A China está ampliando sua atuação diplomática para promover o diálogo como solução para as crescentes tensões no Oriente Médio, com foco especial no conflito entre Israel e grupos palestinos em Gaza, bem como nas disputas envolvendo o Irã.
No dia 7 de abril de 2026, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, declarou que a deterioração da situação na região tem impactos severos na economia global e na segurança energética mundial.
A posição de Pequim, segundo ela, é clara: buscar o cessar-fogo imediato e a retomada de negociações para abordar as raízes das disputas.
De acordo com Mao Ning, o chanceler Wang Yi realizou 26 contatos telefônicos com representantes de nações diretamente envolvidas ou influentes na região, incluindo a República Islâmica do Irã, Israel, Rússia e países do Golfo.
Paralelamente, o enviado especial chinês para o Oriente Médio tem conduzido gestões presenciais para facilitar entendimentos.
Um dos pontos altos dessa ofensiva diplomática foi a apresentação, em conjunto com o Paquistão, de uma iniciativa de cinco pontos para a resolução pacífica dos conflitos.
Mao Ning enfatizou que a proposta reflete um consenso internacional sobre a urgência de soluções negociadas, conforme noticiado pela Prensa Latina.
A porta-voz chinesa apontou que as tensões atuais têm origem em violações do direito internacional, citando ações militares de Israel e dos Estados Unidos como fatores agravantes.
Para Pequim, a prioridade é interromper as hostilidades e criar condições para que as partes demonstrem disposição ao diálogo.
Mao Ning destacou que a continuidade dos confrontos resulta em perdas humanas significativas e desestabiliza não apenas a região, mas também o equilíbrio econômico global, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de energia.
Um dos focos de preocupação levantados pela China é o Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
As tensões nessa área têm gerado instabilidade nos mercados internacionais de energia e ameaçado a segurança do comércio marítimo.
Mao Ning reforçou que a escalada de conflitos em torno dessa rota vital não traz vantagens a nenhum dos envolvidos, reiterando o apelo chinês por uma desmilitarização das disputas e pela busca de acordos multilaterais.
A China também expressou apoio aos esforços de mediação do Paquistão e de outros atores regionais, defendendo que a proposta conjunta de cinco pontos seja vista como uma oportunidade para superar diferenças por meio de conversas.
Mao Ning concluiu que o desejo por um cessar-fogo rápido e pela retomada de negociações é compartilhado por diversas nações, e Pequim está comprometida em desempenhar um papel ativo para extinguir as chamas do confronto.
A atuação chinesa busca não apenas mitigar os efeitos imediatos da violência, mas também pavimentar o caminho para uma estabilidade duradoura no Oriente Médio, região marcada por disputas históricas e intervenções externas.


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