Cafezinho 5 minutos: o conceito de autocrítica

O sacrifício do Brasil em prol do bem estar econômico dos EUA

Por Miguel do Rosário

13 de fevereiro de 2018 : 16h14

No início dos anos 40, enquanto as nações ricas se destruíam umas às outras na II Guerra, um poeta brasileiro, angustiado com as terríveis disparidades sociais que assolavam o nosso continente, se perguntava “como poderia compreender-te, América? É muito difícil”.

No tempo de Drummond, não havia internet, muito menos estatísticas atualizadas mensalmente, acessíveis a qualquer interessado. Os intelectuais dispunham de menos armas informativas para fazer o bom combate político. Eles sabiam o básico, de qualquer forma: que os países ricos eram ricos porque exportavam produtos industrializados com alto valor agregado, ao passo que os países pobres eram pobres porque se restringiam a exportar matérias primas.

Um dia, alguém poderia explicar a Sergio Moro, figura central na guerra híbrida que destruiu nossos sonhos de desenvolvimento, ao menos por alguns anos, a importância de uma indústria de base, dentre as quais se destacam refinarias de petróleo. Se Moro tivesse prestado atenção em suas aulas de história, e recebesse algumas noções extras de economia, não andaria por aí dando palestras contra a construção de refinarias.

Hoje em dia, com tanta informação disponível, as pessoas, mesmo os intelectuais, parecem anestesiados com os escândalos.

É muito importante desmascarar figuras como João Dória, Aécio e Luciano Huck, expondo seus jatinhos e aeroportos privados comprados com dinheiro público, suas fortunas acumuladas à sombra do poder. Assim funciona o jogo da política contemporânea: só os fortes sobrevivem a uma boa pesquisa no google.

Entretanto, a gente não pode esquecer a lição marxista,  sobre o papel central das relações econômicas entre países, na formação do poder político e na dinâmica da luta de classes.

Ninguém precisa acreditar nas teorias ventiladas pelo blog. Mas não custa nada, mesmo para quem não concorda com a nossa linha editorial, dar uma olhada nos números que apresentamos aqui.

Tenho martelado, há alguns meses, que a Lava Jato serviu a um propósito, beneficiar as refinarias de petróleo dos Estados Unidos. A gratidão dos americanos por Sergio Moro, soterrando-o com prêmios, é perfeitamente compreensível. Não sei como o próprio Donald Trump ainda não o recebeu na Casa Branca, para lhe entregar também uma medalha. O último prêmio a Moro veio – e isso é tão sugestivo que beira o irônico – da Câmara de Comércio Brasil e EUA.

Alguém já parou para pensar uma coisa? Por que uma instituição em geral tão prudente, conservadora, como uma Câmara de Comércio, daria um prêmio para alguém acusado de crimes tão graves pelo principal partido de oposição no país?

A maioria dos brasileiros é como o personagem do poema America, de Drummond: “vejo as águas que passam e não as compreendo”.

Com toda humildade possível, este blogueiro mais uma vez tenta dar um pouco de sentido à tragédia que se abateu sobre nós, desde que fomos vítimas de um golpe de Estado, em 2016, golpe este que continua a avançar sobre nossas relações de trabalho, nossa produção, nosso futuro.

Vamos aos números.

Depois de algumas décadas suportando monstruosos déficits comerciais no campo do petróleo, os Estados Unidos voltaram a ser, nos últimos anos, os maiores exportadores mundiais do produto refinado. Eles acharam petróleo de xisto no Texas, aumentaram sua produção no golfo do México, começaram a liberar as suas até então intocadas reservas do Alasca, ampliaram as importações de um petróleo cujo preço ajudaram a derrubar, e botaram suas refinarias para funcionar com carga total.

Mas sobretudo limparam o caminho: as guerras do oriente médio serviram para destruir qualquer pretensão, por parte das nações árabes, donas de grandes reservas, de se estabelecerem como fornecedoras também do produto refinado.

Os EUA ainda são muito deficitários em petróleo, mas em intensidade menor que no passado.

Você pode conferir, na tabela abaixo, que o petróleo ainda é o maior peso na balança comercial dos Estados Unidos. Em 2017, os EUA importaram quase 190 bilhões de dólares em petróleo. Como também são grandes exportadores de petróleo, sobretudo de seus derivados, tendo vendido quase 100 bilhões de dólares no mesmo ano, o déficit da conta petróleo em 2017 ficou em 90 bilhões de dólares, o que – apesar do aumento de 16% sobre 2016 –  é um nível muitíssimo inferior ao verificado em anos anteriores.

A grande sorte dos Estados Unidos é ter um vizinho como o Brasil, uma nação gigante disposta a fazer qualquer sacrifício para ajudar seu irmão do norte.

Por exemplo, um duro sacrifício que fizemos, para ajudar o império em crise, foi paralisar a produção de derivados de petróleo em nossas refinarias, de maneira a elevar nossas importações dos Estados Unidos.

Até 2014, ano fatídico, não por causa das eleições, mas porque marca, efetivamente, o início das conspirações que levariam a uma mudança drástica de regime, a maioria dos índices econômicos apresentavam bons resultados, e não falo apenas de dados do Banco Central. Refiro-me antes a coisas mais prosaicas, como taxa de desemprego, consumo de derivados de petróleo e volume processado em nossas refinarias.

A partir de 2015, quando a Lava Jato já tinha contaminado todo o setor nacional de petróleo, com suas pseudo investigações (na verdade, um subterfúgio para produzir instabilidade política, recessão econômica e paralisia no setor de óleo e gás), todos índices do setor começam a desabar, com exceção de um: cai o consumo de derivados no país, cai o volume processado em nossas refinarias, mas… explodem as importações!

Como isso é possível?

Como é possível que o consumo de petróleo caia num país e, mesmo assim, as importações do produto comecem a bater recordes históricos?

Ora, é muito simples.

Basta existir uma operação judicial, como a Lava Jato, que imponha, com a cumplicidade da mídia, um verdadeiro bloqueio contra nossas refinarias. Com isso, o país será obrigado a buscar o produto industrializado no exterior. Foi o que aconteceu. Em 2017, o volume de petróleo processado em nossas refinarias atingiu o menor nível em 12 anos, cerca de 640 milhões barris. No mesmo ano, o Brasil registrou a maior importação de derivados de todos os tempos: 205 milhões de barris.

Em 2017, o Brasil importou uma quantidade recorde de petróleo, apesar do consumo do produto ter caído ao menor nível em muitos anos.

Esse desempenho fez com que o petróleo e seus derivados se tornassem, de longe, o principal grupo de produtos estadunidenses exportados para o Brasil, porque os derivados passaram a vir quase que exclusivamente dos EUA.

Somente os gastos com a importação de derivados, que totalizaram 6,15 bilhões de dólares nos últimos 12 meses, corresponderam a 24,5% de todos os produtos americanos exportados para o Brasil no mesmo período.

 

 

 

O principal beneficiário desse movimento suicida do Brasil, de reduzir a sua produção própria de derivados e elevar as importações, foram os Estados Unidos.

O Brasil consolidou sua posição como um dos principais compradores de petróleo refinado dos Estados Unidos, atrás apenas de México e Canadá, países de economia integrada com os EUA, através de acordos como o Nafta.

Dentre os 15 principais compradores de petróleo refinado dos EUA, o Brasil foi o que, de longe, registrou o maior aumento nas importações em 2017, sobre o ano anterior, de 62%.

Segundo a Agência de Informação sobre Energia (EIA), órgão federal americano, o Brasil importou, no acumulado de seis meses de junho a novembro de 2017, um total de 420 mil barris diários, o que representou um aumento de 62% sobre a média de 2016, que já tinha sido recorde, de 260 mil barris diários. Até 2015, o Brasil respondia por cerca de 4% das exportações americanas de derivados. E 2016, essa participação dá um salto para 5,6%, e, em 2017, atinge 8%.

Quando a gente considera apenas para o setor de diesel, o Brasil fica em segundo lugar, quase empatando com o Mexico. Em 2017, ainda segundo o EIA, o Brasil importou uma média diária de 237 mil barris de diesel americano, o que representou crescimento de 94% sobre o ano anterior, e uma participação de 16,3% sobre todo diesel exportado pelos EUA no mesmo período.

 

Como fazer uma cidade? Com que elementos tecê-la? Quantos fogos terá?, perguntava Drummond às suas musas. Ele mesmo responde, no verso seguinte: o ouro as forma e dissolve.

Segundo dados oficiais do governo americano, e considerando todos os produtos (não só petróleo), os EUA exportaram 37 bilhões de dólares para o Brasil em 2017. O aumento de 23% sobre o ano anterior representou o maior crescimento verificado nas vendas para qualquer outro país. Ou seja, no mesmo ano em que experimentamos a pior crise econômica de sua história, os exportadores americanos, assim como os nossos indefectíveis bancos privados, nunca ganharam tanto dinheiro com o Brasil.

Agora me digam: Sergio Moro merece ou não um prêmio da Câmara de Comércio Brasil x EUA?

 

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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Steiger

14 de fevereiro de 2018 às 17h34

Eu oriento meus filhos a puxarem o carro do Brasil assim que puderem, de preferência pros EUA. Quem gosta de pobreza é intelectual ou socialista. Aconselho, Miguel, vc a fazer o mesmo. Afinal a América é América, que o diga o milhão e meio de brasileiros que moram lá e vc, no fundo é apaixonado por eles. Se tudo que vc escreve for verdade tiro só uma conclusão: eles são fera e o Brasil uma plantação de bananas.

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    Miguel do Rosário

    15 de fevereiro de 2018 às 15h43

    Isso ocorre há séculos. A meus filhos, direi que é preciso lutar. Não apenas pelo Brasil, mas sobretudo contra a mediocridade.

    Responder

jose carlos lima

14 de fevereiro de 2018 às 12h52

Por isso querem decretar a morte politica, se possivel fisica, de Lula…
Há trilhões de reais por trás dessa dessa perseguições a Lula

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enganado

14 de fevereiro de 2018 às 11h25

Pelo visto a ROUBALHEIRA do __thief_stateless_judge__çerjiou murrow__ fez escola no Processo do BANESTADO=envio de 132 BILHÕES de DÓLARES para os USraHell, e este aí vai pelo mesmo caminho. Pior disto tudo vem o __rachuncha__ com a PF_DB / P$$$$DB / FHC / a GANG do çerjiou murrow / çTF / tçE / . . . etc, enfim todos aqueles que o nomearam para ROUBAR na ___petrobraXXX__ . Somos ou não somos um Páis de DESGRAÇADOS garantidos por um exércitUS APÁTRIDA. BANDO de FDP´s.

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Professor Mauro

13 de fevereiro de 2018 às 22h15

Prezado Edson Tadeu

As notícias sobre a Grécia estão em todos os jornais do mundo. Não se iluda. A crise da Grécia foi infinitamente maior que a da Espanha e de Portugal e da Itália.
Segundo o chefe de estado grego Yanes Tsipras a Grécia entrou nessa crise em 2008 arrastada por outros países mas a situação grega foi empurrada pelos ministros da Fazenda dos governos anteriores que ao tentarem esconder a crise eles pioraram muito a situação. Segundo o governo grego o país está vivendo uma profunda depressão econômica, enorme crise financeira, industrial e energética. O premier Yanes informou ainda em cadeia nacional que a dívida pública foi explodida para 350 bilhões de euros (hum trilhão e duzentos bilhões de reais) e deve ao FMI desde 2010.
A Grécia teve que sair da zona do EURO se desligar do mercado comum europeu. A previsão para voltar ao patamar que estava em 2008 é para o ano 2050.
A situação do país é de 28% da população ativa desempregada, todos os serviços públicos foram privatizados até os bancos públicos foram leiloados mas como no Brasil as 137 PRIVATARIAS foram feitas na bacia das almas empresas foram vendidas por menos que 1% do valor patrimonial. Na Grécia não foi diferente as privatizações fraudulentas só geraram perdas de receitas e patrimoniais. Ma Grécia como no Brasil os bancos agiram criminosamente fazendo usura e prática de juros estratosféricos e deu no que deu. Em menos de 10 anos de crise os juros da dívida interna da Grécia ultrapassa 65% da produção nacional. Uma situação muito caótica. No Brasil essa agiotagem da dívida interna iniciou no governo FHC com o PROER e com a prática de altas taxas de juros abusivas cobradas pelos bancos.
No dia 25 de agosto de 2017 o jornal THE NEW YORK publicou uma matéria que é um alerta ao Brasil o jornalista americano Dan HOUCHE revela o abuso dos juros praticados pelos bancos no Brasil as mais altas taxas de juros do PLANETA. Ele revela que a maioria dos países do mundo praticam taxas de 2 a 5% so ano para os cartões de crédito e juros da dívida interna mas no Brasil esses juros são estratosféricos na faixa de 300 a 600% ao ano.
O artigo tem o título: “Brazil bankers CORRUPTION, BIGGEST PROFITS in GOOD OR BAD TIMES”
Na Islândia 26 banqueiros foram presos e condenados a 74 anos de prisão por crimes de usura eles praticaram taxas de 10 a 15% ao ano.

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PERICLES PEGADO CORTEZ

13 de fevereiro de 2018 às 21h14

Observem o segundo item de importação dos EUA Aquecedores (Ar, água, terra, etc). Vou pesquisar no ILB para entender melhor essa conta. Então, petróleo e aquecedores, as duas principais gastos com importação. Precisa desenhar, Moro?

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Antonio Passos

13 de fevereiro de 2018 às 20h06

Há internet, há informação, mas há também a contra informação e, no final das contas, estou chegando à conclusão de que o resultado final é pior em termos de sociedade. Porque as pessoas não querem buscar a informação, analisar, pesquisar, cruzar, elas querem o pacote pronto e, de preferência, que satisfaça seus preconceitos. Os poetas, historiadores, sociólogos, jornalistas, podem buscar a verdade, o povo está cada vez mais alienado.

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    PERICLES PEGADO CORTEZ

    13 de fevereiro de 2018 às 21h24

    O problema é a educação (causa raiz) básica. Se as crianças não aprendem a entender, compreender, correlacionar dados e fatos (transversalidade – Darcy Ribeiro) desde o ensino básico, as redes neurais não se estabelecem adequadamente, no cérebro. Fato é que o PISA, pesquisa internacional de ensino, coloca o Brasil nas últimas posições em todas as 190 nações pesquisadas. Não sabemos tirar ilações e compreender textos adequadamente. Na matemática o problema é o mesmo. Assim, as pessoas não conseguem se interessar por temas mais complexos. Querem a resposta e não a dedução do problema. É muito grave!

    Responder

edson tadeu

13 de fevereiro de 2018 às 19h49

nao é so favorecimento aos EUA, lembram-se que a Grecia e a Espanha estavam ém profunda crise. e foi so derrubar a Presidente Dilma e nunca mais se viu falar em crise desses dois países. PORQUE SERÁ.

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zemane

13 de fevereiro de 2018 às 18h51

Povinho de merdas=país de merda

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Lucy

13 de fevereiro de 2018 às 18h49

ESSE É UM TRABALHO DE INTELIGÊNCIA INDUSTRIAL!!!

OS EUA SÃO OS MAIORES IMPORTADORES DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL MAS SÃO OS MAIORES PRODUTORES DE DERIVADOS DE PETRÓLEO REFINADO. O REFINO AGREGA UM GIGANTESCO VALOR COMERCIAL AOS PRODUTOS. OS DERIVADOS PRODUZIDOS NO REFINO GERAM ALTO VALOR AGREGADO E POR ESSA RAZÃO O GOLPE DA LAVA JATO TERIA QUE ATINGIR ESSES TRÊS PROJETOS GIGANTESCOS DE NOVAS REFINARIAS PREMIUM NO BRASIL, QUE SERIAM CONSTRUÍDAS NO NORDESTE BRASILEIRO E O BRASIL PASSARIA A SER O TERCEIRO MAIOR EXPORTADOR DE DERIVADOS DO MUNDO.

ANTES DO GOLPE, EM 2012, QUANDO SNOWDEN ALERTOU QUE O PAÍS ESTAVA SENDO ESPIONADO E SERIA GOLPEADO COM AJUDA DE JUÍZES E PROMOTORES TREINADOS PELA CIA, COMEÇARIAM OS DESMONTES DA “OPERAÇÃO LAVA JATO CUIDADOSAMENTE PLANEJADA PELA CIA”. O BRASIL ESTAVA EM SÉTIMO LUGAR NA INDÚSTRIA MUNDIAL E BOMBANDO, COM PIB NAS ESTRATOSFERA (4 TRILHÕES), PRE-SAL GERANDO RIQUEZAS NAS NOSSAS REFINARIAS E UM PROJETO DE DESENVOLVIMENTO QUE FOI INTERROMPIDO A MANDO DA CIA, O PRESAL SERIA O PASSAPORTE PARA O FUTURO DO BRASIL E PRECISAVA SER URGENTEMENTE GOLPEADO PARA “FREAR O DESENVOLVIMENTO”

A auto suficiência em petróleo no Brasil foi conseguida em 2005 graças a esforços da Petrobras que descobriu a BACIA DE CAMPOS em maio de 1974 e surpreendeu o mundo pois o planeta estava em plena CRISE MUNDIAL DO PETRÓLEO iniciada peal OPEP em abril de 1973 superelevando os preços do petróleo em 1973 para 14 dólares e depois em 1979 para 40 dólares nunca mais baixar abaixo dos 30 dólares o barril.

PASMEM O GOLPE DE 2016 E A LAVA JATO TEVE TAMBÉM O PAPEL DE DESTRUIR O PROJETO DA AUTO SUFICIÊNCIA EM PETRÓLEO, MARCO ATINGIDO EM 2005 APÓS A INSTALAÇÃO DE 45 PLATAFORMAS NA BACIA DE CAMPOS DESDE 1980, POIS COM A DESCOBERTA DO PRE-SAL EM 2006 COM RESERVAS DE 80 BILHÕES DE BARRIS DE ÓLEO LEVE DE ALTO VALOR COMERCIAL DARIA UM FOLEGO PARA O BRASIL NA AUTO-SUFICIÊNCIA POR 47 ANOS A 50 ANOS (ATÉ 2069) SE MANTIDO O PATAMAR DE CONSUMO NACIONAL DE 2 MILHÕES DE BARRIS POR DIAS, CONSIDERANDO UM ALTO FATOR DE RECUPERAÇÃO SECUNDÁRIA QUE É UMA CARACTERÍSTICA DO CAMPO ULTRA PRODUTIVO DO PRE-SAL.

MAS ESSE SONHO FOI INTERROMPIDO, A CIA TREINOU JUIZES E REMUNERARAM POLÍTICOS CORRUPTOS, VIRA LATAS E LESA PÁTRIAS COMANDADOS NESSA MISSÃO LESA PÁTRIA (PEC-131) PELO MEGA CORRUPTÍSSIMO SR JOSÉ CHIRICO SERRA O MESMO VAGABUNDO TUCANO QUE ENTREGOU A VALE DO RIO DOCE EM TROCA DE PROPINAS BILIONÁRIAS DA BHP SAMARCO.
COMO O GOLPE OS SINISTROS ROCKEFELLER (DONO DA MINERADORA HANNA MINING E DA PETROLÍFERA EXXON MOBIL ANTIGA ESSO, QUE CRIOU 90% DA MÍDIA BRASILEIRA, O PIG: REDE TUPI, REDE GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, ETC ) E TAMBÉM O MEGA EMPRESÁRIO ROTHSCHILD DONO DE FÁBRICAS DE EQUIPAMENTOS PARA PLATAFORMAS PETROLÍFERAS COMEMORARAM O GOLPE NO BRASIL:
O GOLPE CONSEGUIU OS SEGUINTES BENEFÍCIOS PARA OS EUA:

1- MINAR O PROJETO DAS AUTO-SUFICIÊNCIA NO BRASIL QUE HAVIA SIDO CONSEGUIDO A DUAS PENAS PELA PETROBRAS DESDE A DESCOBERTA DA BACIA DE CAMPOS EM 1974 EM PLENA CRISE MUNDIAL DO PETRÓLEO!!!

2- OS GOLPISTAS REMUNERADOS PELAS PETROLÍFERAS CHEVRON, EXXON, TEXACO, BRITISH PETROKLEUM, STATOIL, SHELL E O JUIZECO DE CURITIBA HERÓI DOS 300 POLÍTICOS CORRUPTOS DO ESCÂNDALO BANESTADO SR SERGIO MOROW ENTREGARAM PARA OS GRINGOS UM PATRIMÔNIO DE 20 TRILHÕES DE DÓLARES EM RESERVAS PETROLÍFERAS DO PRESAL QUE SERÃO SAQUEADAS E TOTALMENTE DEPLETADAS EM 23 ANOS!!!TAMBÉM CONSEGUIRAM DOS GOLPISTAS UMA LEI QUE GARANTE A ISNENÇÃO DE IMPOSTOS SOBRE OS ESQUIPAMENTOS DE PETRÓLEO POR 23 ANOS A MP-975 LESA PÁTRIA DOS GOLPISTAS LADRÕES DE MALAS DE DINHEIRO E REIS DA EXTORSÃO TODOS BLINDADOS NA LAVA JATO PELO JUIZ TUCANO SERGIO MORROW.

https://www.youtube.com/watch?v=JeiO8AKs9L4

3- COM A PEC131 DO LESA PÁTRIA JOSE CHIRICO SERRA SEIS MILHÕES DE EMPREGOS DE ALTA QUALIDADE TÉCNICA SAORAM DO BRASIL COM A PARALISAÇÃO PLANEJADA E EXECUTADA PELA LAVA JATO FORAM TRANSFERIDOS PARA OS ESTALEIROS AMERICANOS E PARA A INDÚSTRIA AMERCANA

PARABÉNS OTÁRIOS BADERNEIROS BLACKBLOCKS DE 2013 COMANDADOS PELA CIA DA GUERRA DOS VINTENS (PASMEM UMA OTÁRIA IMBECIL SRA TAÍS GALON BORGES APRONTOU UM BARRACO NUM POSTO DE GASOLINA POR ACUSA DO AUMENTO DE 20 CENTAVOS NA GASOLINA, PREÇO CONGELADO POR 4 ANOS, ELA COMANDOU OS MOVIMENTOS DOS CAMINHONEIROS E OS MIDIOTAS COXINHAS, MANIFESTOCHES NA “GUERRA DOS VINTÉNS” QUE CAUSOU UMA DESTRUIÇÃO NAS CAPITAIS DO BRASIL COMANDADOS PELA REDE GLOBO TIME LIFE, JAIR BOLSONARO E UM BANDO DE PATOS IDIOTAS DO SR PAULO SKAF. AGORA ESSES MIDIOTAS VENDO A GASOLINA A 5 REAIS NEM SE MEXEM E SE ESCONDEM DEBAIXO DO GOLPE QUE ARRUINOU O BRASIL E FEZ O PIB CAIR DE 3,5 TRILHÕES DE REAIS PARA HUM TRILHÃO DE REAIS E LEVOU A DESTRUIÇÃO NOS ESTADOS PRODUTORES DE PETRÓLEO, A IMPORTAÇÃO DE DERIVADOS, A RUÍNA DAS FINANÇAS NO RIO DE JANEIRO (MAIOR PRODUTOR DE PETRÓLEO) QUE FOI GRAVEMENTE AFETADO PELA RENÚNCIA FISCAL DE IMPOSTOS (HUM TRILHÃO DOADO AOS GRINGOS PELOS GOLPISTAS LADRÕES DO GOVERNO TEMER), UM GOVERNO GOLPISTA A SERVIÇO DAS MULTINACIONAIS E PETROLÍFERAS ESTRANGEIRAS.

O BRASIL É UM PAÍS DE TOLOS, UNA COLÔNIA OCUPADA, UM PAÍS DE MANIFESTOCHES MANIPULADOS PELA MÍDIA GOLPISTA E DOMINADO PELA DITADURA DA TOGA E POR UM QUADRILHÃO DE POLÍTICOS CORTUPTOS, COM COMPLEXO DE VIRA LATAS, LESA PÁTRIAS E CANALHAS VENDILHÕES DA PÁTRIA.

Notem que desde o início do século XX a CIA é o órgão responsável pela gestão da energia e do petróleo nos EUA e na primeira grande guerra os EUA, França, Bélgica, Holanda e UK concentram seus ataques em nações ricas em minérios e petróleo ou em guerra com outras nações na luta sangrentas pelas maiores riquezas naturais.
No acordo de Versalhes em 1873 as maiores potencias do planeta assinaram um acordo de “COLONIALISMO MUNDIAL” para frear as nações emancipadas em movimentos de “independência” e dividiram as suas possessões e instalaram protetorados, colônias na Ásia, África e América Latina e instalaram as GUIANAS na América do Sul já sabendo que a Amazônia tem enormes reservas de titânio, ouro e petróleo.
O rei belga promoveu no início do século XX junto com a CIA e serviço secretos da Inglaterra e da Bélgica um intenso massacre nos países africanos da Costa Oeste Africana e África Central detentores de imensas reservas de petróleo, cobre, estanho, manganês, silício, cromo, diamantes e terras raras. O líder congolês PATRICE LUMUMBA, o segundo maior líder africano depois de Nelson Mandela foi assassinado pela CIA e pelo serviço secreto belga em 1961.
A frança já dominava os países do Norte da África desde os tempos da queda do império romano do oriente, mantinha a Síria, Argélia, Mauritânia, Marrocos, Tunísia e Líbia são também estratégicos no petróleo e ricos em reservas de gás natural e petróleo e mantiveram-se como colônias francesas na ROTA DO MEDITERRÂNEO desde o século XV quando os mouros tomaram Constantinopla e mantinha um poderoso controle militar na região até Charles De Gaule ceder e aceitar a independência dos países da região após três tentativas para matar De Gaule a última foi a gota dágua em 1961 com a morte do pistoleiro inglês Charles Calptrop, O CHACAL, morto pelo serviço secreto francês em julho de 1961. Foi o pai de Bashar Al Assad, general Al Assad que comandou a proclamação da pseudo independência da Síria em 1955. O Egito manteve-se como aliado da Inglaterra após a construção do Canal de Suez, região estratégica para escoamento do petróleo árabe produzido na Pensínsula Arábia, e depois um protetorado russo após a segunda guerra mundial pela construção da represa e hidrelétrica de Assuã nos anos 1950.
A Inglaterra dominou os países da Indochina, Canadá (rico em minérios e metais nobres) e da Ásia e sul do continente africano, regiões ricas em diamantes, ouro, pedras preciosas, petróleo. O Reino Unido preferiu criar “protetorados” denominados “comunidade britânica das nações” para manter suas possessões e as riquezas contidas nas colônias.

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Alan

13 de fevereiro de 2018 às 18h17

1 – Na verdade, os EUA não ficam bem no filme nem mesmo na questão econômica. O patifalismo instalou-se lá bem antes. O prognóstico para a população americana não é dos melhores, quando sua situação já não é boa.
2 – Têm notado o uso recorrente da expressão “guerra fria” ou “nova guerra fria” para as relações atuais EUA x Rússia? E a Rússia não é mais União Soviética, o governo russo não é de esquerda, o presidente Putin cumpre ritual ortodoxo de banho em água a 7 graus e está longe de qualquer liderança sindical. Mas é uma expressão que ajuda a desperceber que em todo o mundo só na América Latina as forças progressistas tem respaldo popular e capacidade de governo para defender soberania nacional contra soberania corporativa.
3 – Guerra fria? Guerra híbrida? Quem cunha essas expressões, não é mesmo? Guerra é … guerra.

Responder

Cláudio

13 de fevereiro de 2018 às 17h12

O que houve com as refinarias construídas por Painhô e pela Estocadora de ventos ??

Responder

    Miguel do Rosário

    13 de fevereiro de 2018 às 17h35

    Se você tivesse dois neurônios, entenderia que as refinarias foram paralisadas pela Lava Jato.

    Responder

      Ilze

      13 de fevereiro de 2018 às 22h23

      Você lacrou na resposta, Miguel do Rosário!

      Responder

      enganado

      14 de fevereiro de 2018 às 19h21

      EXUBERANTE!!!! Nota dez, com louvor!!!!

      Responder

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