O Irã e os Estados Unidos receberam um plano de paz para encerrar as hostilidades no Oriente Médio, mas Teerã rechaçou categoricamente a proposta de um cessar-fogo temporário. De acordo com informações divulgadas pela agência italiana ANSA, o acordo, batizado provisoriamente como ‘Acordo de Islamabad’, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de 15 a 20 dias, com negociações finais marcadas para a capital do Paquistão.
Um alto funcionário da República Islâmica declarou que não aceitará tréguas parciais enquanto os EUA não se comprometerem com uma solução permanente para o conflito.
No dia 6 de abril, um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel resultou na morte de Seyed Majid Khademi, chefe de inteligência dos Pasdaran, conforme informou o Corpo das Guardas da Revolução Islâmica. Esse incidente integra uma onda de agressões que causou pelo menos 34 mortes no Irã, incluindo seis crianças na província de Teerã.
Relatos apontam que áreas residenciais em Qom e Bandar-e Lengeh também foram atingidas, conforme noticiado por fontes iranianas, embora detalhes sobre os responsáveis ainda careçam de confirmação independente.
A agência iraniana Tasnim, vinculada aos Pasdaran, intensificou o tom ao criticar informações publicadas pelo portal Axios sobre uma suposta mediação para um cessar-fogo de 45 dias. A agência classificou tais notícias como ‘operações psicológicas’ orquestradas pelo Mossad, serviço de inteligência israelense, e reiterou a posição do Irã de rejeitar qualquer trégua que não envolva um acordo definitivo para o fim das hostilidades.
O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou as tensões ao ameaçar atacar infraestruturas civis iranianas. No dia 6 de abril, o vice-ministro iraniano Kazem Gharibabadi condenou a declaração como potencial crime de guerra e alertou que o Irã responderá de maneira contundente a qualquer agressão.
Gharibabadi instou Washington a abandonar ameaças que só aprofundam o conflito. A retórica beligerante dos EUA, frequentemente embalada em discursos sobre ‘defesa da democracia’, contrasta com as críticas internacionais ao apoio americano a ações que resultam em mortes de civis no Oriente Médio — contradição que alimenta desconfianças em toda a região.
Paralelamente, a violência se estende a Israel, onde dois corpos foram encontrados sob os escombros de um edifício em Haifa, destruído por um míssil iraniano, conforme reportado por autoridades locais no dia 6 de abril. Duas pessoas ainda estão desaparecidas no local.
O impasse nas negociações e a escalada de ataques mútuos indicam que a região permanece longe de uma solução diplomática. Enquanto o Irã mantém sua postura de exigir um acordo permanente, os EUA e seus aliados continuam a adotar medidas que, na visão de Teerã, inviabilizam qualquer progresso rumo à paz. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos, ciente de que cada novo incidente pode ampliar ainda mais o alcance do conflito.


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