Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

o Vice Presidente da Republica,Michel Temer recebe o vice primeiro Ministro da China,Wang Yang.

Reinado de Temer no PMDB pode estar no fim

Por Redação

15 de janeiro de 2016 : 17h40

Decisão depende, ainda, de qual nome assumirá liderança do partido na Câmara. Os desdobramentos serão visualizados na convenção em março, quando o PMDB também decide desligamento do Planalto

Temer tenta negociar recondução à presidência do PMDB

no Jornal GGN

O racha dentro do PMDB teve um novo capítulo, após a cúpula da sigla no Senado propor a Michel Temer que apoiará a sua reeleição à presidência do partido, desde que ele renuncie ao comando nacional depois da votação, marcada para março deste ano.

Temer, por sua vez, investe na recondução do cargo para, em seguida, se licenciar, abrindo espaço, assim, para que Romero Jucá (RR), que seria o vice, assuma o cargo interinamente. A proposta do vice-presidente da República foi mal vista por lideranças do PMDB. Temer, entretanto, retrucou contra a ideia da renúncia: “Que montem uma chapa e disputem voto a voto”, afirmou, de acordo com o Painel da Folha, um interlocutor de Michel Temer.

A convenção nacional do partido ocorre em março, quando o PMDB pretende eleger uma nova direção partidária, além de discutir a permanência da sigla no governo da presidente Dilma Rousseff. A exemplo do que fez em seu primeiro mandato como vice-presidente da República, Temer deverá licenciar-se do comando do partido, passando o exercício das funções ao vice, no caso o Jucá.

Dentro da Câmara, o clima de disputa também é aquecido pela liderança do PMDB na Casa, prevista para ocorrer no início de fevereiro. O duelo entre Leonardo Picciani (RJ), atual líder, e Leonardo Quintão (MG), cotado pela ala mais oposicionista do partido, foi apitado pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (RJ).

Nesta quarta-feira (13), Cunha disse que o nome de liderança deve ser capaz de “unir a bancada” do partido novamente. E referiu-se a Picciani, afirmando que ele não seria este nome. “Me parece que ele [Picciani] não conseguiu [unir a bancada]. Conseguiu, ao contrário, desunir”, afirmou Eduardo Cunha.

“O líder do PMDB não pode se transformar num assessor do governo ou alguém que represente o governo”, ainda alfinetou o deputado, que defende a parte oposicionista do PMDB e, por sua vez, é contra a aproximação de Picciani com o Palácio do Planalto, que se tornou mais evidente durante a eleição da Comissão Especial do Impeachment, no ano passado, quando Picciani indicou oito deputados que não eram alinhados com a ala de Cunha.

A consequência foi que dissidentes formaram uma chapa alternativa, que venceu a disputa – o grupo que hoje apoia Quintão para a liderança do partido na Câmara.

A indicação na Câmara também será decisiva para o comitê nacional do PMDB. Os atuais líderes do PMDB nas Casas, Picciani na Câmara e Eunício Oliveira (CE) no Senado, cogitam não apoiar a candidatura à reeleição de Temer. Tanto Eunício como Picciani carregam apoio de votações de peemedebistas, que seguirão seus votos.

Além de líder no Senado, Eunício é presidente do PMDB no Ceará. A possibilidade de Jucá assumir uma presidência da sigla é bem vista pelos senadores e um das possibilidades aventadas pelo parlamentar. Já Picciani, além de ter a influência dos deputados, tem posição semelhante a de seu pai, Jorge Picciani, que é presidente do partido no Rio de Janeiro. Ele tem mantido a postura de que, se houver outro candidato além de Michel Temer, votará nele, mas se o atual vice-presidente for candidato único, deverá apoiá-lo.

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