implantar no Brasil. Vai pra Cuba ver se lá tem banco funcionando direito.
Paulo Ribeiro
25/04/2026
Adriana, sua indignação é compreensível se olharmos o Brasil apenas pela lente do noticiário alarmista que transforma qualquer debate sobre soberania nacional em ameaça comunista. Mas vamos com calma, porque confundir BRICS com fantasma do comunismo é um erro teórico que nem o mais ortodoxo stalinista cometeria. O BRICS não é um partido, não é uma revolução armada, não é a tomada do Palácio do Planalto por milicianos vermelhos. É um bloco econômico heterogêneo que reúne desde a China, que tem um capitalismo de Estado feroz, até a Índia, uma democracia liberal de mercado, passando pelo Brasil, Rússia e África do Sul. Se isso é comunismo, então a OMC e o FMI também são — e olha que ambos foram criados para defender justamente o capitalismo ocidental.
O senhor menciona Cuba. Faço questão de concordar com um ponto: Cuba tem sérios problemas econômicos, e ninguém sensato nega isso. Mas a comparação é desonesta se não lembrarmos que Cuba sofre um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de sessenta anos, que estrangula sua capacidade de importar peças, remédios e tecnologia bancária. O BRICS, ao contrário, está tentando justamente criar mecanismos para que países como o Brasil não precisem se submeter a esse tipo de chantagem geopolítica. O Novo Banco de Desenvolvimento, por exemplo, já financiou projetos de infraestrutura no Brasil sem as amarras do FMI, que historicamente exige cortes em saúde e educação como condição para emprestar dinheiro. Isso não é comunismo, é pragmatismo.
Agora, sobre o “Faz o L”: essa provocação revela mais sobre o maniqueísmo da nossa polarização do que sobre o BRICS. O governo Lula, que o senhor critica, está justamente tentando reposicionar o Brasil num mundo multipolar, onde não sejamos reféns eternos do dólar e das decisões do Federal Reserve. O sistema de pagamentos do BRICS não é uma cartilha ideológica; é uma ferramenta para que exportadores brasileiros não percam dinheiro com flutuações cambiais impostas por sanções unilaterais. Se isso incomoda, pergunte-se: por que o direito de imprimir a moeda global tem que ser monopólio de um único país? A história nos ensina que impérios que controlam a moeda dos outros sempre cobram um preço alto — e quem paga a conta, no fim do dia, é o trabalhador que vê o diesel subir, como a Luciana lembrou mais acima.
Samara Oliveira
25/04/2026
Marina, é exatamente isso. O G20 virou um palco de vaidades enquanto o BRICS, com todos os seus defeitos, pelo menos tenta criar caminhos reais para um mundo menos dependente do dólar e dos bancos centrais que só servem aos ricos. Acho que a fé nos ensina que não adianta apenas orar pela justiça, é preciso construir os mecanismos dela também.
Marina Silva
25/04/2026
O BRICS pelo menos constrói, o G20 só posa pra foto e depois volta a defender juros alto que quebra o Brasil.
Beatriz Lima
25/04/2026
Luciana, sua frustração é legítima e revela o verdadeiro calcanhar de Aquiles de qualquer discussão geopolítica: a distância entre o plano macro e a mesa do trabalhador. Mas é justamente aí que a comparação entre G20 e BRICS se torna relevante, não como promessa messiânica, mas como diagnóstico de eficiência. O G20, desde 2008, prometeu reformar o sistema financeiro internacional, regular paraísos fiscais e coibir a especulação. O que entregou? Um monte de comunicados vagos, metas de inflação que cada país ignora e, sim, fotos de líderes sorrindo em família. Enquanto isso, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, com todos os seus defeitos e lentidão burocrática, já desembolsou mais de 30 bilhões de dólares em projetos de infraestrutura que o Banco Mundial e o FMI se recusaram a tocar por condicionalidades políticas. Não é caridade, é pragmatismo.
O ponto do especialista, me parece, não é que o BRICS vá resolver o preço do diesel amanhã. É que o G20 se tornou um fórum de legitimação do status quo, onde as regras do jogo são discutidas para garantir que os mesmos de sempre continuem ganhando. O BRICS, ao criar um banco e um sistema de pagamentos alternativo, está tentando furar o bloqueio do sistema baseado no dólar e nas agências de rating americanas. Isso não é discurso vazio: quando a Rússia foi cortada do SWIFT, o sistema de pagamentos do BRICS deixou de ser teoria e virou necessidade. A pergunta que fica é: se o G20 fosse realmente relevante, por que os países do Sul Global estariam correndo para criar alternativas? Talvez porque aprenderam que promessas de cooperação multilateral, sem mecanismos concretos, viram apenas pôster de cúpula.
Dito isso, concordo com a Miriam quando ela lembra que o G20 ainda tem capilaridade para definir regulação financeira global. Só que essa capilaridade tem servido para quê? Para manter a hegemonia do dólar, para empurrar políticas de austeridade que quebram economias periféricas e para deixar que a regulação bancária seja escrita pelos próprios bancos. O BRICS, por outro lado, é um clube pequeno, heterogêneo e cheio de contradições internas (China vs. Índia, interesses energéticos russos vs. agenda ambiental brasileira). Mas pelo menos está construindo algo, enquanto o G20 virou um ritual caro de fotografia. Não é sobre fé no BRICS, é sobre constatar que o G20 perdeu a função. E quando uma instituição perde a função, o cinismo é a única resposta sensata.
Luciana Santos
25/04/2026
Pois é, Ronaldo, mas enquanto o BRICS testa sistema de pagamento, eu tô aqui vendo o preço do diesel subir e o salário não acompanhar. Pode até ter banco novo, mas na ponta do volante a realidade é outra. O G20 é um circo e o BRICS ainda não botou pão na mesa do trabalhador.
Ronaldo Silva
25/04/2026
Pois é, Miriam, mas mudar as regras do jogo internacional é justamente o que o BRICS tá fazendo aos poucos. Enquanto o G20 discute regulação que sempre favorece os mesmos de sempre, o banco do BRICS financia obra que ninguém mais financia. O sistema de pagamento deles vai sim cortar o dólar do meio, cedo ou tarde. O G20 virou um clube de selfie mesmo, e olha que eu pago imposto pra caramba e não vejo resultado nenhum vindo dessas reuniões.
Miriam
25/04/2026
Pois é, Francisco, mas a real é que o G20 ainda é o fórum onde se decidem os rumos da regulação financeira global, coisa que o BRICS não tem capilaridade pra fazer. O banco deles financia obra, sim, mas não muda as regras do jogo internacional.
Francisco de Assis
25/04/2026
Helton e Márcio, vocês tão debatendo e eu só lembro que o BRICS já tem mais entrega que o G20 nos últimos dez anos. O G20 virou um clube de selfie mesmo, enquanto o banco do BRICS financia ponte, estrada e sistema de pagamento que tira o dólar do meio. Quem acha que é só discurso tá de olho fechado pra realidade.
Silvia D.
25/04/2026
Márcio Torres, você levantou um ponto que merece atenção, mas discordo que o BRICS seja só discurso. O Novo Banco de Desenvolvimento já aprovou mais de 30 bilhões de dólares em projetos de infraestrutura, e o sistema de pagamentos está em fase de testes com vários países. Enquanto isso, o G20 não conseguiu nem reformar o FMI como prometeu em 2009. A diferença é que um entrega resultados concretos, mesmo que lentos, enquanto o outro virou ritual de fotografia.
Helton Barros
25/04/2026
O G20 virou mesmo um clube de selfie, enquanto o BRICS tá construindo estradas, portos e um sistema de pagamento que corta o rabo do dragão americano. Quem reclama que o BRICS não entrega nada esquece que Roma não foi construída em um dia. Enquanto isso, o G20 só serve pra líderes posarem de bonzinhos enquanto o globalismo quebra o Brasil.
Márcio Torres
25/04/2026
Helton, você capturou bem o contraste de imagem pública, mas acho que a metáfora da construção de Roma pede um ajuste fino. Roma não foi construída em um dia, é verdade — mas também não foi construída por um clube de autocracias que, enquanto discursam contra o dragão americano, mantêm a maior parte de suas reservas cambiais em títulos do Tesouro dos EUA. O BRICS está, sim, montando estradas e sistemas de pagamento alternativos, o que é concreto e relevante. Mas confundir infraestrutura física com independência financeira real é um salto lógico que a evidência ainda não autoriza. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, por exemplo, emprestou até agora uma fração do que o Banco Mundial desembolsa em um ano, e a maior parte desses empréstimos foi em dólar, não em moedas locais. O sistema de pagamento alternativo (BRICS Pay) ainda é um protótipo com adoção marginal — enquanto isso, China e Índia continuam liquidando a maior parte do comércio bilateral em dólar, porque a infraestrutura financeira real (SWIFT, correspondentes bancários, contratos de derivativos) ainda depende do sistema que o BRICS supostamente quer cortar.
O ponto cego aqui é que “cortar o rabo do dragão americano” não se faz com discurso de cúpula nem com inauguração de porto. A hegemonia do dólar não é sustentada apenas pela força militar americana — é sustentada por uma rede de confiança institucional, contratos privados, mercados de capitais profundos e um sistema jurídico previsível que nenhum dos membros do BRICS, nem mesmo a China, consegue replicar em escala global. Enquanto o BRICS não tiver um mercado de títulos soberanos em moeda própria que seja líquido o bastante para substituir os Treasuries como reserva de valor, a desdolarização será mais um slogan de cúpula do que um fato econômico. O G20 é um teatro, concordo, mas o BRICS também tem seu próprio teatro — só que com plateia menor e menos holofotes.
Quanto ao “globalismo que quebra o Brasil”, essa é uma daquelas frases que soam bem num comentário de rede social mas não resistem a cinco minutos de escrutínio. O Brasil quebra por razões domésticas — reforma tributária que nunca sai, gasto público engessado, produtividade estagnada, corrupção endêmica —, não porque o G20 ou o FMI conspiraram contra ele. O globalismo, se é que essa palavra significa algo, é um guarda-chuva que esconde escolhas políticas nacionais. Enquanto a gente culpa o clube de fotos ou o clube de autocracias, o Congresso brasileiro aprova orçamentos que destinam mais dinheiro para subsídio de combustível fóssil do que para ciência básica. O dragão que realmente corta o rabo do Brasil não é americano — é a nossa própria incapacidade de fazer o básico em casa.
João Pereira
25/04/2026
Maura e Luiz Carlos, o problema é que enquanto o BRICS promete sistemas de pagamento, a gente ainda vê Índia e China fazendo negócio em dólar pelas beiradas. O G20 é um teatro, mas o BRICS também tem mais discurso do que entrega concreta até agora.
Luiz Carlos
25/04/2026
Pois é, João Augusto, mas esse papo de hegemonia cultural não paga conta nem bota comida na mesa. Enquanto o G20 tira foto, o BRICS pelo menos cria um sistema de pagamento que escapa do controle americano. O brasileiro comum só quer saber de não perder o pouco que ganha pra inflação e imposto.
Maura Santos
25/04/2026
Luiz Carlos, você tocou no ponto exato: enquanto o BRICS bota a mão na massa com sistemas de pagamento que driblam o dólar, o G20 vira palco de foto e discurso vazio. Hegemonia cultural é bonito no papel, mas o que segura o seu salário é ter alternativa real ao controle americano — e o BRICS entrega isso, mesmo com todas as contradições.
Nadia Petrova
25/04/2026
João Augusto, adorei o recorte gramsciano, mas a real é que o BRICS também tá longe de ser uma alternativa limpa — virou um clube de autocracias que adoram falar de desdolarização enquanto mantêm reservas em Treasuries. O G20 é inútil, o BRICS é contraditório, e a gente fica aqui torcendo pra que pelo menos os sistemas de pagamento funcionem melhor que as fotos de família.
João Augusto
25/04/2026
A análise procede, mas falta um elemento central: a hegemonia cultural. O G20, herdeiro direto da arquitetura de Bretton Woods, opera como aparelho de hegemonia no sentido gramsciano — naturaliza a financeirização global como única racionalidade possível. O BRICS, ao construir mecanismos como o Novo Banco de Desenvolvimento, não apenas cria alternativas materiais, mas disputa o próprio senso comum econômico, desnaturalizando a ideia de que o dólar e o FMI são entidades eternas. O clube de fotos é a expressão mais acabada de uma hegemonia que já não precisa mais governar, apenas ritualizar seu próprio esvaziamento.
Marta
25/04/2026
Sgt Bruno, você foi cirúrgico. A pandemia escancarou o que já estava podre no G20: enquanto o Sul Global implorava por vacinas e alívio de patentes, o clube dos meninos ricos tirava foto de máscara e batia palminha pra si mesmo. O BRICS, com todos os defeitos e contradições — e olha que não são poucas —, ao menos entendeu que não se governa o século XXI com o manual do FMI dos anos 1990. Criar um banco de desenvolvimento e um sistema de pagamentos alternativo não é mimimi de esquerda, é geopolítica básica: quem controla o fluxo de dinheiro controla a narrativa. E o G20, coitado, virou um conselho de administração sem poder de voto, onde os emergentes vão bater continência e voltam de mãos abanando.
Agora, Ana, com todo respeito, você tocou num ponto delicado. Não acho exagero nenhum na dicotomia. O G20 coordena política em crise? Coordenou para salvar banco em 2008, mas para salvar gente em 2020 foi cada um por si e o mercado que se vire. O Brasil e outros emergentes tratam esses encontros como turismo diplomático justamente porque não há o que levar a sério ali: a pauta já vem mastigada pelos países centrais, e o melhor que se consegue é um parágrafo genérico sobre “compromisso com o multilateralismo”. Enquanto isso, o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS já emprestou mais de 30 bilhões de dólares para infraestrutura sem as amarras do Consenso de Washington. Isso não é detalhe, é mudança de paradigma.
E olha, John Marshall, você levantou a pulga atrás da orelha: será que o BRICS não está só criando outro clube de fotos? Pode ser, se a gente deixar. Mas a diferença fundamental é que o BRICS nasceu da insatisfação com a ordem vigente, não para gerir o status quo. Se virar um clube de fotos, será por traição política dos seus membros, não por desenho institucional. O G20 já nasceu como clube de fotos com verniz de governança global. O BRICS, mesmo com suas contradições internas — e a Rússia de Putin e a China de Xi não são exatamente democracias exemplares —, ao menos coloca na mesa a discussão de um mundo multipolar de verdade. O problema é que a esquerda brasileira, em vez de abraçar essa agenda com unhas e dentes, fica fazendo média com os meninos mal-educados do G20.
No fim das contas, o que me preocupa não é se o BRICS vai virar outro clube de fotos, mas se o Brasil vai ter competência para jogar nesse novo tabuleiro. O Lula entendeu o recado, mas o Itamaraty ainda parece mais confortável com o protocolo do que com a construção concreta de alternativas. Enquanto isso, os meninos do G20 continuam tirando fotos e a gente, aqui na base, pagando a conta do sistema financeiro que eles mesmos desenharam.
Sgt Bruno 🇧🇷
25/04/2026
Ana, você tem um ponto, mas a pandemia foi justamente o momento em que o G20 falhou em coordenar vacinas para o Sul Global. O BRICS pelo menos criou algo concreto, enquanto o G20 só serviu pra selfie de máscara.
Ana Souza
25/04/2026
Pois é, mas acho que tem um exagero nessa dicotomia. O G20 ainda serve para coordenar políticas em momentos de crise global, como vimos na pandemia. O problema não é a cúpula em si, é que o Brasil e outros emergentes tratam esses encontros como turismo diplomático em vez de levar pautas concretas. Dá pra participar dos dois clubes sem romantizar um e demonizar o outro.
John Marshall
25/04/2026
João Carlos, você capturou a ironia com precisão. O G20 sempre foi um clube de banqueiros centrais vestidos de estadistas, e agora nem isso disfarça mais. Mas a verdadeira questão é se o BRICS, ao construir esses mecanismos paralelos, não está apenas criando um novo clube de credores com outras bandeiras. A dialética do poder global é implacável: toda alternativa institucional corre o risco de reproduzir as hierarquias que pretendia superar.
João Carlos da Silva
25/04/2026
A ironia é que o G20 virou esse clube de fotos justamente porque perdeu a função de mediador entre os interesses do capital financeiro global e as necessidades reais dos países. O BRICS, mesmo com suas contradições internas, opera na lógica contrária: cria mecanismos que furam o cerco da hegemonia do dólar e do FMI. A pergunta que fica é: até quando o Brasil vai posar para a foto enquanto o Sul Global constrói alternativas sem esperar nossa liderança?
Maria Aparecida
25/04/2026
Ricardo, você trouxe o número exato: 30 bilhões de dólares emprestados enquanto o G20 discute protocolo. Isso é fruto de um projeto político que coloca o desenvolvimento dos povos acima dos lucros dos bancos centrais. Enquanto isso, aqui no Brasil, a esquerda evangélica que luta por justiça social vê o governo Lula correndo atrás de foto com primeiro-ministro europeu que continua explorando a África. Onde está Isaías 58 na política externa brasileira?
Carlos Meirelles
25/04/2026
Rubens, você tocou no ponto central. Enquanto o G20 gasta milhões em cúpulas com mimos e fotos, o BRICS está criando infraestrutura real de comércio. O Brasil deveria estar liderando essa pauta, não fazendo figuração em evento de turismo diplomático. Menos palanque global e mais banco de desenvolvimento funcionando.
Ricardo Almeida
25/04/2026
Carlos, você tem razão, mas falta um dado: o Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS já emprestou mais de 30 bilhões de dólares, enquanto o G20 discute protocolos e releases. O problema é que o Brasil ainda insiste em ser o “amigão de todos” na foto, em vez de usar o peso que tem para ditar as regras desse novo sistema.
Maria Antonia
25/04/2026
Mariana, você escreve bem, mas está complicando o óbvio. O G20 sempre foi um clube de países ricos ditando regras para os emergentes. Agora que o BRICS criou um banco e um sistema de pagamento próprio, os mesmos que posam pra foto estão apavorados porque perderam o controle da narrativa financeira. Mercado livre de verdade é poder escolher com quem trocar seu dinheiro, não ficar refém do FMI.
Rubens O Pescador
25/04/2026
Maria Antonia, é isso mesmo. Lá na roça, quando o atravessador sumia, a gente montava a própria feira — o BRICS tá fazendo igual, criando jeito de vender e comprar sem pedir licença pra banco gringo. O povo comeu carne todo dia no Lula porque o Brasil não ficava de chapéu na mão pros ricão.
Lurdinha Deus Acima de Todos
25/04/2026
G20 virou palco de selfie e o BRICS tá botando dinheiro pra rodar de verdade, cadê a vergonha na cara dessa turma? 🇧🇷🙏
Célia Carmo
25/04/2026
Lurdinha, amém, irmã! Enquanto eles posam pra foto, o BRICS já tá trocando real por yuan sem passar pelo FMI, #BancosDoPovo #ForaElite!
Mariana Alves
25/04/2026
Lurdinha, sua indignação é certeira e compartilho dela, mas permita-me aprofundar um pouco a crítica para além da constatação das selfies. O G20 não virou um clube de fotos por acaso; ele é a expressão máxima do que o sociólogo Immanuel Wallerstein chamou de “sistema-mundo capitalista” em sua fase de crise hegemônica. As reuniões daquele fórum, hoje, servem menos para coordenar políticas econômicas e mais para administrar o declínio da ordem liberal que os Estados Unidos e a Europa construíram após 1945. Cada foto sorridente ao lado de Joe Biden ou Emmanuel Macron é um ato de propaganda para esconder que o centro do capitalismo global já não consegue impor sua agenda sem recorrer a sanções unilaterais e guerras cambiais.
Enquanto o G20 discute metas climáticas vagas e pacotes de auxílio que nunca chegam aos países periféricos, o BRICS — especialmente após a expansão para incluir Arábia Saudita, Irã, Etiópia e outros — está materializando o que o economista coreano Ha-Joon Chang chama de “desenvolvimento por substituição de instituições”. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e os acordos de swap de moedas locais não são apenas mecanismos financeiros; são a construção de uma arquitetura paralela que descola o comércio global do dólar e do FMI. Isso é geopolítica em estado bruto: cada transação em yuan, rublo ou real sem passar pelo sistema SWIFT é um tijolo a menos no muro da hegemonia estadunidense.
O que me preocupa, no entanto, é que esse movimento ainda é liderado por elites estatais que podem, no futuro, reproduzir as mesmas hierarquias que criticam. O BRICS precisa ser vigiado pela sociedade civil para não se transformar em um “G20 dos emergentes”, com burocratas posando para fotos em Brasília ou Joanesburgo enquanto o povo segue sem acesso a crédito barato. Mas, no momento, a diferença é clara: um clube (G20) discute como gerenciar a crise do capitalismo central; o outro (BRICS) tenta, com todos os limites, construir rotas de fuga reais. Sua indignação é o motor que falta para transformar essa fuga em algo verdadeiramente democrático.