O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às declarações da República Islâmica do Irã sobre o estreito de Ormuz afirmando que Teerã não teria condições de usar a passagem marítima como instrumento de pressão contra Washington. Em declarações a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que o Irã “queria fechar o estreito” e acrescentou que “não podem chantagear-nos”, segundo reportagem do Actualidad RT.
O estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. O controle dessa passagem tem sido historicamente motivo de tensão entre o Irã e os Estados Unidos, que mantêm presença militar na região sob o argumento de garantir a chamada “liberdade de navegação”.
O governo iraniano elevou o tom sobre o estreito em meio ao agravamento das tensões com Washington, denunciando o que Teerã descreve como violações e atos de pirataria por parte das forças norte-americanas na região. Autoridades iranianas afirmaram que qualquer escalada americana poderá resultar em restrições ao trânsito marítimo no estreito — uma posição que Teerã tem reiterado em diferentes momentos de crise ao longo das últimas décadas.
Trump tentou minimizar o impacto retórico da declaração iraniana, alegando que “muitos navios têm chegado aos estados do Texas e Louisiana”, em referência à produção doméstica e à importação de petróleo pelos EUA. Analistas do setor de energia, porém, alertam que qualquer interrupção real no tráfego de Ormuz elevaria os preços globais do petróleo e afetaria diretamente o mercado interno americano.
O estreito, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é considerado um ponto vital para a economia global, especialmente para países asiáticos como China, Japão e Coreia do Sul, que dependem fortemente do petróleo exportado pela região. Qualquer interrupção prolongada em seu tráfego tende a gerar instabilidade nos mercados de energia e a intensificar disputas geopolíticas entre potências ocidentais e países do Oriente Médio.
Para o Irã, a afirmação de soberania sobre Ormuz funciona como um dos principais instrumentos de dissuasão diante das sanções impostas por Washington e de sucessivas operações militares americanas na região. A postura de Teerã é amplamente interpretada como resposta à política de pressão máxima dos Estados Unidos, que inclui bloqueios financeiros e tentativas de isolar o país no comércio internacional.
O impasse em torno do estreito de Ormuz volta a expor as contradições da política externa americana baseada em sanções e ameaças militares, que ao mesmo tempo em que prega “liberdade de navegação” ao redor do mundo, mantém frotas de guerra posicionadas permanentemente no Golfo Pérsico. O episódio ocorre em um contexto de negociações nucleares ainda em curso entre Washington e Teerã, tornando o ambiente diplomático ainda mais volátil.
Com informações de ACTUALIDAD.
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