Autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de conduzirem ataques que resultaram na destruição de importantes sítios culturais e instituições educacionais no Irã.
Desde o final de fevereiro de 2026, pelo menos 56 locais de patrimônio histórico, 30 universidades e 55 bibliotecas teriam sofrido danos em meio às tensões crescentes na região. O governo iraniano classifica essas ações como uma tentativa de atingir a identidade cultural do país.
O ministro da Cultura e Turismo do Irã, Reza Salehi Amiri, condenou os ataques, destacando o impacto sobre o legado histórico da nação.
Em declarações à imprensa internacional, Amiri apontou que a destruição de elementos como azulejos do século XVII em mesquitas de Isfahan ou estruturas de palácios da dinastia Qajar representa perdas irreparáveis para a história iraniana. Ele reforçou que tais locais são parte essencial da memória coletiva do povo iraniano.
Entre os incidentes reportados, um ataque a uma escola primária na cidade de Minab teria causado a morte de 170 pessoas, incluindo muitas crianças.
Relatórios divulgados por veículos como a Al Jazeera mencionam que investigações preliminares apontam para o uso de armamento de fabricação americana no episódio. Além disso, universidades de renome em Teerã, como a Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã e a Universidade de Tecnologia de Sharif, também teriam sido alvos de ações que comprometeram suas estruturas.
O Instituto Pasteur, conhecido por pesquisas em doenças infecciosas e produção de vacinas, igualmente sofreu danos, conforme informações divulgadas.
Fora da capital, a cidade de Isfahan, reconhecida por seu rico patrimônio arquitetônico, também foi afetada. Locais históricos como o Palácio Chehel Sotoun e a Mesquita Masjed-e Jame, que remontam a períodos significativos da história islâmica, teriam sido danificados.
A UNESCO, que já havia fornecido coordenadas geográficas desses sítios para proteção em contextos de conflito, confirmou a ocorrência de prejuízos em algumas dessas áreas.
As acusações do governo iraniano sugerem que os ataques fazem parte de uma estratégia mais ampla para minar a resiliência do país, impactando não apenas infraestruturas físicas, mas também símbolos centrais de sua herança cultural.
Autoridades iranianas comparam o cenário atual a episódios históricos no Oriente Médio, como a invasão do Iraque em 2003 e os conflitos em Gaza a partir de 2023, nos quais centenas de locais históricos foram destruídos durante operações militares envolvendo os EUA e Israel.
Os Estados Unidos e Israel não emitiram comentários oficiais sobre as acusações específicas de ataques a patrimônios culturais. Organizações globais seguem cobrando maior respeito às convenções internacionais que protegem esses locais, enquanto especialistas acompanham de perto os desdobramentos na região.


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