O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de utilizarem uma operação de resgate de pilotos como fachada para uma tentativa de roubo de urânio enriquecido.
O porta-voz Esmail Baghaei declarou que a missão americana, realizada após a queda de um caça F-15E em território iraniano, levanta suspeitas de intenções ocultas.
Baghaei comparou o incidente a um ‘segundo Tabas’, em referência à fracassada operação militar dos EUA no Irã em 1980, sugerindo um novo fiasco com objetivos escusos.
No dia 6 de abril de 2026, a mídia americana noticiou uma ampla operação de busca e resgate envolvendo dezenas de aeronaves dos EUA, após a queda do caça.
A ação resultou na localização de um dos pilotos, enquanto o presidente Donald Trump anunciou, horas depois, que o segundo piloto também havia sido resgatado e estava em segurança.
Segundo o governo iraniano, a escala da operação e a presença militar americana em seu território reforçam a desconfiança sobre as reais motivações de Washington.
A acusação de tentativa de roubo de urânio, conforme expressa pelo porta-voz iraniano, insere-se em um histórico de atritos entre os dois países, especialmente no que tange ao programa nuclear da República Islâmica.
Teerã defende seu direito de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, enquanto os EUA e outras potências ocidentais impõem sanções e pressões, alegando preocupações com a segurança global.
O governo iraniano interpreta ações como essa operação de resgate como violações de sua soberania e parte de uma estratégia mais ampla de sabotagem e agressão imperialista.
O incidente com o F-15E e as subsequentes declarações de Baghaei reacendem debates sobre a presença militar americana no Oriente Médio e suas implicações.
Autoridades iranianas têm reiterado que qualquer incursão em seu território será vista como ato de hostilidade, independentemente do pretexto apresentado.
Os Estados Unidos mantêm silêncio oficial sobre as acusações de roubo de urânio, limitando-se a destacar o sucesso da missão de resgate.
Esse novo capítulo de tensões entre a República Islâmica e os EUA ocorre em um momento delicado, com negociações sobre o acordo nuclear de 2015, conhecido como JCPOA, ainda em impasse.
A denúncia levantada por Teerã alimenta narrativas de resistência nacional contra o que o país classifica como políticas intervencionistas e agressivas de Washington.
Resta saber se o incidente terá desdobramentos diplomáticos ou se intensificará o clima de confronto na região.
Para mais informações sobre as declarações do Ministério das Relações Exteriores do Irã, confira a cobertura completa no portal da agência Sputnik.


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