Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco e do Imperial College London descobriram que a psilocibina promove alterações anatômicas no cérebro que persistem por até um mês após o uso da substância.
As mudanças estão ligadas a melhorias em depressão, ansiedade e dependência. Os voluntários que nunca haviam consumido psicodélicos relataram experiências de insight psicológico durante as sessões.
Robin Carhart-Harris, coautor do estudo, associou essas vivências ao aumento da entropia cerebral. Esse fenômeno representa maior diversidade de atividades neurais e ajuda a explicar os benefícios observados na saúde mental.
Cientistas de Praga examinaram a interocepção — capacidade de perceber sinais internos do corpo — em 152 adultos. Participantes com maior consciência interoceptiva relataram melhor qualidade de sono, digestão mais eficiente e maior estabilidade emocional.
Os pesquisadores indicam que essa percepção corporal se conecta à orientação temporal das pessoas. Sua influência sobre o bem-estar geral abre novas frentes de investigação clínica.
Estudiosos da Universidade de Vermont propuseram um novo modelo chamado ousiometria para analisar a linguagem emocional. O sistema avalia palavras com base em segurança, poder, agressividade e bondade, em substituição ao modelo tridimensional usado desde a década de 1950.
A análise identificou um viés de segurança na comunicação humana que pode ter sido moldado por pressões evolutivas de sobrevivência. As descobertas sobre psicodélicos, interocepção e linguística ampliam o entendimento científico sobre o cérebro, a percepção e a comunicação.
Os resultados foram detalhados no portal Phys.org em sua compilação de citações científicas.
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