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Delator-empreiteiro mata golpe de Gilmar Mendes

Por Redação

10 de novembro de 2015 : 12h21

Depoimento de Ricardo Pessoa, dono da UTC, derruba tese do golpe hondurenho via TSE, que tentava cassar candidatura de Dilma através da criminalização das doações legais de campanha. Depoimento também inocenta José Dirceu.

***

Pessoa diz que dinheiro para campanha não era propina

Por Reynaldo Turollo Jr, na Folha

Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o dono da UTC Ricardo Pessoa disse que as doações para campanhas eleitorais não tinham relação com as propinas pagas pela empreiteira em troca de contratos com a Petrobras.

O empreiteiro afirmou que havia uma diferença entre as doações feitas dentro e fora do período eleitoral. Uma das linhas de acusação da Procuradoria é que o financiamento legal a candidatos e partidos era uma das etapas finais da lavagem do dinheiro desviado da estatal.

“Na época de campanha, as contribuições de campanha não tinham nada a ver com propina, eram contribuições de campanha mesmo. O restante, não. Era como se pagava a comissão da propina da Petrobras”, afirmou.

Pessoa prestou depoimento ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, nesta segunda (9), na ação penal que apura o envolvimento do ex-ministro José Dirceu com o esquema de corrupção na estatal.

Segundo ele, doações feitas sobretudo ao diretório nacional do PT fora do período eleitoral eram descontadas da “conta-corrente” controlada pelo ex-tesoureiro da legenda João Vaccari Neto sobre a propina relacionada às obras da Diretoria de Serviços da Petrobras.

A desconexão entre propina da Petrobras e doações da UTC para campanhas eleitorais, mesmo as efetuadas por meio de caixa dois, já havia sido apresentada pelo empreiteiro em depoimento sobre as supostas contribuições irregulares ao ministro Aloizio Mercadante (Educação, PT-SP) e ao senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

O petista e o tucano negam terem recebido recursos não contabilizados. Na ocasião do depoimento no inquérito que corre no STF (Supremo Tribunal Federal), Pessoa disse que não havia ligação entre o pagamento de propina e o financiamento de campanha, mesmo a “parte por fora” (caixa dois).

Dirceu

Questionado pela defesa de Dirceu, o dono da UTC negou que o pagamento feito pela empreiteira ao ex-ministro tivesse qualquer relação com a Petrobras.

“Absolutamente [não]. Nunca ouvi o diretor [Renato] Duque mencionar o nome de José Dirceu [ao negociar propinas]”, afirmou.

De acordo com Pessoa, o contrato entre a UTC e Dirceu era para que o ex-ministro fosse uma espécie de “relações públicas” da empresa em países como Peru, Colômbia e Equador.

No Peru, afirmou o empreiteiro, a UTC chegou a abrir uma sucursal, que foi fechada por razões financeiras quanto a Operação Lava Jato veio à tona, em 2014.

Também prestaram depoimentos nesta segunda os empreiteiros Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa.

Outro Lado

A defesa de Vaccari, já condenado em primeira instância por desvios na estatal, nega as acusações e sustenta que não há provas contra ele, apenas “conflitantes versões de delatores”.

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17 comentários

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Ápio Pontes

11 de novembro de 2015 às 01h20

Enquanto isso, investidores fogem , com medo de investir. A Culpa é de quem?

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alex

10 de novembro de 2015 às 19h12

Óbvio que durante a campanha é doação, mesmo porque a UTC doo indistintamente ao Aécio e a Dilma. O resto é lavagem de dinheiro dos empreiteiros em parceria com 3 ou 4 cargos comissionados, lembrando que da Petrobras sumiram 20 bilhões e só recuperaram dois….daí eu pergunto incompetência do juiz ou “Lavanderia a Jato”?
O dia que apareçam os 18 bilhões que estão faltando finalmente acreditarei em paladinos da justiça.

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henrique de oliveira

10 de novembro de 2015 às 16h42

Moro , Gilmar e globo , são todos Cunha , a casa esta caindo.

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Paulo Capra

10 de novembro de 2015 às 17h33

Vão começar a distribuir diplomas de otários, e pelo visto vai ter fila.

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Graça Melo

10 de novembro de 2015 às 17h25

Alô Rede Globo! Alô Gilmar Mandês! E, agora. Os holofotes estão se apagando. Vocês têm que pedir perdão pelo mal que fazem, pelo ódio que destilam, principalmente ao Lula e ao Partido dos Trabalhadores, atingindo familiares tão sagrados, como os filhos do ex presidente. Deus está lá em cima só observando, lembrem-se!

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Beto São Pedro

10 de novembro de 2015 às 15h17

Como se diz aqui no RS, esta Lava Jato “é que nem tosa de porco, muito grito e pouca lã”.

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Sergio Pereira Amzalak

10 de novembro de 2015 às 16h14

mtou mesmo, do Gilmar e do João Noronha.

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Kiko Secchim

10 de novembro de 2015 às 15h51

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Edilberto Maciel

10 de novembro de 2015 às 15h33

O golpe Paraguai cai por terra e cala a oposição.

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Eduardo Benzatti

10 de novembro de 2015 às 15h33

Lava-Jato: mto holofote e poucas provas.

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Maurilio de Carvalho

10 de novembro de 2015 às 15h25

Pode chegar Jesus Cristo e dizer que não houve propina que o Moro não aceita. Não interessa. O importante é prender petista.

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    Carlinhos Emoções

    10 de novembro de 2015 às 15h43

    O moro e um tolo achando que vsi conseguir alguma coisa e só perca de tempo ele que quer do um nomezinho na mídia e nada mais

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Lucileni Weiss Stadler

10 de novembro de 2015 às 15h21

A matéria não abre.

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Claudio Tiego

10 de novembro de 2015 às 15h19

Não ta abrindo a matéria aqui.

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Cicero Magalhães

10 de novembro de 2015 às 15h14

O Gilmar Mendescapto rasgou a boca…

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Cicero Magalhães

10 de novembro de 2015 às 15h13

“O empreiteiro afirmou que havia uma diferença entre as doações feitas dentro e fora do período eleitoral. Uma das linhas de acusação da Procuradoria é que o financiamento legal a candidatos e partidos era uma das etapas finais da lavagem do dinheiro desviado da estatal.

“Na época de campanha, as contribuições de campanha não tinham nada a ver com propina, eram contribuições de campanha mesmo. O restante, não. Era como se pagava a comissão da propina da Petrobras”, afirmou.”

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