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Retorno ao presencial complica contratações no Brasil, revela estudo

O fim do home office e a volta ao trabalho presencial não têm provocado uma avalanche de demissões no Brasil, mas estão criando barreiras significativas para a contratação de novos profissionais, sobretudo em setores de alta competitividade. Um estudo da consultoria Korn Ferry aponta que 52% das empresas brasileiras não registraram aumento nas demissões voluntárias […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 08/04/2026 06:11

O fim do home office e a volta ao trabalho presencial não têm provocado uma avalanche de demissões no Brasil, mas estão criando barreiras significativas para a contratação de novos profissionais, sobretudo em setores de alta competitividade.

Um estudo da consultoria Korn Ferry aponta que 52% das empresas brasileiras não registraram aumento nas demissões voluntárias após a redução do trabalho remoto ou a adoção do modelo totalmente presencial.

Por outro lado, um grupo distinto de 52% das organizações relatou dificuldades em atrair talentos devido à exigência de maior presença física nos escritórios, evidenciando um impacto direto nas estratégias de recrutamento.

O modelo híbrido, que mescla dias presenciais e remotos, segue sendo destacado como uma solução eficaz para reter funcionários e elevar o desempenho, especialmente no setor de tecnologia.

A pesquisa da Korn Ferry sublinha que a flexibilidade no ambiente de trabalho está associada a uma melhor qualidade de vida para os colaboradores e permite às empresas acessar candidatos de diferentes regiões geográficas.

Aline Riccio, vice-presidente de Projetos de Aquisição de Talentos da Korn Ferry, ressalta que oferecer autonomia aos profissionais exige processos organizacionais mais robustos para sustentar o engajamento e preservar a cultura da empresa.

Entre os formatos de trabalho, o modelo híbrido com dias obrigatórios no escritório é o mais adotado pelas empresas brasileiras, seguido pelo formato 100% presencial e pelo híbrido com presença opcional.

A flexibilidade de horários também se consolidou como prática comum, estando presente em 65% das organizações no último ano, com expectativa de manutenção ao longo de 2026.

Nos últimos 12 meses, 75% das empresas mantiveram suas políticas de trabalho remoto inalteradas. Entre as que implementaram mudanças, a maioria optou por reduzir os dias de home office, sinalizando uma tendência de maior controle sobre a presença física dos funcionários.

Olhando para o futuro próximo, muitas empresas que ainda não revisaram suas políticas de trabalho não pretendem fazer alterações drásticas.

No entanto, a rigidez em relação ao presencial é vista como um obstáculo em mercados acirrados, como o de tecnologia, onde a possibilidade de trabalho remoto ou híbrido é um diferencial para atrair profissionais qualificados.

Aline Riccio adverte que a falta de adaptabilidade pode comprometer não apenas a capacidade de atrair e reter talentos, mas também a consistência da cultura organizacional, um elemento crucial para o sucesso a longo prazo.

O levantamento da Korn Ferry, conforme divulgado pela consultoria, reforça que o modelo híbrido tende a se firmar como o padrão no mercado de trabalho brasileiro.

A utilização estratégica dos dias presenciais tem como objetivo principal fomentar a colaboração entre equipes, facilitar a integração de novos colaboradores e fortalecer os valores da empresa.

Além disso, as decisões das organizações estão cada vez mais baseadas em indicadores concretos de produtividade e engajamento, o que sugere uma abordagem mais analítica para definir políticas de trabalho no futuro.

Com informações de cartacapital.com.br.

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