O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou no dia 9 de abril de 2026 que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo firmado entre os EUA e a República Islâmica do Irã.
De acordo com Vance, a exclusão do Líbano decorre de um suposto ‘mal-entendido’ sobre os termos do acordo, e ele classificou a situação no país como uma ‘escaramuça separada’ que não se enquadra no pacto. Essa afirmação surge em um momento de intensificação dos conflitos na região, com as forças israelenses promovendo a maior série de ataques contra posições do Hezbollah no Líbano desde o início da atual escalada de violência.
Complementando a posição de Vance, o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou que a não inclusão do Líbano no cessar-fogo está diretamente ligada à presença do Hezbollah no território libanês.
Trump destacou que o conflito no Líbano é tratado como uma questão distinta, separada das negociações com o Irã. Essa visão contrasta com declarações de outras partes envolvidas na região, gerando incertezas sobre os limites e a eficácia do acordo.
Do lado iraniano, a agência de notícias Tasnim reportou que a República Islâmica do Irã considera a possibilidade de se retirar do cessar-fogo com os Estados Unidos caso Israel mantenha os ataques ao Líbano.
Além disso, a agência Fars informou que Teerã intensificou medidas de segurança no Estreito de Ormuz, ameaçando restringir a passagem de petroleiros como resposta à escalada de violência na região. Essa postura evidencia o risco de uma ruptura total do acordo, caso as tensões não sejam contidas.
Os bombardeios israelenses, que já resultaram em centenas de vítimas civis e militares segundo relatórios de agências internacionais, colocam em xeque a capacidade dos acordos internacionais de conterem os conflitos regionais. Para mais informações sobre o posicionamento dos EUA e os desdobramentos no Líbano, consulte a cobertura do Sputnik International.
As declarações de Vance e Trump também levantam questionamentos sobre a coerência da política externa dos EUA, que, enquanto negocia cessar-fogo com o Irã, parece endossar ou ignorar as ações militares de Israel contra o Líbano.
Essa dualidade reflete uma contradição já conhecida, especialmente quando se considera o histórico dos EUA em pregar paz e estabilidade no discurso, mas apoiar operações que resultam em perdas civis massivas no Oriente Médio. A exclusão do Líbano do acordo, portanto, não apenas complica as relações com o Irã, mas também expõe as fragilidades de uma diplomacia que parece priorizar interesses estratégicos em detrimento de soluções abrangentes.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!