Christina Koch, astronauta da missão Artemis II, fez história ao se tornar a primeira mulher a viajar ao redor da lua. Em uma noite emocionante, Koch e sua equipe passaram pelo lado oculto da lua, um feito que nenhum outro ser humano havia realizado até então. Durante 40 minutos, a espaçonave ficou sem comunicação com a Terra, mas ao restabelecer o contato, Koch expressou sua emoção ao ouvir novamente a voz humana: ‘É tão bom ouvir a Terra novamente’.
Aos 47 anos, Koch já havia traçado um caminho impressionante para as mulheres no espaço. Em 2019, ela estabeleceu o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher, totalizando 328 dias no espaço. No mesmo ano, participou da primeira caminhada espacial composta apenas por mulheres, e desde então, realizou mais duas caminhadas espaciais. Seu currículo, disponível na reportagem da Fortune, reflete seu espírito de descoberta científica e aventura.
Antes de se aventurar no espaço, Koch explorou o mundo, nascida em Grand Rapids, Michigan, e criada em Jacksonville, Carolina do Norte. Ela possui diplomas em engenharia elétrica e física e estudou na Universidade de Gana. Antes de se tornar oficialmente astronauta em 2013, trabalhou como engenheira elétrica para a NASA e como associada de pesquisa para o Programa Antártico dos Estados Unidos, passando um ano na Estação do Polo Sul Amundsen-Scott. Além da Antártica, Koch trabalhou em locais diversos, de Alasca a Samoa.
Durante a missão Artemis II, o comandante Reid Wiseman, cuja esposa Carroll faleceu de câncer em 2020, pediu que uma cratera na lua fosse nomeada em homenagem a ela. Conhecida agora como Carroll Crater, a cratera está localizada na fronteira entre os lados visível e oculto da lua, podendo ser vista da Terra em algumas ocasiões. Jeremy Hansen, especialista da missão, descreveu a cratera como ‘um ponto brilhante na lua’.
A missão Artemis II está em seu retorno à Terra, com previsão de chegada para o dia 10 de abril. De sua perspectiva espacial, Koch ressaltou a importância de retornar à lua e estabelecer uma presença duradoura lá, destacando que, apesar de todos os avanços, ‘sempre escolheremos a Terra’ e ‘sempre escolheremos uns aos outros’. Suas palavras oferecem uma visão alternativa às narrativas comuns dos bilionários sobre o futuro da humanidade no espaço.


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