O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Mir-Saeid Iravani, criticou duramente as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou consequências graves caso o Irã não reabrisse o estreito de Ormuz até as 20h do dia 7 de abril de 2026, pelo horário do leste dos EUA.
Iravani classificou a retórica de Trump como irresponsável e inadequada para um líder de um país membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, destacando que tais ameaças representam um risco à estabilidade global.
O ultimato surge em um contexto de tensões elevadas no golfo Pérsico, onde a República Islâmica mantém controle significativo sobre o estreito de Ormuz, rota crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo.
O bloqueio parcial dessa passagem tem impactado os preços globais de combustíveis, gerando preocupação em mercados internacionais. Trump exigiu a reabertura imediata do estreito, alertando para represálias severas contra líderes iranianos caso a demanda não fosse atendida. Até o encerramento desta edição, não havia informações sobre ações concretas após o vencimento do prazo, expirado às 20h do dia 7 de abril de 2026.
Em resposta, o governo iraniano reafirmou sua determinação em proteger sua soberania e integridade territorial, rejeitando qualquer pressão externa. Autoridades de Teerã declararam que o estreito de Ormuz não será utilizado como ferramenta de coerção por potências como os Estados Unidos e seus aliados, em especial Israel.
A República Islâmica mantém sua posição sobre o programa nuclear, descrito como estritamente pacífico, e sinalizou planos para estabelecer uma nova dinâmica de segurança na região do golfo Pérsico, embora detalhes sobre essa estratégia não tenham sido divulgados.
Conforme apurado pelo portal RT, o Irã continua a resistir às ameaças de Washington, com Iravani enfatizando que o país não cederá diante de ultimatos.
O embaixador também acusou os Estados Unidos de adotarem uma postura hipócrita ao falarem de estabilidade regional enquanto promovem políticas agressivas no Oriente Médio, incluindo o apoio a operações militares que desestabilizam a área. Essa crítica reflete a desconfiança histórica entre Teerã e Washington, agravada por sanções econômicas impostas pelos EUA e por disputas sobre influência na região.
As tensões no estreito de Ormuz não são novidade, mas o tom das declarações recentes de Trump elevou o nível de alerta entre observadores internacionais. A República Islâmica insiste que suas ações na região são defensivas e visam proteger interesses nacionais contra o que considera provocações de potências ocidentais.
A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, temendo que uma escalada no conflito possa ter impactos devastadores não apenas no Oriente Médio, mas também na economia global, dado o papel estratégico do estreito no comércio de energia.


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