Ciro Gomes ao vivo na Band

O pré-sal e as intrigas

Por Miguel do Rosário

20 de junho de 2018 : 21h58

A bancada governista obteve uma vitória esmagadora esta noite, com um placar de 217 X 57, aprovando o projeto de lei 8939/17, de José Carlos Aleluia (DEM), que permitirá a Petrobras vender a terceiros 70% do que possui na área de cessão onerosa.

A oposição se manteve unida contra o projeto. PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSB, até mesmo a Rede, tentaram de todas as maneiras impor obstruções, requerimentos de cancelamento e, por fim, destaques paliativos, mas perderam todas as votações.

A obstrução permanece, de maneira que ainda não há uma solução definitiva para o impasse.

Eu queria aproveitar a oportunidade para tentar pôr um ponto final a uma nova intriga partidária, fruto das tensões eleitorais, segundo a qual parte do PDT teria se bandeado para o lado do governo (ou para o “golpe”), com 11 deputados da legenda votando em favor do requerimento de urgência para o projeto em questão.

De fato, inexplicavelmente o PDT deliberou “sim” para o requerimento de urgência, e alguns deputados, num total de 11, segundo os sites que deram a notícia, votaram em seu favor. Ainda não entendi também porque a liderança da Minoria, exercida pelo PT, liberou a orientação para as bancadas dos partidos aliados.

O sim para a urgência obteve 281 votos (24 votos a mais que o necessário), de modo que os supostos votos do PDT em favor não fizeram diferença no resultado final. Isso não os desculpa, claro, mas também não nos autoriza a atribuir-lhes uma culpa que não é deles, já que o PDT, na votação do Projeto, se posicionou contra ele.

O líder do PDT na Câmara, o deputado André Figueiredo (CE), fez discursos duros contra o PL. Manuel Dias, ex-ministro do Trabalho no governo Dilma, e um dos quadros mais importantes do PDT, também se posicionou publicamente contra o PL.

O campo progressista tem de tomar muito cuidado. O governo Temer, aparentemente, está aproveitando o esfriamento da temperatura política, provocada pela Copa do Mundo, e o progressivo desvio de atenção de partidos, imprensa e sociedade para o processo eleitoral, para reconstruir sua maioria no congresso, inclusive às custas de jogadas espertas para dividir, enganar e confundir a oposição.

Nesse contexto, intrigas eleitorais baixas não vão ajudar a esquerda a formar um bloco coeso contra o governo. Fiz um levantamento do histórico do PDT do golpe para cá. O partido votou 100% contra o projeto de lei que desonerava as multinacionais do petróleo (a chamada MP do Trilhão), e assim tem se posicionado em todas as votações que tratam do pré-sal e/ou de outros projetos importantes.

Com algumas exceções, infelizmente.

O PDT tem suas contradições. Mario Heringer, presidente do PDT em Minas Gerais, por exemplo, tem posições mais conservadoras do que o resto da legenda. Foi um dos deputados que votaram em favor do impeachment.

Essas contradições das legendas progressistas precisam ser tratadas com inteligência, e não com sectarismo eleitoreiro, como vimos fazer o PCO, em sua nova função de “consigliere do PT”. O PCO, em sua obsessão de manter o PT isolado de outras forças políticas, ou por alguma birra inconsequente, tem assumido uma postura de fortíssima animosidade contra o PDT e Ciro Gomes. Alguns sites progressistas e setores da militância petista têm seguido o mesmo rumo. Qualquer título de jornal, qualquer suposta “informação” colhida às pressas, que possam ser usados para gerar uma “narrativa” de ataque a Ciro Gomes, são açodadamente convertidos em manchetes sensacionalistas e textos envenenados.

O PSB votou maciçamente em favor do impeachment, e mesmo assim é uma legenda considerada estratégica por todos os partidos de esquerda, incluindo o PT. E com razão, porque os parlamentares do PSB tem votado, nos últimos tempos, de maneira alinhada com os interesses populares e nacionais. O avanço da luta de classes vem fazendo o PSB migrar de volta a seu leito ideológico original.

PDT e PSB tem de ser tratados como amigos, e atraídos politicamente para o núcleo da centro-esquerda, a qual precisa crescer e reconquistar setores do centro,  e até mesmo da centro-direita, desde que isso, naturalmente, signifique fazer a sociedade avançar na direção certa. Isso requer um esforço constante para neutralizar intrigas.

Os partidos não são instituições estáticas. Seus parlamentares, quadros e militantes são animais políticos que podem ir para um lado ou outro, conforme o desenvolvimento das lutas sociais. Este ano, haverá eleições. Os parlamentares do campo popular que não ficarem afinados com o discurso de seu candidato majoritário (Lula, Boulos, Manuela ou Ciro Gomes) terão dificuldades para se reelegerem – e nós temos que cuidar para andem na linha ou pulem fora.

Recentemente, por exemplo, houve dois casos lamentáveis de intriga partidária. A primeira delas nasceu de uma entrevista de Nelson Marconi, coordenador do programa de governo de Ciro Gomes, à BBC. Um trecho da entrevista, transcrito com alguma ambiguidade pela agência, foi tratado com sensacionalismo hostil por vários sites. As manchetes falavam que  “Ciro defende privatização de refinarias”. Não era verdade. Felizmente, as redes sociais conseguiram desmontar rapidamente essa intriga.

Em seguida, aconteceu outro caso de intriga: o Globo publicou matéria afirmando, no título, que “Ciro nega indulto a Lula”. Alguns sites ou militantes reproduziram o título da reportagem sem nenhuma preocupação de que estavam repassando, em certo sentido, uma “fake news”, já que o sentido que davam ao conteúdo era exatamente o oposto da realidade.

Quem se dignasse a se logar no site do Globo e ler a matéria, veria que a frase completa de Ciro dizia que ele se negava a prometer indulto ao ex-presidente por considerar sua sentença “injusta”. O próprio Lula, através de recados dados via Gleise e Paulo Okamoto, já deixou claro que não quer candidato nenhum defendendo indulto para si, porque indulto é para culpados, e ele defende sua inocência.  E se um candidato pretende mesmo indultar Lula, é melhor que não fale nada, porque tal promessa apenas criaria embaraços eleitorais, políticos e quiçá até mesmo jurídicos para si e para o próprio ex-presidente. Se alguém for indultar Lula, que o faça sem avisar antes.

Além disso, não podemos esquecer que o STF cancelou os indultos sancionados pelo presidente Michel Temer, os quais lhe tinham sido encaminhados por um Conselho estabelecido justamente para esse fim. Ou seja, não adianta hoje sequer ter a prerrogativa de indultar. Como tudo no país, é preciso antes construir maioria na opinião pública, com força suficiente para fazer pressão sobre o judiciário. Ou melhor, com força para neutralizar as pressões vindas da mídia.

A esquerda não tem o direito de fazer uma leitura delirante da realidade. A votação de hoje na Câmara demonstrou que ela está em franca minoria no Congresso, e nada indica que sua situação esteja muito melhor na sociedade.

Para este ano, não basta ganhar as eleições. O campo progressista tem de ir além da vitória nas urnas. Ele precisa também de uma grande vitória política e moral. E isso só pode acontecer se construirmos maioria na classe média, entre os estudantes, entre intelectuais, conquistando cada vez mais, via argumentos convincentes, setores amplos e plurais da sociedade. Para isso se materializar, não devemos seguir os conselhos de sectários, nem ficar o tempo inteiro à espreita para flagrar erros, contradições ou mesmo escorregadelas de nossos aliados. A crítica é válida e necessária. Mas a pegadinha, o jogo sujo, a armadilha narrativa, apenas nos levarão a mais derrotas.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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Nilson Moura Messias

21 de junho de 2018 às 19h22

Sobre as alianças de Ciro, nada a comentar. São óbvias, do mesmo campo. Mas o cafeznho do ciro, anda calado, o blog acabou?

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Mauricio Correa

21 de junho de 2018 às 13h32

Boa tarde, em relação a votação da PL 8939/17(doação dos blocos do pré-sal), dos 46 deputados do PT, 32 apenas votaram em obstrução. Dentro da turma dos 14 restantes, para info, estavam os ditos deputados “guerreiros”. Tirem suas próprias conclusões.

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joão

21 de junho de 2018 às 13h18

é meu amigo, seu candidato já tá firmando compromisso com a direita que beleza

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Alan Cepile

21 de junho de 2018 às 11h10

A sensação que dá e que o golpe fica a cada dia mais forte.
Hoje no congresso temos 1 parlamentar alinhado com as forças populares para 4 alinhados com os golpistas. Difícil….
Quanto a atuação do PT e do PDT nesta votação, foi lamentável, os dois.

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Thiago Araujo

21 de junho de 2018 às 07h33

Gostei e achei muito apropriado quando a matéria diz: o PCO assumiu a ” nova função” de “consigliere do PT”.
Consigliere é termo italiano que designava, comumente, o “conselheiro, o conciliador” da MÁFIA italiana.
O PT, já não bastasse todas as suspeitas e acusações que pesam sobre sí, agora assume seu papel MAFIOSO.
Com relação às questões da PETROBRÁS, qual a diferença entre o que a Lei aprovada autorizou e o que era feito antes?
ANTES, o lula deu uma refinaria inteira, de graça, para a Bolívia, a dilma “comprou” uma sucata em passadeena e os coitados dos cofres da empresa Petrobrás eram saqueados diuturnamente, na calada da noite ( e do dia) por corruptos que são defendidos com veemência por quem agora diz-se progressista, detentor de predicados morais ultra-nacionalistas, que apontam o dedo para a aprovação da Lei, ora em comento.
A diferença?
Antes ninguém via e ninguém sabia…
Agora, o “achaque” ao Brasil está publicado no DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

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    Ricardo JC

    21 de junho de 2018 às 08h17

    Bom dia Miguel. Não sei se você está feliz com o que está acontecendo no blog. Ele, no momento, está infestado de internautas que não querem sequer argumentar, mas apenas repetir mantras expressos pela mídia. Está realmente desagradável. Não vou nem perder meu tempo respondendo a pessoas que acham que o esquema de corrupção na Petrobras foi montado pelo PT e tampouco argumentar qualquer coisa sobre Pasadena…vide toda a questão relacionada ao refino de petróleo, hoje, no país. Bordões rasos e pouca reflexão. O blog está ficando lamentável.

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      Miguel do Rosário

      21 de junho de 2018 às 08h54

      Isso sempre acontece quando os comentários ficam abertos, sem moderação, Ricardo.

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      Olavo

      21 de junho de 2018 às 13h51

      Não sei pq os militantes de esquerda não suportam ouvir comentários contraditórios aos seus. Para eles só vale quando o comentário é favorável. É esta a democracia de que tanto falam? Vá no site Antagonista e veja o que é ser um site sem censura. Miguel, vc está certo em dar espaço para quem não reza a cartilha Lulopetista, parabéns!!!

      Responder

      Régis

      21 de junho de 2018 às 14h28

      Sempre achei que a liberação dos comentários aqui neste blog foi caso pensado. O objetivo era liberar espaço para os coxinhas detonarem Lula e o PT, então Ciro assumiria a posição de uma nova esquerda renovada.
      É preciso verificar quem são os patrocinadores deste blog, e então refletir se esses exigiram a liberação dos comentários em geral, para massacrarem Lula e o PT e turbinarem em seguida a campanha de Ciro.

      Responder

        Nilson Moura Messias

        21 de junho de 2018 às 19h25

        O blog, agora é de direita. O cafezinho, Ciro, DEM.

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    Nelson

    21 de junho de 2018 às 17h42

    “ANTES, o lula deu uma refinaria inteira, de graça, para a Bolívia…”

    Tu poderias nos poupar dessa mentiralhada propagada pelo PIG, meu caro Araújo.

    O que o Evo Moráles fez, quando assumiu o governo boliviano, foi refazer/renegociar os contratos de exploração de petróleo e gás que tinham sido assinados por governos anteriores, governos corruptos e vende-pátria até a medula. Eram contratos assinados não só com a Petrobras, mas com outras mega corporações do petróleo.

    Os contratos assinados por esses governos previam que 85% da renda gerada na exploração desses bens seria carreada para os cofres das corporações multinacionais e de seus acionistas, enquanto apenas 15% seriam destinados ao povo boliviano, legítimo dono dessas riquezas.

    Assim, o que fez Evo Morales, corretamente, foi governar em benefício de seu povo e de seu país, rompendo com esses contratos absurdos, indizíveis. Uma postura bem diferente de notórios vendilhões da pátria que temos por aqui, como Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

    Quanto ao Lula, ele somente reconheceu o direito do povo boliviano de não continuar sendo explorado, reconheceu o direito dos bolivianos de receberem os valor justo por seu petróleo e gás. Evo Moráles impediu a continuação da espoliação histórica a que vinha sendo submetido o povo vizinho. É de lembrarmos de como as imensas reservas de estanho e de prata, grandes riquezas bolivianas, foram roubadas em séculos passados.

    Responder

Régis

21 de junho de 2018 às 03h35

“Para isso se materializar, não devemos seguir os conselhos de sectários, nem ficar o tempo inteiro à espreita para flagrar erros, contradições ou mesmo escorregadelas de nossos aliados. A crítica é válida e necessária. Mas a pegadinha, o jogo sujo, a armadilha narrativa, apenas nos levarão a mais derrotas.”
Essa frase acima, escrita por Miguel, só demonstra o contorcionismo para negar o inconfessável. O PDT na prática é neoliberal, seus deputados federais são lobistas pro mercado, são agentes à serviço da banca Internacional que vai engolindo todas as riquezas naturais pertencentes aos Estados (Nações) e usurpando desta forma riquezas que deveriam beneficiar toda sociedade civil.
Não se trata de flagrar erros, contradições ou escorregadelas dos membros do PDT, Miguel. Trata se de comprovar atitudes desonestas de quem assumiu um discurso nacionalista e de esquerda, mas que na hora de agir, exerce de forma completamente oposta. Isso é desonestidade pura.
Jair Bolsonaro é um boçal, não concordo com suas idéias retrógradas, mas não posso acusa-lo de ser desonesto, ele exprime o que pensa e quem concorda vota nele. O PSDB todos sabem que irá entregar nossas riquezas a preço de banana aos estrangeiros, e quem concorda vota nos tucanos. Mas agora, se dizer nacionalista e logo em seguida agir de forma entreguista, é de uma falta de caráter inominável. Ciro, assuma que é candidato pró mercado e faça uma campanha honesta. Não ludibria as pessoas, seja sincero nas falas e atitudes, pois o PDT esta agindo da pior forma possível, eles sim estão fazendo jogo sujo.

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    Miguel do Rosário

    21 de junho de 2018 às 08h50

    Regis, mas eles votaram contra o Projeto. E tem votado contra o entreguismo e o governo Temer em todas as votações no congresso, desde o golpe. Você está se confundindo.

    Responder

      Régis

      21 de junho de 2018 às 14h17

      Então por quê 11 deputados dos 15 do PDT votaram a favor da urgência para se debater a Cessão Onerosa? Aí quando fossem votar pra valer, pra cancelar, eles espertamente votariam contra, para não se queimar perante o eleitorado, mas já sabendo que os votos de seu partido não fariam mais diferença no resultado. Deram uma forcinha para a direita no primeiro momento, depois recuaram, sabendo que o quórum no Congresso seria maior, e era tudo que a direita precisava. Isso é jogo sujo.

      Responder

        Miguel do Rosário

        21 de junho de 2018 às 18h00

        Não sei, Régis. Mas o artigo é bem claro. Esses 11 aí, que inclusive preciso confirmar, não mudaram o resultado da urgência. Mas é importante dar um voto de confiança num parceiro leal, que sempre votou em favor da Petrobrás. E na votação do Projeto, votou contra.

        Responder

Dorgival

21 de junho de 2018 às 02h39

Segundo o raciocínio dos filhotes do MBL que pululam este blog, Jesus Cristo que escolheu a dedo Judas Iscariotes para ser um dos seus 12 apóstolos é o responsável por sua própria crucificação. Êta gentalha infame!

Responder

Manoel

21 de junho de 2018 às 01h23

Miguel dando voltas e voltas na praia!!

Responder

Gabriel Soares

20 de junho de 2018 às 23h09

O PCO tem quantos deputados federais e quantos senadores e tem poder de falar pelo pt no 247

Responder

Nilson Moura Messias

20 de junho de 2018 às 22h43

O PDT é um partido de direita. Simples!

Responder

    Brasileiro da Silva

    20 de junho de 2018 às 22h47

    Sim. De esquerda é o PT, que me nome do povo manteve um esquema gigantesco de corrupção na Petrobras.

    Responder

    Gabriel Soares

    20 de junho de 2018 às 23h11

    À esquerda do pt tá toda presa Eduardo Cunha e Sérgio Cabral e outra parte tá no palácio do planalto o Temer vocês não tem moral pra falar de esquerda e direita

    Responder

      Brasileiro da Silva

      20 de junho de 2018 às 23h18

      Calma lá. Quem colocou Temer e companhia no poder? Papai noel ou a fada dos dentes?

      Responder

        Ricardo JC

        21 de junho de 2018 às 08h09

        A Globo. Simples assim.

        Responder

        Paulo

        21 de junho de 2018 às 12h23

        Brasileiro da Silva, apesar de vc ser um infiltrado aqui, vou te responder quem botou Temer na cadeira da presidência desta republiqueta:

        –Globo +PSDB +Aécio +Eduardo Cunha + Temer + Congresso Corrupto + Coxinhas Patos Paneleiros e Manifestoches inconformados com a derrota de Aecim.

        Vc fez parte destes apoiadores da ascensão de Temer de vice vigarista a presidente?

        Responder

          Olavo

          21 de junho de 2018 às 13h53

          kkkkk, mas quem votou no Temer e Dilma foram os 55 milhões de esquerdistas. Não adianta agora querer tirar o corpo fora e jogar a responsabilidade em outras pessoas. Vcs da esquerda vão carregar para sempre a vergonha de ter colocado no planalto a pior dupla já existente, Dilma e Temer. E agora vão fazer o mesmo quando dizem que irão votar em quem o Lula mandar…

          Responder

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