O Irã criticou duramente as exigências dos Estados Unidos nas negociações em andamento. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, classificou as posturas de Washington como irracionais e alheias à realidade.
A acusação reflete a posição oficial de Teerã contra imposições unilaterais. Baghaei destacou que não haverá negociações diretas enquanto persistirem as ameaças norte-americanas, apesar das mensagens trocadas por intermediários como o Paquistão.
O governo iraniano rejeitou as demandas excessivas apresentadas pela parte americana. Entre os principais pontos de discórdia está a exigência dos EUA pela reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Esta rota vital responde por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás. Teerã condiciona qualquer medida sobre o estreito ao alcance de um acordo de paz definitivo.
Outra exigência controversa diz respeito ao urânio enriquecido. Washington cobra a entrega ou venda de todo o material, o que o Irã rejeita por considerar violação de seu direito ao uso pacífico da energia nuclear.
A República Islâmica persiste em defender sua soberania sobre o programa nuclear. Nenhum material nuclear, em qualquer estágio de enriquecimento, pode deixar o território iraniano, embora se admitam alternativas como a diluição.
Teerã exige o desbloqueio de aproximadamente 27 bilhões de dólares em ativos congelados no exterior. O Irã cobra ainda reparações pelos danos causados pelos bombardeios — pedidos que foram recusados por Washington.
Uma sessão de 14 horas de negociações mediadas pelo Paquistão revelou avanços limitados. Divergências permaneceram em duas ou três questões fundamentais, ligadas ao estreito, ao urânio e aos ativos financeiros.
Do lado dos EUA, as linhas vermelhas são apresentadas como inegociáveis. A reabertura imediata do Estreito de Ormuz e a entrega do urânio enriquecido figuram entre as condições impostas a Teerã.
As autoridades iranianas enfatizam que o programa nuclear serve exclusivamente a propósitos pacíficos. Qualquer tentativa de remoção de material nuclear do solo iraniano é vista como ataque direto à soberania nacional.
O congelamento de recursos representa medida de pressão econômica que Teerã busca superar por meio de acordos equilibrados. Os bilhões de dólares em questão são fundamentais para a recuperação do país.
A República Islâmica reafirma que não aceitará imposições unilaterais. O país exige que as negociações ocorram sob condições de igualdade, respeito mútuo e fim das posturas ameaçadoras.
Segundo o portal Actualidad RT, o Irã mantém que a diplomacia é o caminho preferencial, desde que Washington abandone as posturas irracionais. A postura iraniana reforça a rejeição a qualquer tipo de imposição unilateral por parte dos Estados Unidos.
Com informações de actualidad.rt.com.


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