Boulos em Recife

Corregedor do CNJ, que perseguiu juízes de esquerda, defende pixuleco-moradia

Por Miguel do Rosário

16 de fevereiro de 2018 : 13h18

João Otávio Noronha, corregedor nacional de justiça, o homem responsável por coibir os abusos do judiciário, vem a público defender… os abusos do judiciário.

O auxílio moradia para juízes que já tem imóvel é um pixuleco. É inconstitucional. É delinquência. É crime. É dinheiro público que deveria ser usado para custear a educação das crianças brasileiras!

As lideranças da magistratura estão cometendo suicídio político, e eu acho isso ótimo, porque é uma instituição podre, reacionária e corrupta, que historicamente sempre se aliou ao autoritarismo, à força bruta, à opressão do povo.

Noronha foi o corregedor que, covardemente, perseguiu juízes cariocas de esquerda, apenas porque eles tinham participado de um ato contra o golpe (enquanto dezenas de juízes que participaram de atos em favor do golpe não foram incomodados). O próprio Noronha, em 2016, vivia dando entrevistas defendendo o golpe.

Detalhe: segundo tabela do @turicas, João Noronha é mais um fura-teto. Em dezembro, ganhou R$ 55 mil.

***

No Estadao

Corregedor nacional de Justiça defende auxílio-moradia a juízes com imóveis

Para João Otávio de Noronha, benefício serve como verba indenizatória para os magistrados

Por Cláudia Trevisan, correspondente nos EUA, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2018 | 22h00

O ministro do STJ João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça. Foto: Divulgação
WASHINGTON – O corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, defendeu o pagamento de auxílio-moradia a juízes que já possuem imóveis nas cidades em que trabalham. Segundo o ministro, o benefício é tratado como “verba de natureza indenizatória” em “qualquer lugar do mundo” e também no setor privado, o que o torna isento do Imposto de Renda.

Em reportagem publicada no domingo, o Estado revelou que o Fisco deixa de arrecadar R$ 360 milhões ao ano em razão do tratamento tributário dado ao auxílio-moradia. Na prática, o benefício funciona como uma complementação salarial para magistrados que possuem imóvel próprio.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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Nelson

16 de fevereiro de 2018 às 23h10

É irmão ou sósia do desprezível Roberto Jefferson?

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Eduardo

16 de fevereiro de 2018 às 19h10

Este exemplo vergonhoso do judiciário , defendido ferrenhamente por todo o seu corpo, me faz crer que no Brasil haverá rápido crescimento das atividades fora da lei! Pergunta que Noronha não tem resposta, não sabe responder, nunca responderá ou burlará : A lei é para ser cumprida ou para ser burlada?

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Eduardo

16 de fevereiro de 2018 às 18h59

João Noronha certamente marcará a historia do judiciário positivamente, mas será lembrado pelos brasileiros nåo corruptos como corporativista, como defensor da falta de ética de quem deveria ensiná-la , da burla covarde da ética pelo judiciário, do interesse
mesquinho de um auxílio a quem não deveria ter, portanto, indevido. Sejam homens, sejam dignos de suas famílias, hajam para que o salário e o teto sejam aumentados dentro da lei e não atrofiem as leis e não sejam seus burladores. Cedo ou tarde pagarão por isso!

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Jáder Barroso Neto

16 de fevereiro de 2018 às 18h06

Reforma nessa “instituição podre, reacionária e corrupta” se inicia com extinção do supremo de merda por Assembleia Constituinte.

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carlos

16 de fevereiro de 2018 às 16h38

Eu acho que esses casos de crime, de lesa-patria deveria serem julgados por um tribunal internacional, porque ninguém pode julgar em causa própria.

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