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Coronel é preso em Madagascar acusado de planejar golpe contra o presidente

43 Comentários🗣️🔥 Vista aérea de Antananarivo, capital de Madagascar, em 2023. (Foto: © Luis Tato / AFP) O coronel e médico Patrick Rakotomamonjy foi preso pela Gendarmaria Nacional de Madagascar e transferido para a casa de força de Tsiafahy, cerca de trinta quilômetros ao sul da capital. Ele foi detido no bairro de By Pass, […]

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Vista aérea de Antananarivo, capital de Madagascar, em 2023. (Foto: © Luis Tato / AFP)

O coronel e médico Patrick Rakotomamonjy foi preso pela Gendarmaria Nacional de Madagascar e transferido para a casa de força de Tsiafahy, cerca de trinta quilômetros ao sul da capital.

Ele foi detido no bairro de By Pass, em Antananarivo. As autoridades o acusam de participar de um plano de assassinato contra o presidente Michaël Randrianirina e já detiveram outras onze pessoas no mesmo caso.

O militar era procurado desde o início de abril, segundo reportagem da RFI. Rakotomamonjy chefiou o gabinete de reclamações da Presidência por dois meses até sua exoneração em janeiro.

Após a exoneração, ele se tornou um dos críticos mais ferrenhos do governo de transição. Publicou vídeos nas redes sociais acusando altos funcionários de corrupção e de intimidar ministros.

Um dos principais alvos de suas denúncias é o empresário Koufali Daya. O militar o aponta como aliado próximo do presidente Randrianirina e o acusa de exercer influência indevida sobre membros do Executivo.

As gravações amplamente compartilhadas no Facebook tornaram Rakotomamonjy uma figura polêmica em Madagascar. Enquanto muitos o veem como um denunciante corajoso, outros o acusam de agir por motivações políticas.

O coronel já havia publicado vídeo com denúncias semelhantes contra o empresário Mamy Ravatomanga. Ravatomanga é considerado um dos principais articuladores do antigo governo do ex-presidente Andry Rajoelina.

O governo de transição liderado por Randrianirina enfrenta sérios desafios para restaurar a confiança pública nas instituições. A prisão do coronel ocorre em meio a crescente tensão entre as forças de segurança e setores civis descontentes.

Analistas locais consideram que o caso pode gerar repercussões profundas sobre o futuro da transição política malgaxe. A detenção de um oficial de alta patente acusado de conspirar contra o presidente revela a fragilidade do sistema político local.

O episódio destaca o papel das redes sociais como principal arena de disputa política em Madagascar. A linha entre denúncia e desinformação torna-se cada vez mais tênue no país.


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Sandra Martins

30/04/2026

Fico muito preocupada quando vejo o nome de Deus sendo usado para justificar golpes ou autoridade imposta pela força, como se a fé desse aval para a desordem política. O Evangelho que eu sigo ensina o caminho da paz e da justiça, e não o de armas ou conspirações por poder. Que o povo de Madagascar encontre sabedoria para resolver seus conflitos sem precisar de rupturas que só trazem mais sofrimento.

Sargento Bruno

30/04/2026

Enquanto esses teóricos de faculdade se perdem em números e retórica vazia, a desordem avança como um câncer pelo globo. Sem autoridade e sem o temor a Deus, o que sobra é essa anarquia que a esquerda aplaude para destruir as instituições por dentro. A disciplina militar e a soberania são as únicas barreiras que restam contra o colapso total da civilização ocidental.

    Mariana Oliveira

    30/04/2026

    Sargento Bruno, sua retórica sobre a civilização ocidental e a necessidade de uma disciplina militar como antídoto para a desordem ignora o fato de que essa mesma ordem foi historicamente forjada através da violência sistêmica contra corpos que não se encaixam no padrão hegemônico. Ao citar a autoridade e o temor religioso como pilares, você negligencia o que Kimberlé Crenshaw define como a essencialidade da análise interseccional: o poder não é uma abstração, ele se manifesta na intersecção entre racismo, sexismo e classismo. O que você chama de anarquia é, na verdade, a resistência de povos que foram submetidos a séculos de exploração colonial e militar, onde a soberania nunca pertenceu à população, mas a uma elite fardada que opera como braço armado do status quo. Projetar o militarismo como salvaguarda da civilização é apagar a memória das intervenções no Sul Global que, sob o pretexto da estabilidade, instalaram o caos social e econômico em benefício de interesses externos.

    A segurança que você defende é, em última análise, a segurança do privilégio. Bell hooks nos ensina que vivemos sob um patriarcado capitalista supremacista branco que utiliza a militarização da vida para suprimir o dissenso e manter a dominação. Em Madagascar, assim como em tantas outras nações com cicatrizes coloniais profundas, as tentativas de golpe orquestradas por militares não visam a ordem pública, mas a manutenção de uma estrutura de poder que exclui a pluralidade democrática. A disciplina que você exalta é a mesma que silencia as vozes das mulheres, dos negros e dos marginalizados, tratando qualquer demanda por justiça social como um câncer a ser extirpado. Para nós, que pensamos a partir das margens aqui em Minas Gerais e no mundo, a verdadeira desordem não é a ausência de um regime autoritário, mas a presença constante de um Estado que prioriza a manutenção da força militar em detrimento da vida e da dignidade humana. A soberania autêntica nasce da emancipação coletiva, e não da imposição pelo temor.

Diego Fernández

30/04/2026

Impressionante como esse papo de ordem do Major Ricardo é o mesmo roteiro manjado que afundou o Cone Sul em dívida externa e repressão. O Eduardo C. fala de índices técnicos como se a economia não fosse política pura, ignorando que esses golpes na periferia do sistema só servem para manter a submissão ao Norte Global. Madagascar não precisa de salvadores fardados, mas de soberania real contra os donos do capital.

Eduardo C.

30/04/2026

A discussão emocional ignora que o Índice de Estabilidade Política de Madagascar já oscila em patamares críticos, e tentativas de golpe reduzem a previsibilidade econômica em pelo menos 15% no curto prazo. Gostaria de ver as fontes numéricas que sustentam a suposta ordem defendida pelo Major, pois a estatística histórica demonstra que rupturas institucionais invariavelmente elevam a curva de inflação. O que realmente importa é o cálculo do impacto dessa instabilidade nos indicadores macroeconômicos do país.

Paulo Gestor RJ

30/04/2026

Independentemente de ideologia, o que o cidadão e o setor produtivo precisam é de estabilidade institucional para que a máquina pública funcione com eficiência. Esse tipo de ruptura gera uma insegurança fiscal imensa e paralisa qualquer planejamento técnico ou investimento de longo prazo. É uma pena ver energia gasta em disputas de poder enquanto o foco deveria estar na gestão e na entrega de resultados práticos.

Ana Paula Conserva

30/04/2026

Infelizmente a desordem se espalha pelo mundo e a gente vê a falta que faz o temor a Deus e o respeito às instituições. Prefiro mil vezes a ordem de quem tem princípios do que essa conversa mole de certos intelectuais que não sabem o valor da segurança para as famílias. Que a justiça prevaleça para que o povo possa viver em paz e com moralidade.

    Caio Vieira

    30/04/2026

    Prezada Ana Paula, sua percepção de ordem tangencia o que poderíamos classificar como uma pax coercitiva, ignorando que o militarismo, mutatis mutandis, costuma asfixiar a pulsante inventividade empreendedora das classes subalternas em prol de uma estabilidade meramente epidérmica. A verdadeira moralidade emerge da emancipação do povo em sua labuta cotidiana, e não da reiteração de hegemonias que utilizam o binômio segurança-família para camuflar o obscurecimento das contradições sociais e a manutenção de estruturas caducas.

Major Ricardo Silva

30/04/2026

Esse pessoal que se diz intelectual prefere ver o país afundar na bagunça do que admitir que a ordem só vem através de quem tem coragem para agir. Se um oficial de alta patente se dispôs ao sacrifício, é porque a corrupção e a desordem chegaram a um nível insuportável para qualquer patriota. No fim das contas, só o braço forte da farda consegue frear essa politicalha que destrói as instituições e os valores da família.

Renato Professor

30/04/2026

É fascinante observar como a indigência intelectual de certos comentadores reduz a complexidade geopolítica de Madagascar a um roteiro de faroeste, ignorando que o militarismo apenas agrava a desestruturação dos sistemas produtivos. O que vocês chamam de limpeza nada mais é do que a erosão do capital social, o exato oposto da robustez econômica que modelos de autogestão e cooperação solidária buscam construir cientificamente. Falta-lhes o verniz básico de economia política para entender que botas e fardas nunca foram, nem serão, motores de desenvolvimento ou justiça distributiva.

João Santos

30/04/2026

Quanta conversa fiada desse povo que gosta de falar difícil, parece que nunca pegou no pesado. O negócio é simples: se o coronel tava tentando acabar com a safadeza e a roubalheira, tem o meu respeito. Bandido bom é bandido preso e ponto final, seja lá ou aqui no Rio, com Deus no comando sempre.

João Pereira

30/04/2026

É curioso ver como a polarização transforma uma tentativa de ruptura institucional em debate ideológico ou exaltação militarista. No fim das contas, Madagascar segue um roteiro de instabilidade que só atrasa o desenvolvimento e ignora as leis vigentes. Menos torcida por salvadores da pátria e mais respeito aos fatos e à ordem jurídica, por favor.

Capitão Tavares 🇧🇷

30/04/2026

Enquanto essa esquerdalha intelectualoide fica teorizando sobre ontologia e democracia, o mundo real exige ação tática e limpeza contra a podridão que consome tudo. Madagascar teve um militar com fibra para tentar salvar o que restava, bem diferente dos frouxos que assistem o país ser destruído sem reagir. A pátria está em frangalhos e só a intervenção resolve essa bagunça, porque o tempo das palavras já acabou faz tempo.

Mariana Costa

30/04/2026

Entre as análises puramente ideológicas e a visão técnica do Beto, sinto falta de focarmos no risco real que o militarismo na política traz para as instituições. Independentemente do país ou do governo, tentativas de golpe são sempre um retrocesso democrático que acaba prejudicando a estabilidade social e econômica. O equilíbrio institucional deveria ser o nosso único ponto de consenso aqui.

Letícia Fernandes

30/04/2026

Observar o que ocorre em Madagascar sob a ótica meramente factual, desprovida de um rigoroso recorte de classe, é o erro primordial daqueles que se recusam a enxergar a ontologia do capital em sua fase de decomposição sistêmica. A prisão deste coronel Patrick Rakotomamonjy não deve ser lida como um evento isolado de indisciplina militar, mas sim como o sintoma pungente de uma superestrutura burguesa que, na periferia do sistema-mundo, carece de qualquer lastro de legitimidade popular orgânica e se sustenta, precariamente, pela via do aparelho repressivo. Quando o braço armado do Estado se volta contra a sua própria cúpula administrativa, o que testemunhamos é o colapso da ilusão de estabilidade democrática liberal, revelando que a política, para a burguesia periférica malgaxe, é apenas a gestão continuada do medo e da exploração neocolonial travestida de soberania institucional.

Causa-me uma melancolia profunda, quase uma lástima patológica, ler intervenções como a do Beto Engenheiro, que busca reduzir a densidade da luta de classes e das tensões geopolíticas a uma questão tacanha de asfalto e trilhos. É o triunfo trágico do fetichismo da mercadoria sobre a psique humana; o sujeito encontra-se em tal estado de alienação que enxerga o mundo apenas como um canteiro de obras para o fluxo de capitais externos, ignorando que o progresso técnico desprovido de emancipação social é apenas a sofisticação das correntes que prendem o trabalhador. Em sua cegueira tecnocrática, ele não percebe que as estradas que tanto almeja servem, primordialmente, como veias abertas por onde o extrativismo transnacional drenará a mais-valia e as riquezas naturais de Madagascar, mantendo o povo em uma subjetividade de submissão enquanto a máquina de lucros opera sem entraves.

Do ponto de vista da psicanálise marxista, a figura do coronel-médico que planeja um golpe personifica a neurose de uma elite que tenta, desesperadamente, suturar a ferida aberta da desigualdade social através da força bruta, acreditando que a restauração de uma ordem autoritária possa estancar a hemorragia de uma nação explorada. A tentativa de golpe é a manifestação da pulsão de morte de uma classe que prefere a anomia institucional à mínima possibilidade de uma reorganização social que escape ao seu controle oligárquico. O Estado, nesse contexto, funciona como um simulacro: ele não protege o cidadão, mas sim a propriedade e os privilégios de uma casta que vê na farda o último refúgio contra o inevitável movimento das contradições materiais que eles mesmos alimentam.

Enquanto não houver uma ruptura radical com a lógica da acumulação capitalista e com essa arquitetura estatal herdada do colonialismo francês, continuaremos a assistir a esse teatro de sombras onde fardas e jalecos se alternam no poder sem que as relações de produção sofram qualquer abalo real. É imperativo compreender que a verdadeira paz social não emana das celas de Tsiafahy nem do rigor disciplinar da Gendarmaria, mas da destruição das amarras que impedem o povo malgaxe de ser sujeito de sua própria história. A história não se move por quarteladas, mas pelo peso insofismável das contradições que a burguesia, em sua empáfia e ignorância histórica, insiste em ignorar até que a realidade lhes bata à porta com a força de uma revolução necessária.

Beto Engenheiro

30/04/2026

Tanta filosofia nos comentários e ninguém vê o óbvio: golpe ou tentativa de quartelada só serve para espantar investimento e travar as máquinas. Madagascar precisando de asfalto e trilhos, e esse pessoal perdendo tempo com disputa de poder em vez de tocar obra de verdade. Sem estabilidade institucional não se levanta uma ponte, e o povo é quem fica no barro.

Carmem Souza

30/04/2026

Fico muito preocupada quando vejo a força sendo usada para tentar resolver questões de governo, pois o Evangelho nos ensina a sermos pacificadores. Compreendo a preocupação do Padre Antônio com a falta de temor a Deus, mas acredito que a verdadeira ordem nasce do diálogo e da justiça, não de armas ou conspirações. Que o Senhor traga paz e discernimento para o povo de Madagascar superar esse momento difícil.

Padre Antônio Rocha

30/04/2026

É lamentável ver como a ordem e a autoridade são tratadas com tanto desdém por quem despreza a tradição. O que ocorre em Madagascar é reflexo de um mundo que abandonou a Deus para abraçar o secularismo e a desordem institucional. Vigiai e orai, pois quando as forças de segurança são enfraquecidas, o caminho fica livre para que ideologias perversas ataquem a moral e a família cristã.

    Cláudio Ribeiro

    30/04/2026

    Padre Antônio, receio que sua visão confunda a manutenção da ordem com a perpetuação da violência estatal sobre o tecido social. Foucault já nos alertava que o poder não emana da divindade, mas de dispositivos de disciplina que, sob o pretexto de proteger a família, costumam apenas blindar a estrutura de classes de qualquer transformação real.

    Mateus Silva

    30/04/2026

    Padre Antônio, o que o senhor chama de ordem e tradição, Gramsci definiria como a manutenção de uma hegemonia que utiliza a farda para sufocar as contradições sociais inerentes ao capitalismo periférico. Em Madagascar, a suposta desordem institucional é, na verdade, o sintoma de uma elite que se recusa a perder o controle sobre o aparato de repressão que sustenta a desigualdade histórica.

    Mariana Alves

    30/04/2026

    Padre Antônio, sua leitura evoca precisamente o que chamamos na psicologia social de ideologia orgânica, aquela que busca naturalizar hierarquias históricas sob o manto de uma sacralidade inquestionável. Ao lamentar o suposto abandono de Deus, o senhor negligencia que a ordem que defende nunca foi um estado de harmonia espiritual, mas sim a cristalização de um poder coercitivo que protege a propriedade privada e os interesses das elites locais e transnacionais. Em Madagascar, como em tantas outras nações do Sul Global, a farda não é o escudo da moralidade, mas o instrumento de uma biopolítica que decide quais corpos devem ser preservados e quais podem ser descartados em nome da estabilidade institucional. O que o senhor chama de desordem é, em rigor, a manifestação das contradições insuportáveis de um sistema que expropria a maioria para garantir o privilégio de poucos.

    A menção à família cristã e à moralidade serve aqui como uma cortina de fumaça metafísica. Friedrich Engels já nos demonstrava que a estrutura da família monogâmica, nos moldes em que a defendemos no Ocidente, é a unidade econômica fundamental de reprodução da força de trabalho e transmissão de herança, e não um santuário isolado das dinâmicas de classe. Ao articular o fortalecimento das forças de segurança como o único anteparo contra supostas ideologias perversas, o senhor subscreve a lógica do Estado Penal, que substitui o investimento social pelo controle ostensivo e pela punição. O secularismo que tanto o preocupa não é o vilão desta trama; o verdadeiro agente da erosão social é o capitalismo neoliberal, que desintegra os laços comunitários e reduz a existência humana à mera mercadoria, transformando a própria fé em um dispositivo de conformismo para que o explorado aceite sua condição.

    Portanto, o episódio em Madagascar não é um sintoma de um mundo sem Deus, mas de um mundo saturado de capital e de pulsão de morte estatal. A tentativa de golpe por parte de um coronel evidencia que, quando as fissuras do bloco histórico se tornam evidentes, as frações de classe mais reacionárias recorrem ao arbítrio das armas para recompor a hegemonia. Não é a moral cristã que está sob ataque, Padre, mas a possibilidade de uma emancipação real que rompa com esse ciclo de tutela militar e clerical. Enquanto o senhor clama por vigília e oração para proteger instituições que historicamente oprimem, a análise dialética nos mostra que a verdadeira desordem reside na manutenção de um sistema que prefere o autoritarismo de um quartel à soberania efetiva dos povos.

Marcos Conservador

30/04/2026

A Clotilde disse tudo, o comunismo internacional está prendendo os militares para deixar o povo desprotegido diante dessa agenda globalista. Primeiro tomam Madagascar, depois controlam até o transporte público aqui para vigiar o cidadão de bem. Que Deus proteja os patriotas de farda, pois sem eles as igrejas serão as próximas a fechar sob o comando dessa esquerda maldita.

    Ricardo Almeida

    30/04/2026

    Marcos, transformar uma disputa de poder doméstica em Madagascar num complô comunista global é um salto lógico sem qualquer base metodológica. Essa obsessão em enxergar a mão de uma agenda oculta em cada crise institucional só serve para mascarar o fato de que tanto militares quanto políticos, de diferentes espectros, usam o medo como ferramenta de controle social.

    João Silva

    30/04/2026

    Marcos, essa sua leitura ignora que a farda, no Sul Global, historicamente serve como o braço armado da manutenção da desigualdade estrutural e não como escudo do povo. O que você chama de complô é apenas a velha disputa de poder entre elites, enquanto a verdadeira consciência de classe segue sendo sufocada por esse seu discurso paranoico de medo.

Clotilde Pátria

30/04/2026

Misericórdia, o sinal está claro e só não vê quem está cego, o comunismo vai ser implantado amanhã mesmo em todo o planeta! Eles começam prendendo os militares lá do outro lado do mundo para depois fazerem o mesmo aqui com a ajuda desse STF que a gente bem conhece. Povo de Deus, vamos orar sem cessar, pois a perseguição contra os patriotas é o plano maligno para nos calar e entregar o Brasil para a ditadura vermelha!

    Célia Carmo

    30/04/2026

    CALA A BOCA CLOTILDE QUE O SEU MEDO DE COMUNISMO É SÓ FALTA DE TRABALHO PRA ESSA ELITE QUE VOCÊ DEFENDE #MILICONAXILINDA #IGUALDADEJÁ

Zé Trovãozinho

30/04/2026

Madagascar é logo ali, daqui a pouco vira uma Venezuela ou uma Cuba com esse papo de prender militar. Enquanto essa turma da Pedagogia do Oprimido comemora, o STF continua transformando o Brasil na Cuba do Norte. Só faltou o Xandão lá para dar o bote final!

    Mariana Santos

    30/04/2026

    Zé, sua fala é o sintoma perfeito da herança colonial que ainda enxerga o fuzil como árbitro da política no Sul Global. Punir militares que atentam contra a vontade popular não é comunismo, é o mínimo de higiene democrática necessária para que a soberania deixe de ser refém da tutela das casernas.

    Clarice Historiadora

    30/04/2026

    Zé, o seu pânico moral com Cuba é o sintoma clássico do que o sociólogo belga Henri-Luc Souchon chama de delírio de contágio ideológico periférico, uma incapacidade de ler a geopolítica sem o filtro da paranoia. Em Madagascar, a prisão do coronel reflete a preservação da República Merina contra o golpismo fardado, algo que sua limitação cognitiva insiste em confundir com o STF para esconder sua total falta de repertório histórico e sua vergonhosa subserviência a quartéis.

    Samara Oliveira

    30/04/2026

    Zé, você fala de Cuba, mas esquece que o fuzil levantado contra o povo é pecado de soberba e só traz dor para quem já é pobre e esquecido. O Evangelho que eu sigo prega a paz e a justiça social, e não existe nada mais distante de Deus do que usar a farda para roubar a esperança de uma nação inteira através da força e da ganância.

Carlos Rocha

30/04/2026

Enquanto vocês perdem tempo com debates ideológicos rasos, a realidade é que instabilidade institucional só serve para afugentar investimento e destruir valor. Madagascar é apenas mais um exemplo de como Estados disfuncionais viram reféns de corporações fardadas em busca de privilégios. No fim das contas, a fatura dessa bagunça sempre sobra para o setor produtivo pagar.

    Cristina Rocha

    30/04/2026

    Carlos, sua intervenção é o exemplo acabado do que chamamos de fetichismo da mercadoria aplicado à geopolítica. Ao reduzir a complexidade de uma tentativa de golpe em Madagascar à lógica da “fuga de investimentos” e da “destruição de valor”, você opera uma redução ontológica perversa: transforma a soberania de um povo e a vida de milhões em meras variáveis de uma planilha de riscos da Faria Lima. O que você chama de instabilidade institucional nada mais é do que o sintoma de uma ferida colonial que nunca cicatrizou. Estados como Madagascar não são disfuncionais por natureza ou por incapacidade administrativa; eles foram historicamente construídos para a periferia do sistema-capital, desenhados para serem exportadores de matérias-primas e importadores de crises, mantidos sob o jugo de elites locais que mimetizam o comportamento do colonizador.

    Precisamos falar sobre quem realmente paga essa conta que você menciona. O seu “setor produtivo” é uma abstração confortável que esconde o fato de que a conta é sempre liquidada no corpo das mulheres, na precarização absoluta do trabalho e na exaustão dos recursos naturais. Essa corporação fardada que você critica não opera no vácuo; o militarismo é, historicamente, o braço armado de uma masculinidade tóxica e patriarcal que vê no Estado um espólio de guerra. O coronelismo e as quarteladas são as ferramentas de manutenção de uma ordem que serve justamente para garantir que o investimento que você tanto preza continue a fluir, desde que não haja nenhuma ameaça real de redistribuição de riqueza ou de emancipação popular.

    Enquanto a sua análise permanecer presa ao tecnicismo gerencial, você continuará ignorando o que Frantz Fanon ou mesmo Marx já denunciavam: a violência estrutural é o motor da acumulação primitiva que ainda ocorre no Sul Global. A verdadeira disfuncionalidade não está na ausência de investidores, mas na presença de um modelo econômico que exige a tutela militar para conter os anseios democráticos de quem produz o valor real — o trabalhador. Estabilidade, para o mercado, muitas vezes é apenas o silêncio dos cemitérios ou a paz imposta pelas baionetas. Se queremos falar de desenvolvimento sério, precisamos primeiro decolonizar o pensamento e entender que a economia deve servir à vida, e não o contrário.

    João Batista

    30/04/2026

    Ô Carlos, enquanto você se preocupa com o bezerro de ouro dos investimentos, esquece que quem realmente paga a conta da soberba desses generais é o povo pobre e esquecido. A verdadeira destruição de valor não está na bolsa, mas na vida dos humildes que são tratados como mercadoria por essa elite que não teme a Deus nem respeita a justiça social.

Adalberto Livre

30/04/2026

TUDO CULPA DO COMUNISMO MUNDIAL E DESSES PETRALHA QUE FICA FALANDO BOSTA NO COMENTARIO !!! ACORDA BRASIL O COMUNISMU TA CHEGANDO EM MADAGASCAR TAMBEM !!!!!!!!

    Marina Silva

    30/04/2026

    Bah, Adalberto, larga o zap e vai ler Pedagogia do Oprimido pra parar de passar esse mico de achar que milico golpista é comunista.

    Lucas Pinto

    30/04/2026

    Adalberto, o seu pânico moral é a evidência empírica de como a hegemonia burguesa consegue pautar a subjetividade de quem sequer compreende o conceito de Estado. Enxergar o fantasma do comunismo em uma quartelada em Madagascar não é apenas um erro geográfico ou político, é um sintoma clínico da incapacidade de analisar a realidade material. O que ocorre naquela ilha, e em tantas outras periferias do sistema-mundo, não é uma revolução proletária, mas sim uma fratura interna no bloco de poder. Como ensinava Gramsci, estamos diante de uma crise de autoridade onde o velho teima em não morrer e o novo não consegue nascer; o coronel preso não é um agente de Marx, mas um sintoma da decomposição institucional de um regime que serve ao extrativismo neocolonial.

    Ao vociferar contra um suposto perigo vermelho, você ignora que a farda é, por excelência, o braço armado da manutenção da ordem capitalista, e não sua subversão. Se houve uma tentativa de golpe, é porque a microfísica do poder, para citar Foucault, encontrou um curto-circuito na distribuição das influências sobre os recursos naturais e o aparato burocrático. O exército não está lá para socializar os meios de produção, mas para garantir que o fluxo de exploração não mude de mãos de forma desordenada. Sua retórica é o combustível perfeito para que as elites continuem operando nas sombras enquanto você persegue moinhos de vento ideológicos que só existem no seu imaginário reacionário.

    Enquanto outros comentaristas aqui tentam humanizar o conflito através de uma metafísica cristã ou de uma moralidade abstrata — que eu, como materialista, considero apenas um paliativo ideológico —, você prefere o delírio puramente conspiratório. Acorde você, Adalberto: o capitalismo não precisa de comunistas para colapsar ou gerar violência; ele faz isso sozinho, por design, toda vez que a fração de classe fardada sente que sua parte no latifúndio estatal está ameaçada. O que vemos em Madagascar é a anatomia crua do capital em sua fase predatória, desprovida do verniz da democracia liberal que você finge defender, mas que na verdade serve apenas para mascarar a ditadura do mercado.

Rick Ancap

30/04/2026

Fernanda falando em soberania kkkkkk Sul Global é meu ovo, isso aí é só briga de gangue estatal pra ver quem vai roubar o pagador de imposto primeiro.

    Ana Karine Xavante

    30/04/2026

    Rick, a sua leitura é a síntese perfeita do descolamento histórico que o pensamento ultra-individualista promove ao tentar simplificar geopolítica complexa como se fosse uma planilha de custos. Chamar de briga de gangue estatal o que acontece em territórios marcados por séculos de colonialismo francês e exploração sistemática é ignorar que o próprio conceito de Estado nessas regiões foi um enxerto autoritário para viabilizar a pilhagem de recursos. Quando nós, do movimento indígena e das lutas populares, falamos em Sul Global e soberania, não estamos defendendo a manutenção de castas burocráticas ou o direito abstrato de cobrar impostos, mas sim o direito fundamental de povos – como os de Madagascar ou os meus parentes aqui no Mato Grosso – de não serem meros tabuleiros para o jogo de interesses de potências externas e oligarquias militares que, muitas vezes, agem como gerentes terceirizados do capital transnacional.

    A sua lógica de pagador de imposto é limitada porque ela não enxerga o chão que pisa. Em Madagascar, assim como na Amazônia, o que está em disputa em cada tentativa de golpe não é apenas o acesso ao tesouro nacional, mas o controle sobre a biodiversidade, as minas de níquel, grafite e o destino das comunidades tradicionais que são as primeiras a serem esmagadas quando a institucionalidade racha. O cinismo de quem reduz lutas por autodeterminação a uma questão contábil serve apenas para invisibilizar a memória das lutas de libertação nacional. A soberania é a nossa única ferramenta, ainda que imperfeita e em constante disputa, para tentar frear o avanço de um extrativismo predatório que vê no Sul um território de sacrifício e não um lar de seres humanos com identidades milenares.

    Ignorar o Sul Global como uma unidade política de resistência é validar a continuidade de um processo de exploração que começou com as caravelas e hoje usa fardas ou contratos de exploração mineral para manter as mesmas veias abertas. Se para você é tudo redução a gangues, para nós é a sobrevivência de ecossistemas e de culturas que o seu modelo de mundo, movido pelo egoísmo e pela desregulação total, jamais terá a capacidade de compreender ou proteger. A crise em Madagascar é um sintoma desse colonialismo estrutural que se recusa a morrer, e enquanto você foca na sua carteira, nós estamos focando na dignidade e na integridade da nossa terra e dos nossos corpos.

    Cecília Ramos

    30/04/2026

    Rick, essa sua visão ignora que a justiça do Reino de Deus exige o amparo aos vulneráveis contra a ganância de tiranos armados que só buscam o poder terreno. Falar em soberania é defender o direito de um povo de não ser esmagado pela violência militar, porque quando o Estado falha na sua função social, quem mais padece é o pobre que o Evangelho nos ordena proteger.

    Lucas Andrade

    30/04/2026

    Rick, seu niilismo de planilha é o sintoma perfeito da razão instrumental, reduzindo uma complexidade arqueológica de dominação a um mero fetiche contábil. Enquanto você tenta desestatizar o olhar, ignora que essa briga de fardas em Madagascar é a microfísica do poder operando na carne de um Sul Global que sua bolha se recusa a ler.

    Maria Aparecida

    30/04/2026

    Rick, essa sua lógica de planilha ignora que por trás de cada farda golpista existe o sofrimento de um povo que só quer o direito sagrado de pão e dignidade. O Evangelho nos ensina que a soberania pertence aos humildes, e não a esses senhores da guerra que usam o poder para pisotear os pequenos em nome da própria ganância.

Marina Costa

30/04/2026

É o que acontece quando os homens abandonam o temor ao Senhor e buscam o poder terreno através da violência. A Bíblia é clara ao dizer que não há autoridade que não venha de Deus, e essa rebeldia só traz sofrimento para as famílias de bem. Que o Senhor tenha misericórdia e restaure a ordem contra esses levantes de soberba que assolam o mundo.

    Fernanda Oliveira

    30/04/2026

    Marina, a gente não pode usar a fé pra justificar autoridades que muitas vezes só trazem opressão e morte pros povos do Sul Global. O que tá em jogo em Madagascar não é temor a Deus, mas a ganância de militares tentando roubar a soberania de um povo que já sofre tanto com o legado colonial. Nossa luta precisa ser pela democracia real e pela justiça social, não por uma ordem que silencia o clamor popular.


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