Menu

Governo articula frente unificada para enfrentar relatório de Derrite no PL Antifacção

O governo federal está promovendo uma articulação coordenada entre ministros, parlamentares e especialistas para contestar o relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Projeto de Lei Antifacção, apresentado na última sexta-feira (7). O objetivo é construir uma resposta técnica e política sólida contra os principais pontos do texto, especialmente a chamada “equiparação funcional” entre facções […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Foto: Pablo Jacob/Secom/GESP

O governo federal está promovendo uma articulação coordenada entre ministros, parlamentares e especialistas para contestar o relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) ao Projeto de Lei Antifacção, apresentado na última sexta-feira (7). O objetivo é construir uma resposta técnica e política sólida contra os principais pontos do texto, especialmente a chamada “equiparação funcional” entre facções criminosas e terrorismo.

A estratégia inclui o alinhamento de discursos de autoridades como o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e promotores como Lincoln Gakyia — todos críticos à proposta de Derrite.

O ponto central da ofensiva governista é reforçar que o texto original, elaborado pelo Ministério da Justiça, já previa medidas duras e eficazes contra o crime organizado sem recorrer à analogia com o terrorismo. Essa mudança, segundo o Planalto, abre riscos à soberania nacional e pode atrapalhar o combate concreto às facções.

Lindbergh Farias chegou a comparar a atuação de Derrite a um “furto com abuso de confiança”, acusando o relator de ter “subtraído a autoria e o espírito” do projeto original. Já o promotor Gakyia, coordenador do Gaeco em São Paulo, afirmou que o relatório “tira autonomia do Ministério Público” e substitui uma abordagem técnica por um “discurso populista”.

O governo também tem destacado que a equiparação funcional ao terrorismo pode acionar automaticamente tratados internacionais, levando a consequências como congelamento de ativos, sanções financeiras e até cooperação policial com países estrangeiros — cenário considerado perigoso e desnecessário por técnicos da área de segurança e relações exteriores.

Paralelamente, o Planalto busca pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o texto seja submetido a debates mais amplos antes de ir a plenário, evitando uma tramitação acelerada. A expectativa é que a unificação do discurso ajude a sensibilizar parlamentares indecisos e impedir a aprovação de um projeto que, segundo o governo, “desvia o foco do combate real ao crime organizado”.

, , ,
Apoie o Cafezinho

Lucas Allabi

Jornalista em formação pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab

Mais matérias deste colunista
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes