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Wadih Damous: Lava Jato segue as regras do torturador Brilhante Ustra

19 Comentários🗣️🔥 Estado de exceção Por Wadih Damous, deputado federal ‘Não é possível combater o terrorismo amparado nas leis normais, eficientes para os cidadãos comuns”. “Os terroristas não eram cidadãos comuns”. Assim pensava o coronel Carlos Brilhante Ustra, torturador, comandante do DOI-CODI de São Paulo, na época da ditadura militar. “Ora, é sabido que os […]

19 comentários
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Estado de exceção

Por Wadih Damous, deputado federal

‘Não é possível combater o terrorismo amparado nas leis normais, eficientes para os cidadãos comuns”. “Os terroristas não eram cidadãos comuns”. Assim pensava o coronel Carlos Brilhante Ustra, torturador, comandante do DOI-CODI de São Paulo, na época da ditadura militar.

“Ora, é sabido que os processos e investigações criminais decorrentes da chamada “Operação Lava-Jato”, sob direção do magistrado representado, constituem caso inédito (único, excepcional) no direito brasileiro. Em tais condições, neles haverá situações inéditas, que escaparão ao regramento genérico, destinado aos casos comuns” (TRF 4, P.A. Corte Especial nº 0003021-32.2016.4.04.8000/RS. Relator: desembargador federal Rômulo Pizzolatti).

O que há de comum nesses pensamentos é a noção de que diante de um “inimigo poderoso” faz-se necessário recorrer a quaisquer mecanismos de repressão, ainda que estranhos ao ordenamento jurídico em vigor. Ou seja, “vale tudo” na defesa de um “bem maior” ou para promover a “guerra justa”: o combate à corrupção. Dessa forma, Brilhante Ustra e a sua equipe de torturadores se sentiam plenamente legitimados para torturar, matar e fazer desaparecer os “terroristas”, em nome dos princípios e valores da “civilização cristã, ocidental e democrática”.

Já os agentes da Lava-Jato e seus defensores consideram válidas — ainda que não autorizadas por lei — a violação do princípio do juiz natural; prisões preventivas arbitrárias para obter confissões e delações; conduções coercitivas sem prévia intimação; divulgação ilegal de grampos ilegais; vazamentos seletivos de informações sigilosas; hostilidade ao direito à ampla defesa; inobservância da figura do juiz imparcial.

“Medidas excepcionais para tempos excepcionais”. Está tudo justificado e legitimado pelo Estado de Exceção. Que balanço a posteridade fará da Lava-Jato? Que desconstruiu a ordem jurídica constitucional; desrespeitou direitos e garantias fundamentais; destruiu setores estratégicos da economia nacional; causou desemprego em massa; aperfeiçoou o populismo penal midiático; produziu um estado de exceção e ajudou a perpetrar um golpe de estado não há dúvida. Isso estará registrado em qualquer retrospectiva honesta.

Mas tenho fundadas dúvidas, para não dizer certeza, de que pouco terá contribuído para derrotar o processo de corrupção no Brasil, que só se efetivará com o apoio de um ordenamento específico com vistas a prevenir a sua prática. Só o direito penal, como propugna a “força-tarefa”, terá se mostrado incapaz e insuficiente.

No final das contas, o que esses rapazes de Curitiba poderão contemplar como grandes feitos de sua lavra serão a consolidação da cultura do ódio e da intolerância e a descrença na democracia e na Constituição, já que incapazes, de acordo com o que ajudaram a disseminar, de promover um “combate eficaz” à corrupção.

Wadih Damous é deputado federal (PT-RJ) e ex-presidente da OAB-RJ

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Miguel do Rosário filho da Maria do Rosário

13/07/2017

As provas estão todas lá, só não viu quem não leu!

Carlos Eduardo

11/07/2017

Uma hora a Lava Jato segue orientação da CIA, FBI, dos Klingon, do ET de Varginha. Agora do falecido Coronel Brilhante Ustra.
Melhor se decidirem

Nicola Cruciol

10/07/2017

Parabens ao coronel Ustra , ele é meu heroi assim como tem idiota que tem Cheguevara como heroi e ta tudo bem.

    Ana Maria

    11/07/2017

    Quando alguém vem a público declarar que apoia um torturador, NADA está bem.

      Nonato Luz

      11/07/2017

      Concordo com você, ter um torturador como herói é degradante como ser humano.

      Ser a favor ou contra o Chê é um argumento tosco, continua sendo degradante.

    Andre Massao Noce

    11/07/2017

    KKKKKKK… olha o escravo golpista defendendo os amigos golpistas corruptos…

    Andre Massao Noce

    11/07/2017

    KKKKKKKKK…. e para vc aprender, Jesus era negro e comunista… cristão que não sabe interpretar a própria biblia…

    Edilza Ferreira

    11/07/2017

    mentes pequenas pensam igual, daí sua admiração por aquele pouca coisa

    Gustavo Rapisarda Arcolini

    11/07/2017

    Como tem coragem de falar isso,seu velho imbecil! Se falasse perto de mim, te quebrava a cara. Deve ser um estupido que nem estudo tem para falar isso. Vai ver o que este assassino fez. Queria ver ele colocar um rato na vagina da sua mãe. Dar choque nela com vc assistindo. Seu filho da puta!

    Gustavo Rapisarda Arcolini

    11/07/2017

    Gustavo Rapisarda Arcolini

    11/07/2017

    Glaucia Bon

    11/07/2017

    Porco imundo fascista nojento

    Winter Ana

    11/07/2017

    Nicola Cruciol. Sua IMBECILIDADE é CRUCIAL p. o capeta lhe aceitar no Inferno!! Bom proveito nos quintos junto a seus iguais torturadores.

    Nicola Cruciol

    11/07/2017

    Igualmente Winter Ana; te vejo la sua jumenta.

    Nicola Cruciol

    11/07/2017

    E glaucia porco imundo e nojento São vcs que roubam fos que tem pra dar pra vagabundo sua mula.

    Sonia Vieira

    11/07/2017

    internar esse acéfolo Nicola e jogar a chave fora affff!!!!!

    Nicola Cruciol

    11/07/2017

    O cafezinho ta amargo !

Amenes Curcino Braga

10/07/2017

Bolsonaro ainda teve coragem de homenagear em plenário no golpe parlamentar tal pessoa

Nabor Paiva

10/07/2017

Sergio Moro no gueto de Curitiba
http://www.esmaelmorais.com.br

Se somar de 9 gatos pingados,que atenderam ao chamado do MBL e do movimento O sul é o meu país…..
Hahahahahahaha,


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