Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

O Governador de São Paulo, durante cerimonia solene pelo centenario e lançamento do livro em homenagem ao ministro Jose Geraldo Rodrigues de Alckmin. Data: 14/12/2015. Local: São Paulo/SP Foto Ciete Silvério/A2img

O Governo Estadual pretende burlar a decisão judicial sobre a reorganização?

Por Redação

25 de janeiro de 2016 : 05h11

por Maria Izabel Azevedo Noronha

Em 2015 a mobilização dos professores, estudantes, pais e movimentos sociais impediu a concretização do plano do Governo Estadual de fechar 93 escolas e desmembrar outras 752 unidades escolares, causando transtornos às famílias, prejuízos aos professores e mais problemas para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem na rede estadual de ensino.

Como sempre, a motivação para a chamada “reorganização” da rede de ensino era financeira (corte de gastos e “enxugamento da máquina administrativa”) e não educacional, pois o então Secretário da Educação foi incapaz de demonstrar as bases pedagógicas para aquela medida.

Derrotado pelo movimento, sem apoio na opinião pública e derrotado também no judiciário, que o mandou suspender todo o processo e promover debates sobre a educação com participação popular em 2016, o Governo Estadual assegurou que manteria todos os estudantes em suas escolas atuais e que absorveria a demanda de novas matrículas na rede estadual de ensino.

Entretanto, têm chegado ao nosso conhecimento, neste início de ano, alguns sinais de que o Governo talvez esteja pretendendo burlar a decisão judicial, realizando uma “reorganização” disfarçada nas escolas estaduais. Chegam de algumas regiões informações sobre fechamento de turmas no ensino fundamental, induzindo as matrículas em escolas municipais localizadas nas proximidades e também no ensino médio, sobretudo no noturno.

Há casos como os das escolas estaduais Zulmira de Oliveira, em Itapeva, e Raul Venturelli, em Capão Bonito, na mesma região, às quais a Diretoria de Ensino determinou a inviabilização de matrículas para o 6º ano do ensino fundamental, sob a ameaça de que, se isto ocorrer, os prédios serão compartilhados com as redes municipais. Com receio de compartilhamento, os diretores destas escolas estão abrindo vagas para o ensino médio, iniciando uma transição para, na prática, impor a reorganização nessas unidades.

Outro exemplo é o da Escola Estadual Maria de Fátima Gomes Alves, na cidade de Clementina, pertencente à Diretoria de Ensino de Penápolis, que não abriu classe para primeiro ano de ensino médio noturno em 2016 e não está aceitando matrículas para formar essa turma, apesar de existir demanda.

Na Escola Estadual Professora Vera Athaíde Pereira, localizada na região da Diretoria de Ensino Sul 3, na capital, a direção recusa-se a abrir matriculas para Educação de Jovens e Adultos, embora tenha sido encaminhada pela APEOESP e pelos professores a demanda existente.

Na região de Piracicaba estão sendo fechadas quatro classes (sendo duas do 6º ano do Ensino Fundamental, uma do 7º ano do Ensino Fundamental e uma da 1ª série do Ensino Médio) na Escola Estadual Padre Fabiano José Moreira de Camargo, em Capivari, tendo os estudantes sido contatados para se transferirem compulsoriamente para uma nova unidade escolar localizada em bairro mais distante. Na Escola Estadual Professora Maria Januaria Vaz Tuccori, na mesma cidade, está sendo fechada uma classe do 1º ano e uma classe do 3º ano do Ensino Médio, sendo esses alunos obrigados a se matricular no período diurno, na nova unidade escolar a que já nos referimos (que sequer está totalmente finalizada) e que funcionará no noturno.

Não vamos admitir que a Secretaria da Educação imponha a conta-gotas uma reorganização que foi derrotada pela mobilização das comunidades escolares. A sociedade rejeitou o fechamento das escolas e a separação dos estudantes em prédios distintos para os anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Também não vamos aceitar que se faça uma “municipalização branca” do ensino fundamental, fechando-se classes nas escolas estaduais.

A APEOESP encaminhou todos esses casos para a Secretaria da Educação e está solicitando providências para que sejam atendidos os direitos e necessidades das comunidades, bem como comunicará ao Ministério Público a existência dessas situações e, ainda, solicita aos professores, aos estudantes e aos pais que tenham conhecimento de casos semelhantes que procurem as subsedes da APEOESP nas regiões para denunciá-los. Endereços e telefones das subsedes podem ser encontrados em www.apeoesp.org.br.

Maria Izabel Azevedo Noronha é Presidente da APEOESP

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27 comentários

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Hell Back

28 de janeiro de 2016 às 23h43

Caramba! Se estão fazendo isso (fechando escolas) às vésperas de uma eleição, fico imaginando o que farão depois que ganharem as eleições. Será um verdadeiro filme de terror.

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Luiz Marques de Lima

26 de janeiro de 2016 às 16h06

Bidu…

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Eliane Soares

26 de janeiro de 2016 às 02h07

São todos uns Canalhas, que deveriam estar presos a muito tempo.

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Roberto Lacerda

26 de janeiro de 2016 às 01h34

MANOBRA SÓRDIDA, ENTREGUISTA, SUJA, SORRATEIRA, TÍPICA DO PSDB, PARA SUCATEAR A EDUCAÇÃO PÚBLICA.

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Sidney Roberto Schiante

26 de janeiro de 2016 às 00h09

Lembro-me de ODORICO PARAGUAÇU… As vezes o nobre prefeito dizia frases de efeito e dizia que era do filosofo SOCRATES. Seu fiel escudeiro e ingenuo, Dirceu das Borboletas contrariava de imediato dizendo que Sócrates jamais tinha dito tal frase… ODORICO repudiava… Se não disse DEVIA TER DITO. AQUI TAMBÉM o nobre governador pode muito bem parafrasear… O JUDICIÁRIO deveria autorizar e pronto! Muda-se o tempo e alguns costumes… Outros não!

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Aurea Magda

25 de janeiro de 2016 às 20h21

Como sempre esse calhorda enrolando o povo!!!

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Marcia Mendes de Almeida

25 de janeiro de 2016 às 18h26

não seria estranho

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Diogo Lammah

25 de janeiro de 2016 às 17h07

Se quem não cumpre a lei e as determinações judiciais se faz criminoso, o que falta para uma representação formal contra esse senhor ?

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    Hell Back

    28 de janeiro de 2016 às 23h28

    O que falta é um Ministério Público que não seja corrupto.

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Helio Eduardo Pinto Pinheiro

25 de janeiro de 2016 às 15h42

Ahhh A DEMOCRACIA E A JUSTIÇA TUCANAS….. SEMPRE UMA PANACÉIA!!!

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Edson Costa

25 de janeiro de 2016 às 15h33

Hummmmmm, seria possível ????

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Orlando Bonetti Junior

25 de janeiro de 2016 às 14h14

Enquanto o PSDB estiver à frente do governo do estado, vamos ter cada vez menos escolas, mais criminalidades e atraso. Não duvidem, vão eleger outro do mesmo partido na próxima.

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    Hell Back

    28 de janeiro de 2016 às 23h33

    Desse jeito a elite vai acabar ficando sem empregadas domésticas. rsrs

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Enio

25 de janeiro de 2016 às 11h43

Essa elite criminosa tem MEDO do povo brasileiro. Queremos DEMOCRACIA DIRETA.

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Joaquim Corrêa

25 de janeiro de 2016 às 13h35

Atrás do Alckmin, o ex-advogado do PCC, atual Sec. de Segurança.

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Sandra Placencio

25 de janeiro de 2016 às 12h24

Vai vendo Oliveira Aparecido Machado.

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Gilmar Dias

25 de janeiro de 2016 às 12h19

É para isso que o novo secretário é ex-presidente de tribunal. Conhece o esquema .

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Maria Teresa Costa

25 de janeiro de 2016 às 11h56

Helena Christofoleti

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Naira Souto

25 de janeiro de 2016 às 11h52

jurista não, um juiz que foi presidente do tj e que vai conversar muito à vontade com os juízes do tj, sem pejo nenhum…

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Roberto Oliveira

25 de janeiro de 2016 às 11h52

O PSDB consegue ser pior que isso.

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Luis Trimano

25 de janeiro de 2016 às 11h24

QUE BANDA LAMENTÁVEL! UM MONTE DE DITADORZINHOS ESCROTOS. ESSES CARETAS SÃO DO PIOR. NÃO SÃO BRASILEIROS, SÃO MAFIOSOS SERVIS DO PIOR CAPITALISMO

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    Hell Back

    28 de janeiro de 2016 às 23h37

    Sim; vão colocar o estado de São Paulo a venda.

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Túlio Almeida

25 de janeiro de 2016 às 09h04

Pra não esquecer.
Tucanos fecham escolas e constroem presídios.
Não esqueçam das 93 escolas públicas que ainda estão a ponto de serem fechadas em SP. Os corruptos não desistiram, só estão agindo de forma dissimulada.
Qual é o antônimo de: Político corrupto anti-povo trabalhador?
R. = Professor(a).
A falta de educação cria presas fáceis para a mídia lesa-pátria que favorece políticos corruptos e a escravização do trabalhador. É um círculo vicioso dos canalhas imposto ao povo.

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Josely Brasil

25 de janeiro de 2016 às 11h01

Ele pensa que é Deus!

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Amaury Silva Lima

25 de janeiro de 2016 às 10h07

O novo secretário de educação é o ex-Presidente do TJ/SP, que defendeu o imoral auxílio-moradia de R$4.300 com argumento de que Juízes precisam ir a Miami comprar ternos e que o auxílio evitaria depressão por causa do “baixo salário” q recebem. É um escárnio.

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Yara Nastari Guardado

25 de janeiro de 2016 às 10h06

Claro, para isso colocou um jurista na educação

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