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Em referendo, 72% dos suíços defendem manutenção da mídia pública

Estou curioso para saber como a imprensa brasileira irá noticiar este fato. Provavelmente irá ignorar solenemente. Os brasileiros, manipulados há anos por uma mídia plutocrática e antipovo, em geral jamais souberam que a mídia predominante nos países mais ricos e justos da Europa são todas públicas. Volksabstimmung in der Schweiz (picture-alliance/AP Photo/A. Anex/Keystone ) Cartaz […]

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Estou curioso para saber como a imprensa brasileira irá noticiar este fato. Provavelmente irá ignorar solenemente. Os brasileiros, manipulados há anos por uma mídia plutocrática e antipovo, em geral jamais souberam que a mídia predominante nos países mais ricos e justos da Europa são todas públicas.

Volksabstimmung in der Schweiz (picture-alliance/AP Photo/A. Anex/Keystone )
Cartaz contra a iniciativa que pretendia acabar com mídia pública na Suíça

Suíços defendem mídia pública em referendo

Cidadãos da Suíça votam contra fim do financiamento da mídia por taxa compulsória. Decisão vem em meio à pressão de partidos populistas para abolir radiofusão pública em vários países europeus.

Os suíços decidiram em referendo neste domingo (04/03) manter o atual sistema de financiamento da mídia pública através do pagamento de uma taxa de 392 euros anuais (por volta de 1.570 reais), rejeitando uma iniciativa popular, apoiada por populistas de direita e liberais, que visava eliminá-la.

Depois da contagem final de votos, 71,6% dos suíços rejeitaram acabar com o atual sistema de financiamento da radiodifusão pública, o que está em linha com o resultado das projeções anteriores.

Conhecido como “No Billag”, a iniciativa popular procurou acabar com a taxa de radiodifusão, chamada de Billag, uma vez que considerava que havia uma concorrência desleal em relação à mídia privada.

O populista de direita Partido do Povo Suíço (SVP) foi a única legenda a apoiar a iniciativa liderada por filiados jovens do SVP, como também dos jovens liberais (Jungfreisinnigen).

Há apenas quatro meses, a iniciativa tinha o apoio da maioria dos suíços, mas uma intensa campanha governamental e o apoio de dezenas de personalidades e órgãos de comunicação públicos, em nível estatal, regional e local, que usufruem deste modelo de financiamento, levou a que os suíços não apoiassem a eliminação da taxa.

O governo argumentava que a Suíça é um país muito diversificado cultural e linguisticamente, pelo que é necessário haver uma rede de órgão de comunicação social públicos, embora isso tenha um custo elevado, mas que é compensado pelo reforço dos valores democráticos e pelo respeito pela diversificação.

A decisão dos suíços vem em meio à pressão que a mídia pública vem sofrendo em vários países da Europa, como na Polônia e na Hungria, onde governos de direita passaram a controlar a radiofusão estatal para seus interesses. O mesmo teme-se que aconteça na Itália, com a possível vitória dos populistas de direita.

Também na Alemanha e no Reino Unido, países onde a mídia pública é financiada por taxa obrigatória, partidos populistas de direita, como a Alternativa para a Alemanha (AfD) e o Partido da Independência do Reino Unido (Ukip), defendem a privatização da radiofusão.

De qualquer forma, a discussão em torno da taxa obrigatória de radiofusão já fez com que Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão anunciasse uma redução significativa da Billag a partir de 2019.

CA/afp/dpa/lusa

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Alvaciro Silva

08/03/2018 - 12h32

Tambem acho que deveriamos criar um canal do Temer e uma taxa de 1000 reais por ano para cada residencia para que o presidente financie sua propaganda.

twoprong

07/03/2018 - 12h27

Suíços bolivarianos dilmistas castristas chinesistas esquerdistas do foro de são paulo. Bandeira vermelha.


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