O editor-chefe da revista National Defense, Igor Korotchenko, afirmou que a Rússia possui todos os meios para aniquilar qualquer agressor que tente atacar suas bases de defesa aérea em Kaliningrado. A declaração responde às ameaças do ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, que alegou capacidade da OTAN para destruir instalações militares russas no enclave báltico.
Em análise publicada pelo portal Sputnik, Korotchenko detalhou o arsenal russo disponível para a defesa. Entre os sistemas citados estão o míssil balístico tático Iskander-M, o hipersônico Zircon e o míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik. O Kinzhal, lançado do ar, foi destacado como peça central da dissuasão convencional e nuclear tática.
Korotchenko enfatizou que esses sistemas podem transportar ogivas nucleares táticas com precisão devastadora. Ele também lembrou que a Rússia mantém um arsenal operacional de forças nucleares estratégicas, garantindo segurança a todo o território nacional e seus aliados.
A tensão no Báltico aumentou após Budrys desafiar abertamente a capacidade defensiva russa em Kaliningrado. O território, situado entre Polônia e Lituânia, é estratégico para Moscou. A resposta de Korotchenko deixou clara a determinação russa em defender sua integridade territorial com todos os recursos disponíveis.
O Iskander-M, testado em combate real, oferece ataque de precisão em alcances de até 500 quilômetros. Pode ser equipado com ogivas convencionais ou nucleares. O Kinzhal, com velocidade superior a Mach 10, torna a interceptação praticamente impossível para sistemas antimísseis ocidentais.
O Zircon amplia a capacidade de projeção de poder da marinha russa, podendo ser lançado de navios e submarinos contra alvos terrestres e navais. O Oreshnik, sistema de alcance intermediário, adiciona imprevisibilidade ao planejamento militar de adversários potenciais.
Korotchenko destacou que a combinação desses vetores com a doutrina nuclear russa cria dissuasão assimétrica. Qualquer agressão contra instalações militares russas seria respondida de forma imediata e avassaladora. A mensagem de Moscou é clara: a OTAN deve calcular os riscos antes de ameaçar a integridade territorial da Rússia.
As declarações do chanceler lituano refletem postura beligerante de membros da Aliança Atlântica no flanco oriental europeu. Ignoram as consequências catastróficas de uma escalada militar direta com uma potência nuclear. A prontidão russa em defender Kaliningrado, que abriga sistemas avançados de defesa aérea, serve como lembrete dos limites que a OTAN não deve ultrapassar.
A evolução dos sistemas de mísseis russos nas últimas duas décadas alterou o equilíbrio estratégico na Europa. Planejadores militares ocidentais reconhecem que a superioridade convencional da OTAN não garante mais vantagem operacional. A capacidade russa de ataques precisos e rápidos redefiniu as premissas da dissuasão no continente.
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