O Paquistão revelou uma proposta de trégua estruturada em duas fases para tentar encerrar o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã, conforme noticiado no dia 6 de abril de 2026.
A iniciativa, divulgada pela Al Jazeera, busca a reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio global de petróleo, enquanto as partes analisam os termos do plano.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, reconheceu os esforços diplomáticos paquistaneses e confirmou que o país compartilhou os detalhes da proposta tanto com Teerã quanto com Washington, visando pôr fim às hostilidades que têm escalado na região.
A República Islâmica, no entanto, mantém uma postura cautelosa. O governo iraniano declarou que não aceitará reabrir o Estreito de Ormuz como parte de um cessar-fogo temporário.
Autoridades em Teerã enfatizaram que a segurança nacional permanece como prioridade absoluta, especialmente após ataques perpetrados pelos EUA e por Israel, que atingiram alvos críticos no país. Entre os incidentes estão bombardeios a uma universidade de destaque em Teerã e à Planta Petroquímica de South Pars, resultando em pelo menos 34 mortes, conforme reportado no dia 6 de abril de 2026.
A agência Reuters aponta que o General de Exército Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, tem conduzido negociações intensas com figuras-chave, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o enviado especial americano Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
O plano, batizado como “Acordo de Islamabad”, propõe um cessar-fogo imediato aliado à reabertura do Estreito de Ormuz, estabelecendo um prazo de 15 a 20 dias para a conclusão de um pacto mais abrangente e duradouro entre as partes.
Os termos finais do acordo, ainda em discussão, podem incluir compromissos significativos. Entre eles, a República Islâmica se posicionaria contra o desenvolvimento de armas nucleares em troca de alívio nas sanções econômicas impostas pelos EUA e da liberação de ativos financeiros congelados no exterior.
Um alto funcionário iraniano deixou claro que Teerã não aceitará prazos rígidos durante a análise da proposta. Ele também apontou que Washington ainda não demonstra disposição para um cessar-fogo permanente, o que adiciona camadas de complexidade às negociações.
A mediação paquistanesa enfrenta um cenário de alta tensão, agravado pelos contínuos ataques dos EUA e de Israel a alvos iranianos, combinados com operações em outras áreas do Oriente Médio, que têm gerado um saldo devastador de vítimas e deslocamentos.
Ao apresentar o plano no dia 6 de abril de 2026, o Paquistão busca estabelecer um canal de diálogo em meio a um contexto de profunda desconfiança mútua entre os envolvidos. A posição iraniana, que rejeita concessões imediatas sobre o Estreito de Ormuz, reflete a resiliência de Teerã diante das pressões do eixo EUA-Israel, enquanto os desdobramentos das negociações permanecem incertos.


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