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IBGE: PIB caiu 1,7% no terceiro trimestre

Por Miguel do Rosário

01 de dezembro de 2015 : 11h29

Essa é a notícia ruim de hoje.

O IBGE confirma o que todo mundo já sabia. O PIB caiu 1,7% no terceiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior.

Mas tudo indica também que o pior já passou.

O último trimestre do ano promete ser melhor, e as previsões para 2016 são de um ano ainda difícil, mas com índices bem melhores do que 2015.

***

Publicado no site do IBGE.

PIB cai (-1,7%) em relação ao segundo trimestre de 2015

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TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) 3º TRI 2015 = 18,1%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) 3º TRI 2015 = 15,0%

No terceiro trimestre de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,7% em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Em relação a igual período de 2014, a queda foi de 4,5%. No acumulado em quatro trimestres, o PIB recuou 2,5%. De janeiro a setembro o PIB acumula queda de 3,2%.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,481 trilhão, sendo R$ 1,267 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 214,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2015 foi de 18,1% do PIB, inferior à do mesmo período de 2014 (20,2%). A taxa de poupança foi de 15,0% no terceiro trimestre de 2015 (ante 17,2% no mesmo período de 2014). A publicação completa das Contas Trimestrais pode ser acessada na página aqui.

Comparado ao trimestre anterior, PIB caiu 1,7%

O PIB recuou 1,7% em relação ao segundo trimestre do ano, na série com ajuste sazonal. A Agropecuária (-2,4%), a Indústria (-1,3%) e os Serviços (-1,0%) recuaram.

Na Indústria, a maior queda se deu na Indústria de Transformação: retração de 3,1%. Construção civil (-0,5%) e Extrativa mineral (-0,2%) também registraram resultado negativo no terceiro trimestre do ano. Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentou crescimento de 1,1%.

Nos Serviços, Administração, saúde e educação pública (0,8%) e Intermediação financeira e seguros (0,3%) apresentaram resultados positivos. As demais atividades sofreram retração em relação ao trimestre imediatamente anterior: Comércio (-2,4%), Outros serviços (-1,8%), Transporte, armazenagem e correio (-1,5%), Serviços de informação (-0,5%) e Atividades imobiliárias (-0,1%).

Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo teve o nono trimestre consecutivo de queda nessa comparação: -4,0%. A Despesa de Consumo das Famílias (-1,5%) caiu pelo terceiro trimestre seguido. Já a Despesa de Consumo do Governo cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 1,8%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços recuaram 6,9% em relação ao segundo trimestre de 2015.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, PIB recua 4,5%

Comparado a igual período do ano anterior, o PIB caiu 4,5% no terceiro trimestre de 2015, a maior queda desde o início da série histórica iniciada em 1996. O Valor Adicionado a preços básicos caiu 3,8% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios recuaram em 8,3%.

A Agropecuária recuou 2,0% nessa comparação. Este resultado pode ser explicado pelo desempenho negativo de alguns produtos que possuem safra relevante no terceiro trimestre (café, cana, laranja, algodão e trigo), parcialmente compensado por ganhos de produtividade nas lavouras de cana, algodão e trigo. A Pecuária e da Silvicultura e extração vegetal também tiveram um fraco desempenho no terceiro trimestre.

A Indústria caiu 6,7%. A Indústria de Transformação recuou 11,3%, influenciada pelo decréscimo da produção de máquinas e equipamentos; da indústria automotiva; produtos eletroeletrônicos e equipamentos de informática; produtos de borracha e de material plástico; produtos de metal; têxteis; e produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

A Construção civil também recuou (-6,3%). Já a Extrativa Mineral cresceu 4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2014, puxada tanto pelo aumento da extração de petróleo e gás natural e pela extração de minérios ferrosos. Já a atividade Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana teve expansão de 1,5%.

No setor de Serviços houve queda de 2,9% nessa comparação, com destaque para Comércio (-9,9%) e Transporte, armazenagem e correio (-7,7%). Também recuaram as atividades de Outros Serviços (-3,5%) e os Serviços de informação (-1,5%). Os resultados foram positivos em Administração, saúde e educação pública (0,9%), em Intermediação financeira e seguros (0,4%) e em Atividades imobiliárias (0,3%).

O Consumo das Famílias (-4,5%) teve a terceira queda consecutiva nessa comparação, influenciada pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda, no período. Já a Formação Bruta de Capital Fixo caiu 15,0% no terceiro trimestre de 2015, a maior da série histórica iniciada em 1996. O recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações e da produção interna de bens de capital e, ainda, pelo desempenho negativo da construção civil. O Consumo do Governo apresentou variação negativa de 0,4%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram expansão de 1,1%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços caíram em 20,0%, ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 56% registrada no período.

De janeiro a setembro, PIB acumula queda de 3,2%

O PIB acumulado do ano recuou 3,2% em relação a igual período de 2014. Foi a maior queda acumulada no período de janeiro a setembro desde o início da série histórica iniciada em 1996. Nesta base de comparação, destaque para o desempenho da Agropecuária, que cresceu 2,1%. Já a Indústria e os Serviços caíram, respectivamente, 5,6% e 2,1%.
Na análise da demanda interna, destaca-se a queda de 12,7% da Formação Bruta de Capital Fixo. O Consumo das Famílias (-3,0%) e o Consumo do Governo (-0,4%) também acumulam queda no ano. No setor externo, as Importações de Bens e Serviços apresentaram uma queda de 12,4%, enquanto que as Exportações de Bens e Serviços cresceram 4,0%.

No acumulado em quatro trimestres, PIB também registra queda (-2,5%)

O PIB acumulado nos quatro últimos trimestres teve queda de 2,5%. Enquanto a Agropecuária cresceu 2,1%, Indústria (-4,7%) e Serviços (-1,6%) tiveram queda.

Na demanda interna, os resultados foram negativos: Formação Bruta de Capital Fixo (-11,2%), Consumo das Famílias (-1,8%) e Consumo do Governo (-0,4%). No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços mantiveram-se praticamente estáveis (0,1%), enquanto que as Importações de Bens e Serviços recuaram 10,4%.

Em valores correntes, PIB totaliza R$ 1,481 trilhão

O Produto Interno Bruto no terceiro trimestre de 2015 totalizou R$ 1,481 trilhão.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2015 foi de 18,1% do PIB, abaixo do observado no mesmo período de 2014 (20,2%). A taxa de poupança foi de 15,0% no terceiro trimestre de 2015 (ante 17,2% no mesmo período de 2014).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Túlio Almeida

01 de dezembro de 2015 às 11h30

Pra não esquecer.
Tucanos fecham escolas e constroem presídios.
Não esqueçam das 94 escolas públicas a ponto de serem fechadas em SP.
Qual é o antônimo de: Político corrupto anti-povo trabalhador?
R. = Professor(a).
A falta de educação cria presas fáceis para a mídia lesa-pátria que favorece políticos corruptos. É um círculo vicioso dos canalhas imposto ao povo.
Agora querem guerra: http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/207257/Secretaria-de-Educa%C3%A7%C3%A3o-prepara-'guerra'-contra-escolas-ocupadas.htm

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