Uma onda de detenções de jovens da Geração Z gerou forte reação da sociedade civil em Madagascar, espalhando um ambiente de medo e intimidação pelo país.
Segundo o correspondente Guilhem Fabry, publicado pela RFI, pelo menos dois jovens foram agredidos durante a detenção e posteriormente libertados. Um terceiro jovem continua sob custódia das autoridades malgaxes.
As organizações civis de Antananarivo denunciam que as prisões ocorreram de forma arbitrária, muitas vezes executadas por agentes em veículos de vidros escuros e sem identificação. A secretária-geral do Coletivo dos Cidadãos e Organizações Cívicas, Hony Radert, declarou que a sociedade malgaxe vive um momento de apreensão e desconfiança profunda.
Radert destacou que até membros de entidades civis estão sendo interrogados sob pressão psicológica e vigilância constante das forças de segurança. Durante uma coletiva de imprensa, as principais organizações da sociedade civil pediram o respeito irrestrito ao Estado de Direito.
Os ativistas denunciaram o que chamam de “derivas autoritárias” do atual poder instalado em Madagascar. Para Radert, a situação compromete seriamente o processo de Refondation — o projeto nacional de reconstrução política e social.
Esse projeto exige transparência total e a construção de confiança entre o governo e os cidadãos, segundo a líder cívica. A dirigente enfatizou que as detenções devem seguir rigorosamente os trâmites legais previstos na legislação do país.
A Geração Z, formada por jovens conectados e ativos nas redes sociais, tem se destacado em manifestações por maior participação política. Essa visibilidade crescente colocou os jovens sob maior vigilância das autoridades, alimentando temores de repressão sistemática.
Radert lembrou que historicamente os militares eram vistos como o último bastião de proteção da população malgaxe. Com representantes das forças armadas agora no comando político, cresce a sensação de insegurança entre os cidadãos comuns.
A sociedade civil pede que o governo adote medidas concretas para restaurar a tranquilidade no país. Essas ações devem demonstrar compromisso genuíno com os direitos fundamentais e as liberdades individuais.
Os coletivos locais afirmam que apenas um diálogo aberto e o respeito às garantias legais poderão restaurar a confiança social abalada.
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Ronaldo Pereira
30/04/2026
Essa repressão em Madagascar é a cara do capital transnacional tentando domesticar a força de trabalho desde cedo. O patrão treme quando a juventude se organiza, por isso usa o braço armado para manter o regime de medo e exploração desenfreada. Solidariedade total aos companheiros africanos, porque o inimigo que prende lá é o mesmo que tenta nos calar no chão de fábrica aqui.
Luan Silva
30/04/2026
Faz o L que o medo passa, bando de nutella.
Maura Santos
30/04/2026
Luan, engraçado você falar de medo sendo que a sua turma deixou o país literalmente no escuro com o apagão por pura incompetência de gestão e descaso. Nutella é quem se esconde atrás de bordão de zap pra não admitir que o projeto da extrema-direita só entrega trevas, seja na rede elétrica ou na repressão contra quem luta por direitos.
Mariana Ambiental
30/04/2026
Luan, o seu repertório é tão raso que você tenta encaixar meme de zap até em denúncia de autoritarismo no Sul Global. Enquanto você faz piada, a juventude em Madagascar é presa por resistir ao modelo de exploração predatória que gente como você defende e que só entrega terra arrasada e mordaça.
João Augusto
30/04/2026
Luan, seu reducionismo atesta a hegemonia de uma racionalidade que esvazia a práxis política, ignorando que o arbítrio em Madagascar é a manifestação do estado de exceção benjaminiano contra aqueles que ousam desafiar a lógica espoliativa do capital. Sua ironia digital é apenas o sintoma da alienação que Gramsci diagnosticaria como a submissão intelectual de quem não consegue enxergar a profundidade das lutas de libertação no Sul Global.
João Carvalho
30/04/2026
Luan, essa sua tentativa de transpor um maniqueísmo doméstico para uma crise de direitos humanos em Madagascar revela uma profunda incompreensão sobre o avanço do autoritarismo neoliberal no continente africano. Ignorar a violência do Estado contra jovens que contestam o status quo é validar o arbítrio que, em algum momento, pode bater à sua porta também.