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Era só o que faltava: governo Temer implantará teocracia no País

Por Miguel do Rosário

17 de maio de 2016 : 13h53

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ministro quer igrejas no debate sobre aborto

No Estadão

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta segunda-feira, 16, que quer envolver as igrejas na discussão sobre aborto no Brasil. O ministro reconheceu que o País enfrenta um problema relacionado ao tema, com grande número de procedimentos realizados de forma inadequada e muitas mortes. “Como é o crack. É uma entre outras mazelas que precisam ser cuidadas pelo poder público”, disse.

Deputado federal licenciado e ex-relator do orçamento, Barros já tem definido o valor que vai pedir numa reunião programada para amanhã com o ministro do Planejamento, Romero Jucá: R$ 14 bilhões, recursos que já estavam previstos para a pasta, acrescidos de pagamentos a prestadores de serviço e fornecedores que não foram quitados em anos anteriores. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Como o senhor pretende tratar o tema do aborto? 

Esse é um tema delicado. Recebi a informação de que é feito 1,5 milhão de abortos por ano. Desse total, 250 mil mulheres ficam com alguma sequela e 11 mil vão a óbito. Esse é um tema que vou estudar com muito carinho com nossa equipe. Vou ver com o governo qual será nossa diretriz para agir nessa direção. Essa é uma decisão de governo. Não de um ministério, algo que possa ser decidido individualmente.

O senhor considera aborto um problema de saúde pública? 

Esse é um problema que existe e precisa ser cuidado. Como é o crack. Como tantas outras mazelas da sociedade que precisam ser cuidadas pelo poder público. Mas a maneira como vamos abordar isso vai depender de discussões. Vamos ter de conversar com a Igreja. A decisão do ministério não deve provocar resistência ou discussão. Temos de ajustar. Antes de propor uma política para isso, vamos ter de realizar um diálogo muito amplo.

Não há um risco de se demorar muito tempo para que um consenso seja alcançado? O senhor trabalha com algum prazo?

Se você acompanhar o meu ritmo vai saber que o longo prazo para mim é muito rápido. Farei essa interlocução muito rapidamente. A primeira ação será ouvir. Isso vale para vários assuntos.

O senhor tem como meta uma gestão de consenso?

Vou ouvir o máximo que eu puder para que toda ação do ministério seja um pacto e não seja apenas uma proposta. Vou propor algo que quem está lá na ponta vai praticar. Para não ficar uma coisa como o ministro sugere e depois provoca discussão, não é feito. Vou combinar especialmente com prefeitos. Visitarei todos os Estados.

Mas de todas demandas ouvidas, qual é a prioridade?

Há dificuldade de financiamento. Vou ouvir os prefeitos, temos de fazer uma articulação ampla. E fazer algo que possa alcançar o maior número de pessoas. Vou tratar gestão, governança, prevenção e informação. A prioridade hoje é informação. Quero ter a capacidade de saber como cada real do SUS é gasto, online.

O senhor falou em pôr em prática o Cartão SUS, algo que é proposto há pelo menos 15 anos. Há dinheiro para isso? Por que isso não foi em frente?

Os recursos disponíveis no DataSus deverão ser redirecionados para essa tarefa. Se conseguir informatizar toda estrutura do SUS saberei como cada cidadão é atendido. Resolveremos o problema dos cartões duplicados. Hoje existem cerca de 300 milhões, número muito acima da nossa população. O sistema já foi implantado, mas precisa ser aprimorado para que duplicações desapareçam. É o mesmo problema da Cédula de Identidade, que pode ser feita em 27 Estados.

Qual a verba que o senhor pleiteia para levar adiante seus projetos no ministério?

Na quarta à tarde vou falar com ministro do Planejamento, Romero Jucá. Vou pedir que o que está no orçamento seja cumprido. Nem um centavo a mais. E vou pedir restos a pagar (dívidas adquiridas com prestadores de serviços e fornecedores que não foram pagas até o momento). Eu gostaria de ter recursos para cumprir tudo o que está contratado e cumprir os restos a pagar. Não sei se o ministro vai conseguir. Ele terá de discutir com o Congresso Nacional a meta fiscal deste ano. E essa proposta terá de refletir todas as demandas que ministros estão apresentando para ele. Esse dinheiro vai ter de ser emprestado. Vai ser necessário emitir letras do Tesouro para pagar essa conta.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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11 comentários

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Carlos Santos

19 de maio de 2016 às 07h53

(versão revisada)

A FAVOR DA VIDA
(Carlos Santos)

A discussão sobre a legalização do Aborto esta longe de ser uma mera arenga entre “Ciência” e “Religião”. Lembremos que durante o início do governo nazista a sociedade alemã foi instada a aceitar o aborto em mães que viviam em abrigos para “doentes mentas”, considerados (as) como párias inúteis que deveriam ser eliminados (as). Naquela oportunidade o termo aborto foi ardilosamente substituído por Eutanásia, visto que numa sociedade luterana seria quase impossível convence-la a matar crianças em processo de gestação. Afinal a eutanásia é tratada pelos seus defensores como um ato de “humanidade” e não como um crime contra essa mesma Humanidade.

Quando lutávamos contra a ditadura no Brasil (eu também pus minha vida em risco), era comum ouvirmos daqueles que se diziam “de esquerda”; que lutavam pela liberdade e pela vida, dizer que o governo militar (que à época defendia o controle familiar fazendo uso de métodos anticoncepcionais – dentre eles a esterilização), queria matar os guerrilheiros no ventre materno.

O que antes era crime hoje é uma questão de “saúde pública”, defendido com o requinte dos hipócritas pequenos burgueses como “direito” da mulher decidir sobre seu corpo e que estariam salvando vidas de meninas pobres. Hipocrisia essa, assemelhada aos dos empresários que costumam fazer uso da mídia para “defender” os empregos e salários dos trabalhadores quando precisam justificar a aprovação de leis e implantação de modelos econômicos que custarão exatamente os Empregos e Salários dos Trabalhadores.

Cabe aqui uma pergunta: de quem era o corpo daquelas criaturas que estavam sendo gestadas no ventre de uma Mulher que junto com um Homem, permitiu a essas criaturas pudessem hoje estar defendendo seus corpinhos malhados?

A defesa do aborto é tão hipócrita que é assemelhasse a atitude dessa mesma pequena burguesia quando discutem a legalização das drogas. Quando o filho do pobre faz uso de um baseado, gritam e batem panelas para que se reduza a maioridade penal, no entanto, quando seus filhos são adotados por um traficante gritam e batem panelas para legalizar a droga.

Não é apenas uma questão de ponto de vista, mas sim uma questão de Classe Social. É a defesa dos economicamente mais fortes em detrimento dos mais humildes.

A legalização do aborto atende, em verdadeira, aos interesses da grande burguesia que irá faturar oceanos de dólares com a Indústria da Morte. Fato que já vem sendo realizado em mulheres, que mesmo não estando grávidas fazem aborto, acompanhadas de uma eficiente equipe de “Serviço Social” e acompanhamento “Psicológico” de primeira.

Considerando que o desenvolvimento do corpo só está completo aos 7 (sete) anos, não há como justificar a morte de um feto Humano que está em seu início de gestação e desenvolvimento, do contrário estaremos possibilitando o assassinato de crianças “defeituosas” como já ocorre na Holanda (Lei recentemente aprovada) em casos de Abuso cometidos por adultos doentes, semelhantes a estes que hoje defendem o aborto.

A defesa do aborto por certos setores da sociedade é antes de tudo a busca de uma lei que lhes amenizem o Sentimento de Culpa pelo assassinato de inocentes que são condenados antes mesmo de cometerem qualquer crime.

Não se trata de ser contra ou a favor do aborto.

Trata-se de ser A FAVOR DA VIDA.

Responder

    Fabricio Silva

    20 de maio de 2016 às 15h59

    Caro Sr. Carlos
    Não sou fã do aborto, tanto que fiquei numa situação que poderia facilmente pedir a minha atual mulher que realizasse um, mas não pedi. Porém seu texto contem inúmeras omissões e falácias. A primeira é que o senhor não deu uma solução para o problema. Mulheres abortaram, abortam e vão continuar abortando, pelos mais diversos motivos. O que fazer ? Prender, bater, etc. ? Isso sem falar dos casos já autorizados, como estupro ou risco de vida da mãe, que estão tentando cercear. Outro omissão é o fato simples de na maior parte do país não haver uma educação sexual adequada para adolescentes. Uma falácia, óbvia aliás, é comparar o aborto com o nazismo. Outra é chamar de hipócrita defender um ponto de vista. Eu não sei se deve ser considerado um direito ou não. Mas com certeza isso deve ser discutido de modo adequado.

    Responder

      Carlos Santos

      20 de maio de 2016 às 17h28

      Muitos de nós temos histórias sobre abortos, seja qual for o motivo. O que não quer dizer que não possamos opinar sobre o assunto.

      Quanto à omissão referente à solução do problema , não tenho a pretensão de, sozinho achar está solução.

      Quando sitei o problema das crianças que podem ser submetidas à eutanásia (na Holanda), sugeri que cuidassemos dos doentes que causam os traumas provocados antes de cometermos crimes travestidos de conceitos que só servem para camuflar o real problema da humanidade, que a meu ver reside na desinformação ou na “coisificação” das pessoas.

      Meu texto tem como propósito inicial quebrar a falsa dicotomia que reduz o problema a uma simples arenga entre “religião e ciência”. Mudar os paradigmas desta discussão.

      Quis mostrar que existe avaliações históricas, filosóficas, biológica, ideológica e acima de tudo economico-financeira. Também entendido como “luta de classes”.

      Se prestar bem atenção ao texto verá que há uma preocupação minha em mostrar que sem um modelo educacional crítico onde os conceitos sejam contextualizados, situações como a do período nazista irá se perpetualizar. O exemplo disso é a solução dada pelo Estado holandês que usa a “Eutanásia” para resolver problemas estruturas que envolve, inclusive a legalização das drogas naquele país.

      Na década de 90 (se não me falha a memória) dezenas de mulheres foram idenizadas pelo Estado austríaco por terem sido esterilizadas (sobreviventes do período nazista) sob a acusação de serem doentes mentais, sendo que tal doença residia no fato de NÃO SABEREM MATEMÁTICA, o que as classificavas como “dementes”.

      Como pode ver não há como resolvermos os problemas usando apenas palavras e sobre apelos imediatistas.

      Há muito mais que uma “luta pela liberdade” de usar ou não o corpo. Há uma luta ideológica muito mais perversa que transformar boas intenções em tragédias coletivas.

      Recomendo que assista ao documentário “Arquitetura da destruição”. Pode ser encontrado no YouTube. Talvez comece a compreender que nossas dores não pode servir de anteparo para justificar crimes de qualquer natureza.

      Obrigado por sua participação crítica, sem agressividade gratuita.

      Fique em Paz!
      Em 20/05/2016 16:00, “Disqus” escreveu:

      Responder

        Fabricio Silva

        23 de maio de 2016 às 15h21

        De nove, não há motivo para comparar com nazismo. A eliminação sistemática de uma etnia é completamente diferente de uma escolha consciente de um casal (sim, acho que o homem também deve opinar, algo que muitas feministas rejeitam) em não ter filhos. Mas também não tenho a pretensão de ter todas as respostas. Acho que o aborte deveria ser reservado como a última das últimas alternativas e não simplesmente criminalizado. Quanto a eutanásia, eu sou a favor. Acho que todos pacientes terminais, após uma cuidadosa avaliação médica e psicológica, é claro, deveriam ter o direito de terminar com a própria vida de modo digno. Assim como aborto, a eutanásia é uma questão complexa e que traz dilemas morais sérios.

        Responder

          Carlos Santos

          23 de maio de 2016 às 16h34

          O Crime é Crime por ser um atentado contra a Vida, não por está previsto em lei. Quando a Lei tipifica algo como Crime, o faz para estipular as punições cabíveis em cada ocasião onde o Crime ocorrer.

          É claro que existem casos onde a Vida é posta em risco por uma questão de autodefesa ou sobrevivência. Nestes casos é que a lei tenta entender as motivações e as circunstâncias para mensurar o reparo do Crime cometido.
          Mesmo numa situação de guerra existem regras para tentar evitar aquilo que se definiu como Crime Contra a HUMANIDADE.

          Se levarmos ao pé da letra, entenderemos que todo Crime contra a Vida é um Crime contra a humanidade.

          No Talmud está escrito: “Quem salva uma vida salva o mundo inteiro.”

          fonte: Wikiquote, a coletânea de citações livre.

          Minha preocupação nos dois primeiros textos foi tentar definir e contextualizar os conceitos e construir novos paradigmas. A solução para problemas de tamanha magnitude não pode ser achada de forma atabalhoada e imediatista, só para parecermos “modernos” ou “liberais”.

          A insistência com a trajetória dos nazistas reside no fato de ser algo possível de se investigar como uma ideologia bem estruturada e massificada, que pode transformar pessoas que acreditam em uma Vida Solidária e Fraterna em admiradores de pessoas e grupos que desprezam a Vida.

          Quero chamar a atenção para fatos que, se não tivermos atentos sermos todos levados a cometer, não um, mais vários CRIMES em nome de crenças fundadas em Ideologias Desumanas e desprezíveis.

          A meu ver a Eutanásia se levada nos mesmos parâmetros do Aborto e resultante das mesmas motivações ideológicas, é do mesmo modo um Crime.

          A propósito se for me criticar pelo uso do Talmud, saiba que também não sou Judeu.

          Pelo visto você não viu o documentário que lhe sugeri. Tudo bem foi só uma sugestão, se tivesse visto poderia ter uma ideia de como se constrói uma “ética”; uma “moral”; uma ”ciência”; uma “estética” que podem justificar qualquer atrocidade, qualquer CRIME CONTRA A HUMANIDADE.

          salaam aleikum!

          Em 23 de maio de 2016 15:21, Disqus escreveu:

          Responder

Esmeraldo Cabreira

18 de maio de 2016 às 11h37

Vamos ter um SANTO REGIME TEOCRÁTICO, semelhante aos do IRÃ, AFEGANISTÃO, e outros, embora de tendência cristã! Mas os apedrejamentos também constam das normas dos “LIVROS” do Velho e Novo Testamentos. Hilário é que vão mandar fechar a REDE GLOBO-MOSSACK por PERVERSÃO DOS COSTUMES…..
É muito imbecil numa QUADRILHA SÓ!

Responder

Domitila Andrade

17 de maio de 2016 às 17h27

Senhor Carlos Santos, cuide de seu suposto corpo de macho e deixe que nós mulheres resolvamos o que fazer dos nossos. O resto é pura demagogia, barata e suja.

Responder

    Carlos Santos

    19 de maio de 2016 às 08h01

    Discurso reducionista, semelhante aos dos Nazistas que usurparam o poder no Brasil e no mundo.
    Desejo que cuide bem do seu corpo, já que a mente parece apodrecer.

    Responder

    Carlos Santos

    20 de maio de 2016 às 17h27

    Muitos de nós temos histórias sobre abortos,  seja qual for o motivo. O que não quer dizer que não possamos opinar sobre o assunto.

    Quanto à omissão referente à solução do problema , não tenho a pretensão de,  sozinho achar está solução.

    Quando sitei o problema das crianças que podem ser submetidas à eutanásia  (na Holanda), sugeri que cuidassemos dos doentes que causam os traumas provocados antes de cometermos crimes travestidos de conceitos que só servem para camuflar o real problema da humanidade, que a meu ver reside na desinformação ou na "coisificação" das pessoas.

    Meu texto tem como propósito inicial quebrar a falsa dicotomia que reduz o problema a uma simples arenga entre "religião e ciência". Mudar os paradigmas desta discussão.

    Quis mostrar que existe avaliações históricas, filosóficas, biológica, ideológica e acima de tudo economico-financeira. Também entendido como "luta de classes".

    Se prestar bem atenção ao texto verá que há uma preocupação minha em mostrar que sem um modelo educacional crítico onde os conceitos sejam contextualizados,  situações como a do período nazista irá se perpetualizar. O exemplo disso é a solução dada pelo Estado holandês que usa a "Eutanásia" para resolver problemas estruturas que envolve, inclusive a legalização das drogas naquele país.

    Na década de 90 (se não me falha a memória) dezenas de mulheres foram idenizadas pelo Estado austríaco por terem sido esterilizadas (sobreviventes do período nazista) sob a acusação de serem doentes mentais, sendo que tal doença residia no fato de NÃO SABEREM MATEMÁTICA, o que as classificavas como "dementes".

    Como pode ver não há como resolvermos os problemas usando apenas palavras e sobre apelos imediatistas.

    Há muito mais que uma "luta pela liberdade" de usar ou não o corpo. Há uma luta ideológica muito mais perversa que transformar boas intenções em tragédias coletivas.

    Recomendo que assista ao documentário "Arquitetura da destruição". Pode ser encontrado no YouTube. Talvez comece a compreender que nossas dores não pode servir de anteparo para justificar crimes de qualquer natureza.

    Obrigado por sua participação crítica, sem agressividade gratuita.

    Fique em Paz!

    Responder

Carlos Santos

17 de maio de 2016 às 16h48

A discussão sobre a legalização do Aborto esta longe de ser uma mera arenga entre “Ciência” e “Religião”. Lembremos que durante o início do governo nazista a sociedade alemã foi instada a aceitar o aborto em mães que viviam em abrigos para “doentes mentas”, considerados (as) como párias inúteis que deveriam ser eliminados (as). Naquela oportunidade o termo aborto foi ardilosamente substituído por Eutanásia, visto que numa sociedade luterana seria quase impossível convence-la a matar crianças em processo de gestação. Afinal a eutanásia é tratada pelos seus defensores como um ato de “humanidade” e não como um crime contra essa mesma Humanidade.

Quando lutávamos contra a ditadura no Brasil (eu também pus minha vida em risco), era comum ouvirmos daqueles que se diziam “de esquerda”; que lutavam pela liberdade e pela vida, dizer que o governo militar (que à época defendia o controle familiar fazendo uso de métodos anticoncepcionais – dentre eles a esterilização), queria matar os guerrilheiros no ventre materno.

Portanto antes era crime hoje é uma questão de “saúde pública”, defendido com o requinte dos hipócritas pequenos burgueses como “direito” da mulher decidir sobre seu corpo e que estariam salvando vidas de meninas pobres. Hipocrisia essa, assemelhada aos dos empresários que costumam fazer uso da mídia para “defender” os empregos e salários dos trabalhadores quando precisam justificar a aprovação de leis e implantação de modelos econômicos que custarão exatamente os Empregos e Salários dos Trabalhadores.

Cabe perguntar aqui uma pergunta: de quem era o corpo daquelas criaturas que estavam sendo gestadas no ventre de uma Mulher que junto com um Homem, permitiu a essas criaturas pudessem hoje estar defendendo seus corpinhos malhados?

A defesa do aborto de tão hipócrita que é assemelhasse a atitude dessa mesma pequena burguesia quando discutem a legalização das drogas. Quando o filho do pobre faz uso de um baseado, gritão e batem panelas para que se reduza a maioridade penal, no entanto, quando seus filhos são adotados por um traficante gritam e batem panelas para legalizar a droga.

Não é apenas uma questão de ponto de vista, mas sim uma questão de Classe social. É a defesa dos economicamente mais fortes em detrimento dos mais humildes.

A legalização do aborto atende, em verdadeira, aos interesses da grande burguesia que irá faturar oceanos de dólares com a Indústria da Morte. Fato que já vem sendo realizado em mulheres, que mesmo não estando grávida fazem aborto, acompanhadas de uma eficiente equipe de “Serviço Social” e acompanhamento “Psicológico” de primeira.

Considerando que o desenvolvimento do corpo só está completo aos 7 (sete) anos, não há como justificar a morte de um feto Humano que está em seu início de gestação e desenvolvimento, do contrário estaremos possibilitando o assassinato de crianças “defeituosas” como já ocorre na Holanda (Lei recentemente aprovada) em casos de Abuso cometidos por adultos doentes, semelhantes a estes que hoje defendem o aborto.

A defesa do aborto por certos setores da sociedade é antes de tudo a busca de uma lei que lhes amenizem o Sentimento de Culpa pelo assassinato de inocentes que são condenados antes mesmo de cometerem qualquer crime.

Não se trata de ser contra ou a favor do aborto. trata-se de ser A FAVOR DA VIDA.

Responder

Anderson Dutra

17 de maio de 2016 às 15h14

https://www.youtube.com/watch?v=wY9h09h0BQ0

Responder

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