Pesquisadores europeus realizaram com sucesso o teletransporte quântico do estado de polarização de um fóton entre dois pontos separados por 270 metros, aproximando o desenvolvimento prático de redes de comunicação quântica.
O experimento foi conduzido por cientistas da Universidade de Paderborn, na Alemanha, em colaboração com a Universidade Sapienza de Roma, na Itália. O professor Klaus Jöns, que chefia o grupo Hybrid Photonics Quantum Devices e integra o Instituto para Sistemas Fotônicos Quânticos da Universidade de Paderborn, liderou a pesquisa.
Pela primeira vez foi possível transferir o estado quântico entre dois emissores independentes baseados em pontos quânticos. A conexão ocorreu sem a necessidade de ligação física direta entre os dispositivos.
Os pesquisadores utilizaram um enlace óptico em espaço aberto de 270 metros entre dois edifícios da Universidade Sapienza. Contaram com sincronização via GPS, detectores ultrarrápidos de fótons únicos e técnicas avançadas para compensar a turbulência atmosférica.
A fidelidade do estado teletransportado atingiu 82% com uma incerteza de apenas 1%. Esse valor supera o limite clássico e demonstra a integridade da informação quântica transmitida.
O projeto resulta de dez anos de cooperação entre o grupo do professor Klaus Jöns e o do professor Rinaldo Trotta da Universidade Sapienza de Roma. Os dois delinearam desde o início uma estratégia para explorar pontos quânticos como fontes determinísticas de pares de fótons emaranhados.
Os pontos quânticos empregados foram produzidos com precisão na Universidade Johannes Kepler de Linz, na Áustria. A nanofabricação dos ressonadores foi realizada por especialistas da Universidade de Würzburg, na Alemanha.
Essa complexa colaboração europeia consolidou resultados de alta qualidade na área de fotônica quântica. O próximo passo da equipe é realizar o entanglement swapping entre dois pontos quânticos distintos.
A troca de emaranhamento permitiria a criação de um retransmissor quântico baseado em fontes determinísticas. Tal avanço é fundamental para estender a comunicação quântica a distâncias maiores e formar redes com múltiplos nós.
Equipes de Stuttgart e Saarbrücken também anunciaram progressos semelhantes com o uso de conversão de frequência. Esses trabalhos reforçam o avanço da pesquisa quântica no continente europeu.
O estudo foi publicado na revista Nature Communications sob o título Quantum teleportation with dissimilar quantum dots over a hybrid quantum network. Conforme divulgou o portal ScienceDaily, o feito abre caminho para uma infraestrutura de comunicação baseada em princípios quânticos onde a interceptação se torna fisicamente impossível.
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Cecília Alves
30/04/2026
Incrível o avanço técnico, mas imagino quanto dinheiro do pagador de impostos foi drenado nesse processo europeu. O problema é que, assim que a tecnologia amadurecer, o Estado certamente criará regulações e burocracias para asfixiar a exploração privada dessas redes. Inovação real precisa de liberdade e propriedade privada, não de tutela estatal.
Rubens O Pescador
30/04/2026
Ô Cecília, essa tua conversa de imposto me lembra o vizinho aqui de Lages que reclamava do governo enquanto trocava de caminhonete com o lucro do Pronaf nos tempos do PT. Naquela época, com carne de primeira no prato e o filho do colono virando doutor, ninguém tinha esse medo de Estado não, porque o que asfixia de verdade é o preço da comida que vocês fingem que não vêem. Deixa a ciência trabalhar, que o progresso só é bom quando o povo volta a comer bem como a gente comia antes.
Marcos Andrade Niterói
30/04/2026
Cecília, essa visão tacanha ignora que as grandes inovações surgem justamente do investimento público, como vemos na gestão do Rodrigo Neves em Niterói, que transformou a mobilidade com o túnel Charitas-Cafubá enquanto o governo estadual definha. O setor privado sozinho não teria fôlego para esse tipo de avanço; o que asfixia o progresso é a ausência de planejamento e o descaso da extrema-direita com o bem comum.