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Foto: Oruê Brasileiro

Feira agroecológica reúne mais de 70 produtores do Paraná

Por Lia Bianchini

23 de setembro de 2017 : 18h18

Por Lia Bianchini, publicado originalmente no Brasil de Fato

Foto: Oruê Brasileiro

Cerca de 70 coletivos de áreas urbanas e rurais trouxeram seus artesanatos, suas comidas e suas sementes para expor e vender na Feira da Agrobiodiversidade Camponesa da 16ª Jornada de Agroecologia, que aconteceu entre 20 e 23 de setembro, na Lapa, no Paraná.

“Nossa proposta maior, hoje, é fazer com que as famílias entendam que a agroecologia é o caminho”, diz Sandra Ferrer, do assentamento Eli Vive, de Londrina. Sandra levou para a Feira da Agrobiodiversidade Camponesa os artesanatos e doces caseiros produzidos pelo coletivo de mulheres do assentamento. “Estar aqui, hoje, vendendo os produtos delas, é a coisa mais importante para nós. Não é pelo dinheiro, é pela força que nós criamos, enquanto coletivo, enquanto companheiras”, afirma.

O coletivo de mulheres do assentamento Eli Vive surgiu há três anos, a partir da dificuldade encontrada pelas mulheres em gerar renda própria. O foco da produção são as hortaliças, que as mulheres do coletivo vendem em feiras espalhadas por Londrina. Há um ano, elas contam com o apoio do projeto Sacolas Camponesas, da Universidade Estadual de Londrina, que dá assistência técnica à produção e ajuda na distribuição dos produtos pela cidade.

Para Franciana Pontes, também do assentamento Eli Vive, o melhor fruto colhido pelo coletivo é a autonomia das mulheres. “Você vê no rosto delas que a auto-estima é outra. A gente sabe que a questão financeira liberta as mulheres, no sentido de que elas têm mais autonomia. Às vezes, mesmo com uma renda pequena, elas conseguem manter a tranquilidade da casa, sem depender só do marido”, explica.

Sementes

Coletividade e autonomia também são as palavras guia de Valmir dos Santos, do acampamento Herdeiro Primeiro de Maio, de Rio Bonito do Iguaçu. Participando de sua terceira Jornada de Agroecologia, Valmir levou à Feira uma variedade de  sementes produzidas em seu acampamento, que iam desde arroz e feijão, até tremoço roxo e milho branco.

Segundo Valmir, há quatro anos o acampamento produz sementes e promove suas trocas, com o objetivo principal de alimentar os demais acampados, mas também como uma forma de não deixar que as espécies acabem. A maior preocupação dos produtores do acampamento é multiplicar sementes saudáveis, desde sua origem. “O agronegócio ilude a cabeça das pessoas, com sementes híbridas, dizendo que são boas, mas semente boa tem que ser saudável, sem agrotóxico, sem química”, diz.

Debaixo das tendas brancas da Feira da Agrobiodiversidade Camponesa, concentraram-se histórias de pessoas que fazem dos produtos da terra uma fonte de renda e um meio de mostrar sua existência. Como Jandira Camargo, descendente de indígenas Guarani e Caigangue, que trabalha com a promoção da cultura em Guarapuava e expôs artesanatos indígenas. Ou a história de Nair Marioto dos Reis, da comunidade Caracol, que esteve como expositora na Feira da Agrobiodiversidade Camponesa pela primeira vez, vendendo sementes produzidas na horta intervalada de seu quintal.

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1 comentário

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Alice

24 de setembro de 2017 às 16h43

#ANULAÇÃODOGOLPEJÁ!

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