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Presidenta da APEOESP: Jucá prova que golpe foi dado para proteger os corruptos!

Por Miguel do Rosário

23 de maio de 2016 : 14h25

Foto: Jornalistas Livres

Diálogos de Jucá confirmam: o golpe foi dado para proteger os corruptos

Por Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), via e-mail

A divulgação de gravações telefônicas envolvendo o Senador Romero Jucá, Ministro do Planejamento do interino e ilegítimo Governo de Michel Temer, demonstra a real natureza do golpe aplicado contra a democracia brasileira, que afastou temporariamente a Presidenta eleita Dilma Rousseff do Palácio do Planalto.

Os diálogos revelam que a grande preocupação de Jucá, seus interlocutores e os que conspiraram para derrubar a Presidenta da República é a de interromper definitivamente as investigações em curso na Operação Lava-jato, tendo em vista o grande risco de novas delações levarem à condenação e consequente prisão do próprio Jucá e tantos outros integrantes do Governo e de sua base aliada. Os diálogos são vergonhosamente claros neste sentido. Em todas as frases está claramente expresso: é preciso que Dilma caia e Temer assuma o governo para “acabar com essa sangria”, como Jucá se refere às investigações.

Para nós, desde o início esteve clara esta motivação, além de outras ainda mais desastrosas, como a virtual entrega de todo o nosso patrimônio a mãos estrangeiras, a começar da Petrobras, passando por outras áreas e serviços estratégicos para o futuro do nosso país. Para tanto, não basta apenas entregar o patrimônio, mas é preciso “baratear” a mão de obra, cortando direitos adquiridos, conquistados em anos de lutas da classe trabalhadora. Por isso, Temer vai acabar com a política de valorização do salário-mínimo e vai desvincular as aposentadorias do salário-mínimo, para que seus reajustes fiquem ao bel-prazer do Governo. Vai ainda promover a reforma da Previdência, aumentando a idade mínima e as alíquotas e, também, vai tornar letra morta a CLT, fazendo prevalecer o negociado sobre o legislado. Tudo isto está previsto em seu programa, denominado “Uma ponte para o futuro”.

Mais que isso, é preciso cortar direitos sociais (começando pelo Bolsa-família, Minha casa, minha vida, FIES, PROUNI, REUNI e outros). Querem aplicar de forma contundente a política de “Estado mínimo”, privatizando, se possível, todos os serviços públicos (com exceção da segurança pública). Por isso quer promover a desvinculação dos recursos da educação e da saúde, deixando esses dois setores sem orçamento, dependentes das decisões do Congresso Nacional a cada ano.

Para aplicar todas essas medidas, o Governo golpista precisa conter os protestos que inevitavelmente ocorrem diariamente desde que Dilma foi afastada, pois o povo rejeita o Presidente interino. Por isso as polícias militares estão sempre a postos, reprimindo com violência as manifestações, como a que ocorreu ontem nas proximidades da casa de Temer, em São Paulo.

Trata-se, como o mundo todo já sabe, graças à extensa cobertura dos meios de comunicação internacionais, de um governo de ladrões, ainda fortemente controlado pela figura de Eduardo Cunha, que permanece solto e à vontade para continuar mandando. Agora, isto fica mais patente nas palavras de um dos mais importantes ministros. Até quando a Justiça vai se omitir diante de tanta desfaçatez? Até quando uma parte da população mais abastada vai fazer de conta que tudo está resolvido com o afastamento da Presidenta Dilma?

Nós, que compreendemos o que está ocorrendo no nosso país, temos a obrigação de não nos calar, de nos mantermos nas ruas, de conversamos muito com nossos colegas nas escolas, com os estudantes, com seus pais, com as nossas comunidades, com toda a sociedade. Não podemos deixar que uma gangue destrua o nosso país e nos faça retroceder. Vamos continuar nossa luta para que o Brasil retome o caminho do desenvolvimento, com distribuição de renda e justiça social.

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Alexandre Moreira

23 de maio de 2016 às 15h22

Uma sugestão aos trouxinhas.
Suicídio coletivo.

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Alexandre Moreira

23 de maio de 2016 às 15h21

Ver a cara de trouxinha dos coxinhas:
– Oh! A conspiração existe mesmo!
Não tem preço.

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