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Miguel Reale sobre Bolsonaro: “assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime”

Por Redação

16 de março de 2020 : 16h07

Para o jurista Miguel Reale Júnior, o Ministério Público deveria pedir que o presidente Jair Bolsonaro seja submetido a uma junta médica para saber se ele teria sanidade mental para o exercício do cargo.

Em entrevista ao Estadão, Reale disse que o presidente deve ser considerado “inimputável” por ter participado de uma manifestação no domingo, 15, contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília em plena pandemia de coronavírus.

Trecho da matéria:

“Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele. O Ministério Publico pode requerer um exame de sanidade mental para o exercício da profissão. Bolsonaro também está sujeito a medidas administrativas e eventualmente criminais. Assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime”, afirmou o jurista.

O presidente ignorou a orientação de sua equipe médica e diretrizes do Ministério da Saúde para tratar a epidemia do coronavírus e participou, ontem, de ato a favor do seu governo. Ele deixou o isolamento que deveria fazer por ter tido contato com pelo menos 11 pessoas que estão infectadas.

Segundo Reale, a participação de Bolsonaro no ato fere a Lei 13.979, que foi sancionada pelo Executivo e regulamenta as ações para enfrentar a pandemia. O ex-ministro não defendeu, porém, o impeachment do presidente. “O impeachment é um processo muito doloroso”.

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4 comentários

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Erinaldo Ferreira do Carmo

16 de março de 2020 às 17h01

Igualmente criminoso é ter votado nesse presidente irresponsável.

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Marcio

16 de março de 2020 às 16h26

Mais um herói da direita co-responsável por toda a mer*da que tem acontecido no brasil.

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chichano goncalvez

16 de março de 2020 às 16h22

Penso tambem que deveriam submeter a todos que votaram nesse transloucado, a um exame de expulsão da face da terra. É só olhar o curriculo do cara, se bem que de curriculo não tem nada que preste, desde expulsão de colegio, passando por tentativa de colocar bomba em quartel, e por ai vai, querem o quê ?

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    Adriana Batista

    17 de março de 2020 às 12h31

    Não estou me colocando aqui contra ou favor do militarismo mas sim contra as atitudes irresponsáveis de um “PRESIDENTE DA REPÚBLICA” o qual deveria ser o primeiro a dar exemplos de boa cidadania em defesa do país que ele “governa”. Suas atitudes são comparadas ha de um moleque cuja em sua frente todas as placas indicam “não ultrapasse” e ainda assim ele, por rebeldia e displicência não obedece. Uma vergonha para o país, uma vergonha como ser humano, um desrespeito total as vidas que se perderam, um desrespeito total aos profissionais da saúde que estão dia e noite na luta pela vida, simplesmente UMA VERGONHA PARA O PAÍS.

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