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Prosur tenta suceder a Unasur

Por Tulio Ribeiro

13 de março de 2019 : 20h54

Santiago do Chile será palco no dia 22 de março um novo fórum regional, o “Prosur”, cujo objetivo é substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasur). Nascimento, no entanto, ocorre em meio a tensões bairro mais antigo que surgiram no subcontinente quando Unasul, assim que introduzir o seu futuro pode ser problemático.

O campo mais ao centro e a direita tentam no dia 22 de Março a partir do fórum regional em santiago do Chile, construir uma nova união de países. O Prosur busca ser uma alternativa em sentido contrário a “Unasur”. Em verdade sua apesar de sua pauta ser em movimento contrário, possui uma vertente política muio forte embora esteja sendo construída num momento de tensão na América do Sul.

Acusada de ter fracassado por acentuada partidarização de esquerda, principalmente com a força do chavismo e a liderança do Brasil e Argentina, a “Unasur” ainda vive e pode assistir o que seria a possibilidade de uma nova associação em movimento distinto ao que desempenhou.

O “Prosur” nasce impulsionado por outro lado ideológico, pelas mãos dos presidentes da Colômbia e do Chile, Iván Duque e Sebastián Piñera, respectivamente. Bolívia e Uruguai, liderado por governos de esquerda participaram de reuniões preparatórias para “Prosur”, mas para analisar a sua implicação final, dada a finalidade dos promotores excluir a Venezuela de Maduro.

Inexiste um amplo consenso entre os governos de um lado e outro. O nível de compromisso do Brasil, que responde por 37% do PIB da América do Sul e 45% de sua população, é decisivo. Caso o governo brasileiro olhe menos para os seus pares do hemisfério, a nova organização pode não se consolidar ou simplesmente cair em irrelevância.

A conveniência de uma entidade que une os países da América do Sul, diferente em muitas de suas dinâmicas às da América Central, é indubitável. Outra questão é o seu caráter. O futuro seria diferente se é apenas um fórum, um compromisso dos presidentes para discutir problemas comuns em alguns casos, para lançar algumas soluções comuns, ou se ela se dispõe formar uma organização que tenta ir além, promovendo certos níveis de integração econômica e talvez política.

Apresentando-se como eixo central a tentativa de ligar regiões geográfica da América do Sul(da OEA ou CELAC), através de sinergias do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e da Aliança do Pacífico ( Colômbia, Peru e Chile, deixando de lado o México, que também pertence a esse clube) não permite garantir suficiente para garantir sua viabilidade. Por outro conjunto de ideias, corre o risco de ser uma das muitas organizações que compõem um conjunto associações na América Latina, entidades regionais, muitas delas com fins semelhantes, reunindo em diferentes combinações, de acordo para incluir ou excluir certos países membros Americanos.Dentro que aborda o presidente chileno:

“A nossa proposta é criar um novo marco na América do Sul (PROSUR) de uma melhor coordenação, cooperação e integração regional, livre de ideologias, aberto a todos e 100% comprometido com a democracia e os direitos humanos”

É perceptível a preocupação de Piñera afastar acusações de simplesmente estar dispostos a institucionalizar o chamado Grupo de Lima, a coalizão de países da América (incluindo sete sul-americanos) que estão trabalhando ativamente em conjunto com os Estados Unidos para restaurar a democracia na Venezuela.

A questão, em todo caso, é que os governos bolivarianos têm impedido qualquer tentativa de reforma interna que tire a Unasul de suas mãos. O bloqueio desde o início de 2017, a nomeação de um novo secretário-geral, substituindo Ernesto Samper, que favoreceu a aproximação de governos de esquerda, levou a Colômbia anunciou sua saída da Unasul, em agosto de 2018 e que outros países também suspender a sua pertencente (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Peru). Por seu turno, o Equador, solicitou o retorno da sede que foi construída na saída de Quito.

Dando voz a esta visão, o Prosur poderia dar início à um modelo de praticar uma gestão aberta, inclusiva e não-doutrinário, ao mesmo tempo, exigir o caráter democrático dos países membros. O objetivo, segundo o Prosur, é que a incorporação de novos países reticentes venham a partir da eleição de novos líderes mais próximos a pauta desta união . No entanto, Prosur enfrenta um passado recente de poucos sucessos no processo de integração latino-americano.

Em verdade assim como outras associações, o Prosur, enfrentará a distância entre o discurso regionalista recorrente e um pragmatismo que gere resultados diante de uma engenharia que ponha funcionar uma integração.

O desafio que se apresenta é utilizar os muitos axiomas naturais como a língua, a cultura e a história para lançar olhos no sentido de uma continuidade que supere momentos de euforia, mas concomitantemente enfrente a estagnação de outros períodos, muitas vezes oriundos de negligência de lideranças políticas que momentos decisivos escolhem ações individuais.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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4 comentários

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André Guimarães

17 de março de 2019 às 13h49

Acompanho o Cafezinho e gosto das análises desse Tulio, mas….

Imploro para que façam uma revisão do texto, está lotado de erros.
Incomoda bastante a leitura.

De todo modo, parabéns ao blog. Sucesso sempre.

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Diego

14 de março de 2019 às 13h23

Hora de acabar com o esquerdismo da Unasur.
Que venha o Prosur

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Renata

13 de março de 2019 às 21h41

Importante texto,pois não sabemos muito o que nos espera.
O Prosur deve ser criado embora vá levar a desintegração da América Sul.
A Unasur desempenhou um grande papel.

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Paulo

13 de março de 2019 às 21h12

Sabe o que me chama a atenção nessas “cumbres”? É que, a despeito de termos 45% da população dessa bagaça, nunca reivindicamos o nome em versão no português. Bando de frouxos!

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