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Quem não entende de economia pode resolver uma crise econômica?

Por Pedro Breier

26 de outubro de 2018 : 16h26

Estamos vivendo uma das piores crises econômicas da nossa história. Recessão, desemprego, salários baixos. Miséria e fome de volta.

É hora de eleger alguém extremamente capacitado para tirar o país do buraco, correto?

Não pra todo mundo.

Os eleitores de Bolsonaro votarão nele conscientes de que ele não sabe nada de economia (e de saúde pública, de educação, etc.).

“Ao menos ele é sincero quanto a isso e não mente como os outros políticos”, dizem eles.

Parece uma piada, mas não é.

Ver pessoas pretendendo votar em alguém que admite que não sabe nada de economia porque… ele “ao menos admite que não sabe” é chocante. De cair os butiá do bolso, como dizem na minha terra.

Eu não sei nada sobre arquitetura. É razoável que eu projete um prédio apenas porque eu sou sincero e admito que não sei como fazer?

Bolsonaro supostamente escolheria os melhores para cada área. Uma simples pergunta desmonta essa solução genial para a inépcia de Bolsonaro: se ele não sabe nem o básico de economia, como vai escolher os melhores? O tal do Paulo Guedes pode ser um grande enrolão. Como Bolsonaro vai saber disso, se não sabe nada sobre o assunto? Descobriremos todos juntos se Guedes é um embuste, é isso?

Uma crise econômica dessas não é brincadeira.

Colocar um cabra que admite não saber nada sobre economia para administrar o país, ainda mais num momento grave como esse, seria a maior piada de mau gosto da história da República.

Pedro Breier

Pedro Breier é graduado em direito pela UFRGS e colunista do blog O Cafezinho.

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25 comentários

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Franco

29 de outubro de 2018 às 07h51

Eu acreditaria em política econômica séria e bem intencionada do Bolsonaro se ele tivesse dito que faria uma auditoria da dívida pública, que acabaria com a farra dos Refis, dos financiamentos a fundo perdido e da desoneração fiscal que os opositores tanto condenam mas que foi aplicada como medida anticíclica circunstancial e que possibilitou que a crise americana em 2008 por aqui se fizesse sentir como uma marolinha. O que é mais oneroso para o país? Demitir funcionários públicos e fechar empresas estatais que representam apenas 1% do PIB ou acabar com a sangria criminosa dos juros e amortizações da dívida no ralo das quais são liquidados até débitos já prescritos?

Privatifaria, como já foi demonstrado pelos governos neoliberais anteriores e que só serviram para enfraquecer o poder do estado e gerar desemprego e infelicidade ao povo trabalhador é que nunca foi nem será solução. E quanto ao relacionamento com os BRICS, porventura o novo chefe do Itamaraty irá manter ou vai aderir de vez ao imperialismo e exclusivismo yankee?

Dias de incerteza e mais sombrios se aproximam. Agora é torcer por um prêmio de loteria e se mandar para Portugal embora não tenhamos mais a Varig – extinta de forma deliberada pelos mandatários de plantão da mesma forma como fizeram injustamente à Panair do Brasil de tão saudosa memória e glamour. Quem viver verá!

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JORGE WERNER

27 de outubro de 2018 às 10h29

DILMA ENTENDIA DE ECONOMIA ? e o LULA QUE ESTA PRESO ?

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    Nostra

    27 de outubro de 2018 às 12h44

    O cara repete como um demente. Rapaz, a mer.da que sai de tua boca não cola neles mas deixa teu comedor de lavagem ca.gado seu porco na.zista.

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Antonio

27 de outubro de 2018 às 09h54

Os Estados Unidos, por muitas medidas, parecem ser uma sociedade doente. Possui uma das maiores taxas de riqueza e desigualdade de renda do mundo. Apesar de ser um dos países mais ricos do planeta, possui alguns dos maiores índices de mortalidade infantil. A pobreza entre os idosos também está aumentando. Como um todo, o sistema de saúde do país é inadequado; a expectativa de vida está diminuindo. Os Estados Unidos têm a maior taxa de assassinato em massa por arma de fogo no mundo e a maior taxa de encarceramento.

A infra-estrutura americana está falhando. Há uma profunda crise de fé nas instituições políticas e sociais do país. O meio ambiente está sendo espoliado por grandes corporações que cada vez mais agem com impunidade. A solidão e o suicídio estão em níveis epidêmicos. O consumismo suplantou a democracia e a cidadania engajada significativa. Grupos brancos de ódio e outras organizações terroristas domésticas de direita mataram e feriram centenas de pessoas durante as últimas décadas. As elites americanas estão totalmente fora de contato com o povo e amplamente indiferentes às suas demandas.

Donald Trump é o presidente de um país quebrado, mas ele não criou essa doença e patologia cultural. Enquanto Donald Trump incorpora quase todos os problemas da América na forma humana, na realidade ele é um sintoma da nossa doença, não da causa.

http://www.informationclearinghouse.info/50505.htm

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Trimegisto do Tridente

27 de outubro de 2018 às 08h57

A palhaçada do Bolsonaro fica tão hilária em economia quanto em ecologia ou na questão indigenista. E a Globo insiste em falar em planos dos candidatos em pé de igualdade como se o dele não fosse uma farsa sem desmascarar, o que seria fácil, sem ” ofender ” … Hilário foi ontem a noite ele arrumar uma descendente indígena e chamar na sua casa para dar entrevista no JN, o burraldo nem sabe falar! E dá-lhe a mandar mensagens idiotizantes & idiotizadas, português assassinado… isso sim no figurino! Tanta gente vai mandar neste bocó, que só quer dinheiro, que será o oposto daquele dito do Ulisses Guimarães ” Não roubar nem deixar roubar! ” – Seu governo será a continuação do Temer, com equipe e tudo o mais… a ordem é ROUBAR E DEIXAR ROUBAR! Leiam a reportagem no jornalistas livres sobre a região de São Paulo onde está instalada a família Bolsonaro. A reportagem fala em posse de terras públicas! Muita moral esse cara tem… É simples pesquisar, digite… esqueci o nome da região em SP. Jornalistas Livres.

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    Nostradamus

    27 de outubro de 2018 às 09h11

    É no Vale da Ribeira. Não podem deixar de ler! É esclarecedor! Muito bom!

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    Renato

    27 de outubro de 2018 às 11h20

    “a ordem é ROUBAR E DEIXAR ROUBAR!”. Será que Bolsonaro implantará a máxima petista em seu próprio governo ?

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      Nostra

      27 de outubro de 2018 às 12h38

      Perdeste a originalidade meu patinho paneleiro… vai, atravessa já a ruía!… não vem carro, vai!… foi, Puff…

      Responder

        Renato

        27 de outubro de 2018 às 19h25

        Cuidado , queimador de rosca; serás exterminado por Bolsonaro !

        Responder

          Zé dos Bagos

          27 de outubro de 2018 às 20h17

          Demente! Depois dizem que não são nazistas, fascistas, criminosos, farsantes…

Roque

27 de outubro de 2018 às 07h20

kkkkk, pedrinho já te falei, vai a ajudar a vovó a catar os brinquedos que vc espalhou pela casa… Seguindo o seu parco raciocínio, o condenado tbm nem deveria ser candidato, uma vez que ele nem alfabetizado é… E a maluca da Dilma estocadora de ventos??? Sabia tanto de economia que afundou com o nosso País. Acho que vc deveria procurar outra atividade, ser colunista de um blog não é a sua praia…

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    degas

    27 de outubro de 2018 às 08h45

    Não é só ele, o petista médio não tem coerência. E nem percebe isso. Ao analisar o inimigo ele usa um critério, ao tratar dos seus usa outro. Não passa pela cabeça dele um pensamento como “não posso acusar o Bolsonaro de falta de experiência administrativa porque deuslula não tinha nenhuma e eu vivo dizendo que ele foi um portento”.

    Do mesmo modo, ele é capaz de usar uma frase solta para acusar o outro de pretender instalar uma ditadura. Mas não vê problema algum em seu partido ser unha e carne com a mais longeva e sanguinária ditadura do continente, além de ter tentado seguir o caminho de seus filhotes bolivarianos.

    Mas e se o cara passar a raciocinar e estabelecer essas relações? Bom, aí ele deixa de ser petista.

    Responder

José Carlos Alves de Sousa

27 de outubro de 2018 às 03h23

Os comentários rasos, colocando Lula e Dilma no mesmo balaio deste coiso, é de dar dó. O coiso nunca administrou uma bodega. Lula, antes de ser presidente, foi deputado federal constituinte, um dos mais votados na época. Foi também o presidente de um dos maiores sindicatos, o dos metalúrgicos do ABC. Dilma, além de ministra chefe da casa Civil, foi ministra das Minas e Energia e secretária de energia do governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. Enquanto todo o país estava vivendo o apagão elétrico de 2001, o Rio Grande do Sul não tinha risco de racionamento de energia. Isto, por si só, demonstra a competência da presidenta. Quanto a Haddad, o prêmio internacional de melhor administração de capitais, entre quase 200 prefeitos do mundo todo, por si só já demonstra sua competência. Não estamos em uma cruzada de escolher o melhor atirador de tiro ao alvo.

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    Emilly

    27 de outubro de 2018 às 13h21

    Deputados, Senadores são membros do Poder Legislativo. Não administram nada.
    Assim como Lula, Bolsonaro também foi Deputado Federal.
    Sobre a administração de Haddad em SP, o resultado das eleições 2016 fala por si só: Dória venceu no 1º turno com 53% dos votos válidos, Haddad ficou em 2º com 16,68% dos votos.
    Presidente de Sindicato também não é administrador.
    Quanto à Dilma: PIB negativo em 2015 e 2016, 13 mi de desempregados, etc, etc.

    Responder

    Emilly

    27 de outubro de 2018 às 13h34

    Deputados, Senadores são membros do Poder Legislativo. Não administram nada.
    Assim como Lula, Bolsonaro também foi Deputado Federal.
    Presidente de Sindicato também não é administrador.
    Sobre a administração de Haddad em SP, os números da eleição de 2016 falam por si só.
    Dilma: PIB Negativo em 2015 e 2016; 12 mi de desempregados, etc, etc.

    Responder

    Renato

    27 de outubro de 2018 às 19h27

    Dilma também administrou, e faliu, uma lojinha de 1,99 . Belo currículo !

    Responder

    Renato

    27 de outubro de 2018 às 19h35

    Petistas e a eterna mania de mentir : ” o prêmio internacional de melhor administração de capitais”. O prêmio não foi de “melhor administração de capitais”, mas apenas um projetinho que Haddad apresentou . O verdadeiro prêmio pela administração de São Paulo foi dado pelos habitantes da capital; a não ida, sequer , ao segundo turno !

    Responder

Ricardo

26 de outubro de 2018 às 23h27

Percebam o nível da mediocridade do tal Pedro Bibi. “Eu não sei nada sobre arquitetura. É razoável que eu projete um prédio apenas porque eu sou sincero e admito que não sei como fazer? ”
O dono de uma construtora não sabe nada sobre arquitetura. É razoável que ele contrate um bom arquiteto para projetar o prédio, tendo em vista que o dono da construtora não sabe ou não quer perder tempo projetando.
O Pedro Bibi Julga que todos os leitores do Cafezinho são analfabetos funcionais .Nem todos são meu caro, nem todos !

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Nilmar Dias

26 de outubro de 2018 às 21h44

Parte do povo não raciocina. Acredita em tudo que é paia.
Olha o programa do Bolsonaro e o que mais tem é lacuna, falta de explicação clara e transparente. Não tem explicação pq eles ( bolsonaro é psl) nunca administraram nada, nunca administraram sequer uma cidade. Tudo ou quase tudo no programa dele não tem explicação detalhada. É o famoso aprenda fazendo. É tudo muito subjetivo.
Nunca fizeram e vão aprender na base da tentativa e erro.
Esta lá. Basta ler o programa dele e as propostas. A grande maioria usa exemplos e palavras abstratas. Nunca foi testado antes a inovação do gênio e sua equipe. É só uma novelinha para a propaganda eleitoral. Não tem substância. É uma sopa ralinha.
A carteira de trabalho verde e amarela. Se o trabalhador ficar doente se ferra, só pode usar o sus. Não tem direito a entrar na caixa no auxílio saúde.
E por aí vai às grandes propostas do mito e do PSL. NÃO tem conteúdo. É só paia.

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    Emilly

    27 de outubro de 2018 às 13h39

    Qual a sua avaliação do programa de governo do PT (o original, o primeiro registrado no TSE)?

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Joao Pedro

26 de outubro de 2018 às 21h28

Pedro, meu chara. Isso é preconceito! Não votaria nunca no bolsonaro, mas amigo, seus argumentos é do mesmo nível dos ataques ao Lula, que não possuía formação e não podia administrar um país. Cuidado para não usar os mesmos péssimos argumentos que já sofremos em outras épocas, não é assim que se desenvolve.

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    Ricardo

    26 de outubro de 2018 às 23h09

    E quem foi que disse que esse medíocre consegue se desenvolver ?

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Paulo

26 de outubro de 2018 às 18h47

Lula e Dilma, e, mesmo , FHC, ou Itamar, ou Sarney,ou Collor (com a única bala na agulha e Zélia Cardoso de Melo), sabiam o quê?

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    Emilly

    26 de outubro de 2018 às 19h11

    Pois é, sabiam ZERO de economia. Assim como quase todos os candidatos de 2018, incluindo o Haddad.

    Responder

      Paulo

      26 de outubro de 2018 às 21h51

      Fato! Depois do Governo Lula, que foi até bem tocado (noves fora a corrupção desenfreada, utilizada como estratégia política), cheguei à conclusão de que há muita mistificação em torno do cargo de presidente da República. Eles não valem o tanto pelo qual se vendem…

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