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É incompatível o avanço do Brasil com o novo teto de gastos do Governo Lula

O neoliberalismo brutalizou a disputa pelo controle do Estado entre o poder político vitorioso nas urnas e o poder privado dos bancos, mercados etc. Para controlar o Estado, o sistema financeiro foi à caça contra o governo Lula 3 em busca de privatizar de vez a política econômica. Como bem lembrou o jornalista Gilberto Maringoni, […]

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O neoliberalismo brutalizou a disputa pelo controle do Estado entre o poder político vitorioso nas urnas e o poder privado dos bancos, mercados etc. Para controlar o Estado, o sistema financeiro foi à caça contra o governo Lula 3 em busca de privatizar de vez a política econômica.

Como bem lembrou o jornalista Gilberto Maringoni, a política econômica possui dois pilares principais: a política fiscal, sob responsabilidade do Ministério da Fazenda, e a política monetária, comandada pelo Banco Central, atualmente sob as rédeas de Roberto Campos Neto.

A privatização da política monetária é colocada em prática por meio da independência do Banco Central, inclusive defendida abertamente pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Já a privatização da política fiscal se dá por meio de controles como o novo teto de gastos ou regimes de austeridade, também elaborados e defendidos pelo mesmo ministro Haddad. São essas duas medidas que limitam o poder político do governo e o poder do estado em fazer investimentos públicos para o real avanço do país.

Logicamente, os mais pobres são os mais castigados neste cenário. Há quem defenda ou justifique a austeridade fiscal dentro da própria esquerda, mas à medida que o tempo vai trazendo a tona uma dura realidade, a desmoralização pode solapar essas justificativas.

O fato é que o presidente Lula começou seu terceiro governo com a adoção do novo teto de gastos que ganhou o apelido de “arcabouço fiscal”, elaborado com influência da Faria Lima e finalizado pelo atual ministro da Fazenda, que a cada semana se graceja ainda mais com as demandas da banca e tenta, a todos custo, medidas de arrecadação pars fechar as contas do governo e cumprir o que prometeu ao mercado.

O anúncio de cortes de quase R$ 26 bilhões no orçamento de 2025 feito pelo ministro Haddad nesta semana é visto como uma medida de “paz” com os banqueiros após semanas de embate público entre o presidente Lula e Campos Neto.

LEIA: Governo Lula anuncia corte bilionário em benefícios sociais para 2025

O Congresso Nacional, recheado de parlamentares neoliberais, comemora a pacificação com o mercado às custas de abrir mão de recursos para socorrer as famílias do Rio Grande do Sul, as universidades federais sucateadas, os serviços públicos essenciais, benefícios sociais, melhores salários para os servidores e possíveis cortes nos pisos constitucionais da Saúde e Educação.

Depois que o governo Lula se rendeu oficialmente às demandas da Faria Lima, economistas do mercado se regozijaram com os cortes no orçamento, mas deixaram claro que querem cada vez mais.

Vamos lembrar que os quase R$26 bilhões equivalem a três vezes o orçamento anual das 69 universidades federais, que a cada dia sofrem com a precarização dos serviços e o sucateamento das suas estruturas.

Pelo lado do governo, Haddad não escondeu a sua satisfação com a paz/rendição ao mercado. Porém, essa atual paz/rendição muito provavelmente pode resultar em impactos negativos para a qualidade de vida da população, especialmente os mais pobres, e aniquilar de vez as inúmeras promessas de Lula feitas durante a campanha, podendo levar o governo ao caminho sem volta da insatisfação popular, abrindo caminhos a Tarcísios ou Ratinhos da vida para as eleições de 2026.

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Gabriel Barbosa

Jornalista cearense com pós-graduação em Comunicação e Marketing Político. Atualmente, é Diretor do Cafezinho. Teve passagens pelo Grupo de Comunicação 'O Povo', RedeTV! e BandNews FM do Ceará. Instagram: @_gabrielbrb

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Comentários

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Dudu

07/07/2024 - 15h34

O Brasil é incompatível com a civilização humana.

Galinzé

07/07/2024 - 11h29

Um lavador de dinheiro publico aposentado e um completo imbecil que até ontem andava pela rua fora da época de
Carnaval com na cara a mascara de um sujeito enjaulado dizendo para todo mundo que ele mesmo nao era ele mas o cara da mascara.

Quer aproveitar o que de dois elementos desse nivél de civilizaçào ?

Natailia

07/07/2024 - 11h23

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/ranking-revela-capitais-brasileiras-com-maior-qualidade-de-vida-veja/

“Os dados são atualizados desde 2014 e, em 2024, o Brasil registrou uma pontuação de 61,83 para todo o país,
uma queda significativa em relação à 46ª posição global de 2014 para a 67ª em 2024.”

A cada dia que passo o Brasil piora por isso temos que admitir que a Revolucion del Pueblo ta sendo um sucesso total, tudo segundo os planos !! Kkkkkkkkkkkk

bandoleiro

07/07/2024 - 11h21

O banco central nao tem nada a ver com a politica economica de um governo, em lugar nenhum alguem aponta o dedo contra os bancos centrais (que por motivos obvios devem ser independentes) pois este nao é papel de governo nenhuma (menos que em Cuba, Venezuela, Brasil e diarreias afins…).

No ano de 2024 o desafio de qualquer governo ao redor do planeta terra é cortar despesas acumuladas nos anos que viraram bolas de neve criandoi dividas monstruosas para os cidadoes pagar…no Brasil (que é uma coisa incomentvél de tao ridicula) faz se o exato oposto, criase mais gastos ainda aumentando a cada diaque passo a divida publica que é impagavèl.

Essa aberraçào que chamam de “governo” é a coisa mais patetica e vergonhosa que o Brasil produziu até hoje e o dia serà posto um fantoche do PT no Banco Central a merda serà feit por completo.


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