Cafezinho 5 minutos: o conceito de autocrítica

A derrota semiótica do golpe

Por Miguel do Rosário

11 de março de 2018 : 02h35

Não deixa de ser irônico assistir à mídia golpista ser obrigada a noticiar o sucesso das aulas sobre o golpe. Isso mostra uma coisa. O trabalho de informação e denúncia vale sim. O golpe está sendo combatido com a mesma arma com que ele foi feito: semiótica.

No G1 (G de Golpe, 1 de golpista número 1)

Com 850 inscritos no ‘curso do golpe’, Unicamp vai disponibilizar aulas em vídeo

Alta procura fez Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) reservar mais salas. Aulas começam na segunda-feira (12), a partir das 17h.

09/03/2018 18h05 Atualizado 09/03/2018 18h05

O Instituto de Filosofia e Ciência Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) recebeu 850 inscrições para o curso livre “O Golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, para discutir o impeachment da ex-presidente da República Dilma Rouseff (PT), em 2016. Por conta da alta procura, a instituição decidiu disponibilizar as aulas em vídeo. No entanto, quem participar da atividade pela internet não vai receber o certificado.

A instituição ainda vai detalhar como os interessados vão poder assistir às atividades pela internet. Os professores convidados irão ministrar 30 aulas, que começam na próxima segunda-feira (12). Ao longo das 15 semanas de estudo, sempre as segundas e as terça-feiras das 17h às 19h, serão abordados temas como a “caracterização de golpe de Estado na teoria política”, “fragilidade da democracia no Brasil”, “sindicalismo diante do golpe” e “devastação do trabalho na era Temer”.

Os 850 inscritos poderão participar do curso presencialmente, já que a universidade disponibilizou mais aulas por conta da alta demanda.

A ideia surgiu após a Universidade de Brasília (UnB) anunciar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” como parte da grade curricular do curso de ciência política. Foram ofertadas 50 vagas para a matéria e 40 delas foram preenchidas pelos alunos da graduação. Na época, a universidade chegou a receber críticas do ministro da Educação, Mendonça Filho.

Wagner Romão, chefe do Departamento de Política da Unicamp, destacou que o curso terá o mesmo foco proposto pela UnB apesar de abordar também ações do governo federal, inclusive no que se refere à segurança pública e as eleições gerais. Clique aqui e veja a programação completa do curso.

“O conteúdo vai ser um pouco distinto, tratando daquele contexto de 2016, tratando das políticas publicas e ações do atual governo [Michel Temer]”. Segundo Romão, a proposta tem apoio de ao menos 20 docentes e nasceu em solidariedade ao professor Luis Felipe Miguel, que ministrará o curso na UnB e participará como convidado em algumas aulas da Unicamp.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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26 comentários

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Luis

12 de março de 2018 às 15h43

O interessante são os comentários dos leitores do G1. Meus Deus, é de rir pra não chorar. São uma atração a parte.

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Ivan José Ellena

12 de março de 2018 às 13h28

casa de campo

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Alvaciro Silva

12 de março de 2018 às 12h42

A revolucao de 2016, onde o levante popular pressionou os politicos e retirou o poder da Dilma, deixoulamentavelmente um governo provisório de 2 anos, até que novas eleicoes fossem realizadas. Mas penso que em 2018 tudo volta ao normal, pois teremos possibilidade de escolher novamente os governantes

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    Lucio Lopes

    12 de março de 2018 às 14h15

    O povo verde e amarelo é o único capaz de se mobilizar. A esquerda perdeu as ruas.

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    Beto Castro

    12 de março de 2018 às 18h26

    Seu nome deveria ser Alvaciro Gomes. Eleições sem Lula é fraude e atentado contra a democracia.

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assim falou Golbery

12 de março de 2018 às 11h56

por todos os lados, são apenas um bando de imbecil. Pois ter que explicar para aluno do ensino superior , de ciência humanas até, que houve golpe, é uma ato estúpido. Por outro lado, o ministro esquece que a ditadura tinha ido apenas tomar um sol e já voltou, portanto, bastava procurar pelos porões do MEC que há lei que obriga nesse caso o MEC nomear general para fazer parte do corpo docente da disciplina com direito de falar 80% em toda aula e ainda reservar 90% das vagas para matricular subordinados que podem comparecer armado nas aulas e se por ventura atirar em algu[em, é território de guerra sem qualquer penalidade

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Tati

12 de março de 2018 às 09h11

850 inscritos somente?
Por que esse baixissimo numero?
Total desinterese das pessoas

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Beto Castro

11 de março de 2018 às 21h55

Essas aulas dissecando o Golpe de Estado que tornou a democracia brasileira uma letra morta só terá sentido se apontar o passo a passo do mesmo e os seus participantes um por um sugerindo uma pesada punição aos que conspiraram contra a Constituição Federal, o Estado Democrático de Direito, praticaram a tortura psicológico e o Lawfare, além do aparelhamento da justiça e principalmente a liquidação das empresas estratégicas nacionais que estão sendo dilapidadas. A entrega do Pré-sal e o sucateamento da Petrobrás, das nossas potencialidades em energia e da empresa estratégica fabricante de aviões devem ser enquadradas como traição hedionda contra a Pátria e a Segurança Nacional. Ou então, não somos uma Nação Republicana, mas uma colônia de traidores impunes. A violência contra os trabalhadores e a tentativa de acabar com as aposentadorias dos brasileiros podem ser enquadrados como uma tentativa de genocídio e holocausto nazistas premeditados. Como não podem ser fuzilados devido a ausência de pena de morte no ordenamento jurídico, todos os golpistas conspiradores deveriam ser condenados a no mínimo a 50 anos de prisão, pois os calhordas jogaram o país num conflito entre brasileiros, Estados e regiões semelhante à preparação de uma guerra civil. À destruição das maiores empresas nacionais em tecnologia da construção cabe o agravamento das penas cominadas com a corrupção dos carregadores de mala dos tucanos ladrões. Os golpistas vieram preparados para uma guerra e como tal devem ser recepcionados pelos patriotas. Os processos de traição devem ter o respaldo dos governadores dos partidos que foram perseguidos com fins de burlar as eleições e a soberania popular. Todas as legislações fraudadas pelos golpistas devem ser anuladas por vícios de atentado à Constituição e à democracia. Esses dissimulados antipatrióticos tem que saber que não sairão impunes desta conspiração para destruir a Pátria e o futuro dos brasileiros. Quem viver, verá! Os prejuízos de R$ bilhões ao país já causados devem ser ressarcidos através do congelamento sumário de seu bens, no Brasil e nos paraísos fiscais no exterior.

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Arlete A de Moraes

11 de março de 2018 às 15h11

Na minha vida escolar inteira nunca tive um ensino decente de historia do Brasil. Só ensinam sobre a Descoberta do Brasil, a Descoberta das Americas, etc enfim somente historia do passado. Acho importante que seja ensinado a historia do seculo XX e principalmente do seculo XXI , a todos os estudantes em vez de ficar ensinando historia romanceada sobre as nossas origens.

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    Bruno Wagner

    11 de março de 2018 às 15h55

    E o mais importante, ensinar como se faz, se escreve a história. Que é feita com método, com a análise de documentos, etc, e não com opiniões tiradas da bunda.

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Meneses

11 de março de 2018 às 14h08

Uma ideia boa colocada em prática que abre caminho para outras além de aumentar a força da luta.

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Reginaldo Gomes

11 de março de 2018 às 13h44

Muito bom.
Devem ser criados , também, os seguintes cursos de extensão em todas as universidades:
– Curso de Extensão em Lawfare;
– Curso de Extensão em Guerra Híbrida;
– Curso de Extensão em Fake news;
(presencial e a distância)

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Benalva dos Santos Lima

11 de março de 2018 às 12h57

Excelente notícia! Vamos reagir, a classe trabalhadora precisa derrotar esses fascistas golpistas inimigos do povo! A luta continua….!

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assim falou Golbery

11 de março de 2018 às 11h49

não sei que valor há em derrotar que tem o Frota por maior referencial educacional. Portanto, menos ainda teria esse como saber que mexer com universidade pública estais mexendo com que pode fazer até as maiores escatologias , bem como lei, ética e moralidade do jeito que interessar para o bando. Veja um exemplo: ++++++++++++++++
[ Antes de encerrar, vou fazer um breve comentário sobre um tema já tratado aqui hoje: a composição do Conselho Superior em consonância com a legislação. Algumas universidades tem conselhos paritários, diferente do que preceitua a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Todavia, nas votações e nas assinaturas das atas, tudo transcorre de acordo com a proporcionalidade prevista em Lei. Explico. Por exemplo, mesmo que o Conselho Superior seja composto por 10 professores, 10 técnicos e 10 estudantes, há uma combinação prévia de maneira que, ao votar, e ao assinar a ata, a lista é constituída proporcionalmente por 70 por cento de docentes, e os restantes 30 por cento de técnicos e discentes. Para que seja assegurado o cumprimento da legislação e não haja insegurança jurídica nas decisões tomadas pelo Conselho.
Isso é fruto de amadurecimento. Fruto de conhecimento. E fruto de respeito entre os pares e da comunidade para com seus dirigentes.
Assegurar a garantia de direitos e o cumprimento dos deveres é responsabilidade de todos nós, enquanto servidores públicos, especialmente em uma instituição de ensino.
Santarém, 01 de março de 2018
Prof. Dr. Anselmo Alencar Colares]
http://www.facebook.com/anselmo.colares/posts/1805175496168224, acesso 05\03\2018

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Jane

11 de março de 2018 às 11h22

Espero que incluam noções de geopolítica. Porque afinal, o buraco é “mais em baixo”, ou melhor é MAIS EM CIMA, no Hemisfério Norte. Os golpistas daqui (incluindo a golpista número 1) são meros quintas colunas.

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Brasileira

11 de março de 2018 às 11h05

Bom dia, Miguel “Cafezinho” do Rosário, obrigada por esta excelente informação, a maioria de nós não têm condições de fazer o curso presencial, mas Online dá pra muita gente fazer. Que tal se os Blogs Progressistas oferecessem esse curso Online, seria umas forma de ampliar o conhecimento do que está acontecendo e uma fonte de Renda para os Blogs. O Curso precisa chegar aos sindicatos( Helloooou CUT? sai do marasmo , meus filhos…, colégios, universidades, fábricas e por incrível que pareça até nos Partidos Políticos), a procura é enorme porque o povo quer saber o que está acontecendo,o porquê do desmonte de uma Nação: Papel da Mídia, Militares, Bilionários Financiadores, MBL, Vem pra Rua, Endireita Brasil e outros grupos mercenários, Partidos Políticos etc etc etc etc etc etc. CONHECEI A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!!!

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ANTONIO GILMAR LIMA DE OLIVEIRA

11 de março de 2018 às 10h57

Iniciativa maravilhosa essa do Curso de Extensão do Golpe 2016. As forças de direita envolvendo pessoas do Executivo, Legislativo, Judiciário e Grande Mídia, entraram numa sinuca de bico. Se Lula for encarcerado a ONU vai se pronunciar fortemente a favor dos Direitos Humanos de Lula que estão sendo desrespeitados e o candidato progressista indicado pelo PT será imbatível. Com sua eleição Lula será solto e o Estado Democrático de Direito voltará a reinar. Pessoas que estavam encima do muro estão descendo e posicionando-se contra o Golpe.
Avante povo brasileiro, vamos salvar a nossa Pátria!

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luiz krempel

11 de março de 2018 às 10h52

VEJA SÓ PARA O MEU PENSAR TODA ESSA PRQGRAMAÇÃO FEITA E EXECUTADA PARA INTELECTUALOIDE DO MOMENTO SIGNIFICA MATAR CURIOSIDADES E DAR CONHECIMENTO A QUEM JÁ TEM,QUEM DE FATO ESTÁ NECESSITANDO DE AJUDA INDEPENDENTE DE SER CULTO OU NÃO É A MASSA TRABALHADORA ELA SIM PRECISA SABER QUEM SÃO SEUS INIMIGOS ESCRAVOCRATAS EXPLORADORES DE SEU TRABALHO E SAÚDE E DE TER CONSCIÊNCIA QUE AINDA HABITAM A SENZALA HÁ MAIS DE 500 ANOS POR IMPOSIÇÃO DO CAPITAL DESUMANO AMBICIOSO ,HÁ NECESSIDADE PORTANTO DE MUDANÇA NO TEMA PROPOSTO AO INVÉS DE AULAS DO ASSUNTO JÁ CONHECIDO .REALIZAR AULAS DE COMO INSTIGAR O TRABALHADOR ENFRENTAR SEU INIMIGOS NO CORPO A CORPO NA GUERRA QUE VIVEMOS…Tenho dito.

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Brasileira

11 de março de 2018 às 10h51

Bom dia, Miguel “Cafezinho” do Rosário, obrigada por esta excelente informação, a maioria de nós não têm condições de fazer o curso presencial, mas Online dá pra muita gente fazer. Que tal se os Blogs Progressistas oferecessem esse curso Online, seria umas forma de ampliar o conhecimento do que está acontecendo e uma fonte de Renda para os Blogs. O Curso precisa chegar aos sindicatos( Helloooou CU? sai do marasmo , meus filhos…, colégios, universidades, fábricas e por incrível que pareça até nos Partidos Políticos, a procura é enorme porque o povo quer saber o que está acontecendo,o porquê do desmonte de uma Nação: Papel da Mídia, Militares, Bilionários Financiadores, MBL, Vem pra Rua, Endireita Brasil e outros grupos mercenários, Partidos Políticos etc etc etc etc etc etc. CONHECEI A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!!!

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Mirtes

11 de março de 2018 às 10h23

Derrota semiótica. Conta outra.

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Luiz Alberto Ferre

11 de março de 2018 às 08h46

O Brasil ainda tem jeito!
A “Democracia capenga” da era temer cambaleia. Porém, resistirá aos ataques temer (ário) dos golpistas e, forças intelectuais e democráticas emana dos meios que oferecem resistência aos ataques sistêmico das forças arcaicas representada por segmentos do empresariado escravagistas, daí surge ataque aos Direitos cltistas e previdenciário.
O consórcio composto por representantes do judiciário, barões da mídia, FIESP/FEBRABAN, que espetaculariza a ‘justiça’, triste tempos tenebrosos para os brasileiros.

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Miguel F Gouveia

11 de março de 2018 às 08h27

Deveria ter um módulo sobre o papel dos meios de comunicação e da internet no golpe e a influência de fake news

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Mabel Chaves

11 de março de 2018 às 07h46

Bravo pelo curso em video. Ex-aluna da FAFICH(UFMG) e diplomada pelo IFCS(UFRJ), trabalhando e morando na Suiça ha 40 anos, tenho vivo interesse em participar dessa formaçao à distancia, mesmo sem certificado.
Obrigada por me informar das modalidades de participação.
Queiram aceitar minhas melhores mensagens.
Mabel Chaves

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Gilmar Miranda

11 de março de 2018 às 05h40

Qual o significado de “derrota semiótica”?
Acho que o trabalho de informação deve evitar termos que criem dificuldades de entendimento. A gente precisa consultar um dicionário, ainda que com as facilidades oferecidas pela Internet.

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    Marcelo Figueiredo

    11 de março de 2018 às 06h34

    Por isso só o Lula consegue chegar no povão o que o resto da esquerda metida a intelectual com palavreado difícil nunca conseguirá. Tipo a Carta Capital, a única revista de esquerda e que poucos conseguem ler, por isso tem uma tiragem ridícula.

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      franklin j. pe

      11 de março de 2018 às 10h39

      Tem esse tipo de linguagem para evitar processos

      Responder

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