As obras do viaduto que liga o Eixão Norte ao Buraco do Tatu, em Brasília, enfrentam um atraso de 337 dias em relação ao prazo inicial, conforme constatou o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
A conclusão, originalmente prevista para 14 de agosto de 2025, foi adiada para meados de julho de 2026. Essa avaliação foi feita durante uma visita técnica realizada pelo TCDF no dia 7 de abril de 2026, que analisou o andamento dos trabalhos e possíveis irregularidades no cronograma e nos custos.
O planejamento da obra foi expandido de 14 para 26 etapas mensais, o que reflete tanto o aumento no tempo de execução quanto no valor do contrato.
Inicialmente orçada em R$ 13,5 milhões, a reforma sofreu três aditivos contratuais, elevando o custo total para cerca de R$ 25 milhões, um acréscimo de aproximadamente 80%. Os auditores do TCDF estão investigando se as mudanças nos termos do contrato respeitam a legislação vigente e se atendem ao interesse público, verificando a compatibilidade entre os serviços executados e os registros apresentados pela empresa responsável.
De acordo com o portal Metrópoles, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também acompanha a situação, com atenção especial ao impacto na mobilidade urbana e às condições de segurança no local.
O procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, enfatizou a necessidade de rigor técnico na execução dos trabalhos para evitar riscos à população e minimizar transtornos no tráfego da região, que é uma das mais movimentadas da capital federal.
A Novacap, empresa pública responsável pela obra, justificou o atraso apontando que os viadutos, construídos há décadas, apresentaram problemas estruturais além do que fora inicialmente diagnosticado.
A companhia informou que os serviços de concretagem no viaduto 10 estão praticamente concluídos, enquanto no viaduto 11 a etapa de protensão das vigas está programada para os próximos meses. A previsão de entrega final, segundo a Novacap, mantém-se para julho de 2026, alinhada ao relatório do TCDF, embora os custos adicionais e o tempo prolongado gerem questionamentos sobre a eficiência da gestão do projeto.
A obra, de grande relevância para a fluidez do trânsito na Asa Norte, tem gerado impactos diretos na rotina de motoristas e pedestres, que enfrentam desvios e congestionamentos na área.
A fiscalização contínua por parte do TCDF e do MPDFT busca assegurar que os recursos públicos sejam utilizados de forma adequada, além de cobrar transparência na comunicação com a população sobre os prazos e os desafios enfrentados. Enquanto isso, a Novacap segue sob pressão para acelerar os trabalhos sem comprometer a qualidade estrutural dos viadutos, essenciais para a infraestrutura de Brasília.


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