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São Paulo - Os estadantes que estavam na Ocupação do Centro Paula Souza foram para a Ocupação da ETESP, na Luz. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Contra arbitrariedades de Alckmin, PT e PSOL vão à Justiça

Por Miguel do Rosário

14 de maio de 2016 : 09h27

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Como noticiamos ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu aval para a execução de ações de reintegração de posse – inclusive em escolas – mesmo sem autorização prévia da Justiça. É, na prática, o estabelecimento de um governo sem limites.

Como questionaria o poeta Juvenal: “Quem guardará os guardiões?”

A liberação de Alckmin gerou, já na sexta-feira, uma invasão da Polícia Militar a duas diretorias de ensino e uma ETESP, as quais estavam ocupadas por estudantes.

Contra essa decisão arbitrária e ditatorial, PT e PSOL garantiram que vão buscar medidas judiciais. Os partidos também divulgaram notas a este respeito, reproduzidas abaixo:

PT aciona Justiça contra reintegração arbitrária promovida por Alckmin

da Assessoria de Imprensa do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp)

A Bancada dos deputados estaduais do PT buscará medidas judiciais cabíveis contra os atos autoritários e violentos do governo Alckmin, que mandou a polícia militar avançar na manhã, desta sexta- feira, contra estudantes que ocupavam escolas públicas em protestos à corrupção e roubou da merenda das escolas estaduais.

Sem autorização judicial, estudantes foram arrancados das escolas por policiais fortemente armados e levados às delegacias, numa flagrante afronta ao regramento jurídico e quebra dos parâmetros do Estado Democrático de Direito. Foram 34 detidos.

Tão logo soubemos dessa atrocidade e violência cometida contra os estudantes, por parte da polícia do governo Alckmin, acionamos profissionais da nossa assessoria jurídica para prestar assistência aos detidos arbitrariamente.

Acionamos ainda o Conselho Tutelar, a Defensoria Pública e dispusemos cada um dos nossos 14 mandatos, na defesa dos jovens e muitos menores que alí estavam para denunciar o roubo da merenda e a precariedade da educação pública do Estado de São Paulo.

Há algum tempo percebemos o recrudescimento da opressão do governador Geraldo Alckmin, que usa da violência policial para criminalizar e reprimir as manifestações e denúncias apontadas por aqueles que exercem a cidadania e cobram seu governo.

A Bancada dos deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores agirá sempre em defesa dos interesses da sociedade paulista e continuará dando total apoio ao movimento estudantil que trouxe luz às denúncias de corrupção praticada pela Máfia da Merenda e ao sucateamento da educação no Estado de São Paulo.

José Zico Prado

Deputado Estadual e Líder da Bancada do PT, na Assembleia Legislativa de São Paulo

 

PSOL irá representar contra Governo de São Paulo por reintegração ilegal de escolas

da Assessoria de Imprensa do PSOL na Câmara dos Deputados

O deputado Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara, irá entrar com nova representação na Procuradoria Geral da República para apuração das responsabilidades cíveis e penais dos agentes públicos responsáveis pelas reintegrações de posse em quatro unidades de ensino de São Paulo sem mandado judicial.

As reintegrações ocorreram na manhã desta sexta-feira (13), após decisão do Governo do Estado de São Paulo que autorizou, a partir de parecer da Procuradoria Geral do Estado, a reintegração de posse de imóveis públicos ocupados por manifestantes sem recorrer à Justiça. A Polícia Militar invadiu as unidades e retirou à força os estudantes, que foram levados para delegacias. A ação não foi acompanhada nem por Oficial da Justiça, nem pelo Conselho Tutelar.

Para o deputado Ivan Valente, trata-se de uma ação absolutamente inconstitucional, que viola os princípios democráticos. “Ficou nítido que essa medida foi planejada com o objetivo de reprimir e desmontar, violentamente, e de forma arbitrária e ilegal, a manifestação legítima dos estudantes paulistas, que protestam contra a máfia da merenda e os cortes na educação”.

A ações de hoje foram planejadas pelo então Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes – recém nomeado Ministro da Justiça e Cidadania do Governo interino de Michel Temer – e autorizadas pelo governador Alckmin.

O deputado Ivan Valente afirma que o PSOL tomará todas as providências cabíveis para anular tal decisão e punir os responsáveis. “A truculência do governo tucano é assombrosa. Essa avalanche violenta e autoritária contra os movimentos sociais com o objetivo de criminalizar os que lutam é uma tentativa de calar os lutadores sociais. Não permitiremos”, ressalta Valente.

Na semana passada, Ivan Valente e a deputada Luiza Erundina já haviam protocolado na PGR representação contra Alckmin e Alexandre de Moraes por abuso de autoridade, desrespeito à decisão judicial e violência arbitrária. Na ocasião, o governo de São Paulo autorizou a reintegração do Centro Paula de Souza também sem autorização judicial. A reintegração foi suspensa por ordem do magistrado Luis Manoel Pires, que também cobrou explicações do governo.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Onofre Junqueira

14 de maio de 2016 às 12h44

“A liberação de Alckmin gerou, já na sexta-feira, uma “invasão” da Polícia Militar a duas diretorias de ensino e uma ETESP,”. É curioso o linguajar que os amestrados blogueiros utilizam para nominar as coisas. Quando os estudantes (?) invadem prédios públicos, é ocupação. Quando agentes do estado recuperam o bem público para a utilização de todos, é invasão !

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renato andretti

14 de maio de 2016 às 12h34

Pelo AR
Por TERRA
Por baixo da TERRA
NOS cemitérios.
NA lama de MARIANA
pelo MAR..
Por dentro das valas comuns
PELAS ruas das favelas.
Por dentro das narinas dos golpistas
NÂO HAVERÀ ARREGO..
E deverá haver a extirpação total e irrestrita.
Deveremos prender GOLPISTA de hoje e de ontem
Torturadores de hoje e de ontem..

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Antonio Passos

14 de maio de 2016 às 10h53

JUSTIÇA ? Desculpe, que justiça ? Isso morreu, acabou no Brasil.

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