Live do Cafezinho: as falácias da Globo sobre o funcionalismo público brasileiro

FSB/Veja: análise das projeções para 1º turno de 2022

Por Redação

06 de dezembro de 2019 : 12h13

Confira aqui nossas análises de hoje da pesquisa FSB/Veja:

  • Análise de projeções de 1º turno.
  • Análise de projeções do 2º turno.
  • Análise da popularidade e rejeição dos principais candidatos.
  • Análise das avaliações do governo.
  • Análise da pesquisa dos espectros ideológicos.

***

Tem pesquisa fresquinha na praça, do instituto FSB, em parceria com a revista Veja, com projeções eleitorais para 2022 e avaliações do governo federal.

A íntegra pode ser baixada aqui.

Não é uma pesquisa boa para analisar porque não oferece os números segmentados por região, renda, escolaridade, de maneira que fica difícil entender a sua dinâmica interna.

Neste post, analisemos os paineis referentes ao primeiro turno, em ordem decrescente.

Os números mostram um cenário muito parecido com o resultado das eleições, o que mostra que a dinâmica política não apresenta mudanças expressivas. No campo da oposição, temos Lula, Haddad e Ciro mais ou menos com os mesmos votos que tiveram (ou teriam, no caso de Lula) nas eleições de 2018, sobretudo se considerarmos as variações e erros naturais de qualquer pesquisa.

Eu fiz uma tabelinha comparando os resultados do 1º turno em 2018, usando percentuais sobre votos totais (e não os votos válidos) com a pesquisa FSB/Veja.

Como se vê, Bolsonaro manteve os seus 33%, Haddad perdeu 6 pontos, de 21% para 15%.

Ciro, por sua vez, mostra consolidação de seu eleitorado, que oscilou 2 pontos para cima, de 9% para 11%.

Amoedo pontua bem melhor na pesquisa do que ganhou votos reais em 2018.

Mas tudo isso, é bom reiterar, continua mais ou menos na margem de erro.

Lula, presidente duas vezes do país, e figura central na política brasileira desde 1989, ainda é o único que oferece alguma ameaça real a Jair Bolsonaro. Nos cenários 2 e 4, em que ele aparece, o ex-presidente pontua 29%, empatado tecnicamente com Bolsonaro, que tem 32%.

Luciano Huck parece estar consolidando um núcleo eleitoral próprio, e pontua 12% a 15%, avançando sobre o espaço político pelo qual João Dória e João Amoedo poderiam crescer.

A grande ausência aqui é Flavio Dino, cuja participação nas pesquisas também nos ajudaria a entender um pouco melhor a conjuntura eleitoral.

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15 comentários

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jose carlos rodrigues arana

07 de dezembro de 2019 às 00h33

“Não é uma pesquisa boa para analisar porque não oferece os números segmentados por região, renda, escolaridade, de maneira que fica difícil entender a sua dinâmica interna.”
O Cafezinho
Feita por telefone.
FSB/VEJA
Três anos de governo Bolsonaro pela frente.
Pesquisa para candidato a presidente? Sei.

Responder

marcos conceição

06 de dezembro de 2019 às 16h28

O PT COM COM TODAS AS LUTAS LUTANDO CONTRA ESTA IMPRENSA NEOFASCISTA, UM JUDICIARIO TAMBEM NEOFASCISTA MESMO ASSIM O PT AINDA E O MAIOR PARTIDO DO POVO

Responder

    Pedro Accioli

    06 de dezembro de 2019 às 16h33

    Mas já não ganha de mais ninguém ao segundo turno! Nem com o Lula o PT ganha mais! A rejeição é enorme! É uma grande armadilha! Acorda!!!

    Responder

Evandro Garcia

06 de dezembro de 2019 às 16h16

Pelo jeito nunca mais a esquerda volta ao poder nesse país…morreu de causas naturais, velhice.

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    Pedro Accioli

    06 de dezembro de 2019 às 16h35

    Se depender do lulopetismo com certeza não ganha!!!

    Responder

Alan C

06 de dezembro de 2019 às 16h08

O eleitorado lulopetista continua tendo um comportamento bizarro e bem alinhado com a direita.
Quando Lula não consta na pesquisa, seus votos vão claramente para bozo, Huck, marreco e Dória.
O único “liberal” (assim mesmo, entre aspas, pois o Brasil não tem liberais, só uns capitães do mato da elite nojenta) que não ganha voto dos lulopetistas é o Amoedo sempre com 5%.

E o Bradesco registrando 22% de lucro muito bem protegido pelos capitães do mato….

Responder

Paulo Cesar Cabelo

06 de dezembro de 2019 às 12h35

O Miguel até fingiu que o cenário com Lula nem existe , nesse cenário Ciro tem nove por cento e perde até para os indecisos.
Lula já empata com Bolsonaro no primeiro turno e está próximo de um empate técnico no segundo.
Ciro está em quarto lugar.
Está claro que só Lula ameaça Bolsonaro e é questão de tempo para que ultrapasse pois Bolsonaro tem o desgaste de ser governo.
Nesse cenário o voto útil reduziria Ciro a um nanico mas Miguel vai continuar mentindo aos seus leitores dizendo que Ciro tem chance , em vinte anos o cara não saiu desse patamar em torno de dez por cento hahaha.
Ciro hoje é um fator que só atrapalha a esquerda , quanto menos votos tiver será melhor pois tentará convencer seus eleitores a votar nulo e dará outra vitória ao fascismo.

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    Redação

    06 de dezembro de 2019 às 13h00

    Não fingi nada. Tente analisar as coisas com menos rancor. Olha o que eu escrevi no post:

    “Lula, presidente duas vezes do país, e figura central na política brasileira desde 1989, ainda é o único que oferece alguma ameaça real a Jair Bolsonaro. Nos cenários 2 e 4, em que ele aparece, o ex-presidente pontua 29%, empatado tecnicamente com Bolsonaro, que tem 32%.”

    Valha-me, Deus! Que patrulhamento irritante!

    Quanto a Ciro, os 9% com Lula são os mesmos 9% de sua votação total no 1º turno (9% de votos totais = 12% dos votos válidos). Me parece óbvio que, diante da quase certa impossibilidade de Lula se candidatar, seja interessante termos outras vozes da política denunciando o neoliberalismo e oferecendo alternativas progressistas.

    Responder

      Paulo Cesar Cabelo

      06 de dezembro de 2019 às 13h48

      Ele devia começar se livrando dos neoliberais do PDT hahaha.
      E não tenho rancor , até gostava do Ciro até 2018. , mas não posso perdoar alguém que se omite de um segundo turno onde um defensor da tortura concorre.
      Te garanto que se Ciro for preso injustamente não vou tripudiar em cima dele por causa disso , aliás não faria isso nem com Bolsonaro.
      Nunca fui petista e até cogitei votar em Ciro ano passado por achar que ele teria mais chance contra Bolsonaro , mas depois do ” quer esquerda vota no Boulos” desisti.
      Ciro não vai sair disso , o PSOL não vai passar de 2% , ou é o PT ou a direita em 2022.

      Responder

        Redação

        06 de dezembro de 2019 às 14h04

        Paulo, há neoliberais incrustados também no PSB e PT, vide o forte viés neoliberal dos governos petistas. Não tá fácil para ninguém. O que importa não é apenas eleição, esse é o erro da esquerda. Ganhar eleição, como se viu, não garante o governo. Antes disso, é preciso um debate de ideias, e neste sentido o Ciro é uma peça importante, inclusive porque é o único do campo progressista com coragem e lugar de fala para fazer as críticas (algumas excessivas, concordo) a Lula e ao PT.

        Responder

          Matheus

          06 de dezembro de 2019 às 15h17

          Além de ser uma figura de relevância histórica prática, Ciro Gomes demonstra conhecer as entranhas da política brasileira como poucos, fato este que associado à sua capacidade analítica e sensibilização junto ao eleitorado mais intelectualizado, principalmente entre acadêmicos (atualmente), Ciro segue forte como opção para a esquerda.
          Entre ficar brigando dentro do grupão heterogêneo de esquerda ou manter uma coesão, mesmo que artificial, para vencer a onda autoritária e excludente, o ideal é que a consciência de tod@s optasse pela segunda opção: união (ainda que seja temporária, mesmo que seja artificial).

        Pedro Accioli

        06 de dezembro de 2019 às 16h39

        Quando eu vejo um babaca que diz que o Bozo venceu porque Ciro foi a Paris, já percebe-se que é tão idiota quanto um bolsominion! Acorda! A eleição já estava perdida babaca!! Nem com todo apoio do Ciro o Haddad ganharia, o antipetismo é muito forte e continuará assim por mais de uma década! O campo progressista pede novas lideranças fora do lulopetismo, que está podre no peleguismo e no identitarismo!!!!

        Responder

        Pedro Accioli

        06 de dezembro de 2019 às 16h40

        Se o PT for para o segundo turno, é garantia de vitória da direita!!!

        Responder

        Carlos Marighella

        06 de dezembro de 2019 às 22h15

        “é o PT ou a direita em 2022.”

        Marília Arraes agradece.

        Responder

    Pedro Accioli

    06 de dezembro de 2019 às 16h37

    Não tenha tanta certeza!! O antipetismo continuará forte e Lula NÃO PODERÁ SER CANDIDATO NUNCA MAIS!! ELE JÁ ESTÁ INELEGIVEL!!!!!

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