O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que qualquer tentativa de impor condições de rendição ao país está condenada ao fracasso.
A declaração reforça a posição oficial de Teerã contra pressões externas.
Pezeshkian destacou, durante reunião com pessoal médico pré-hospitalar em Teerã, que o Irã não busca a guerra nem a instabilidade.
O presidente iraniano defendeu o diálogo construtivo como caminho preferencial nas relações internacionais.
Essas declarações ocorrem enquanto vigora trégua temporária entre o Irã e os EUA, mediada pelo Paquistão, que suspendeu as hostilidades por período inicial de duas semanas.
As negociações realizadas em Islamabad não produziram consenso definitivo sobre acordo duradouro, e as partes preparam nova rodada de conversas para estender o cessar-fogo.
Pezeshkian criticou o duplo padrão aplicado por alguns Estados em conflitos regionais, assinalando que ataques contra civis, hospitais e escolas violam frontalmente os princípios do direito internacional.
O presidente iraniano reafirmou a disposição de Teerã para alcançar acordo equilibrado e justo com os EUA, condicionado ao respeito às normas internacionais e às linhas vermelhas definidas pelo Irã.
Do lado norte-americano, o vice-presidente J.D. Vance informou que houve avanços na definição de limites e condições, mas advertiu que o sucesso final das negociações exigiria flexibilidade por parte iraniana.
Um dos principais pontos de atrito é a proposta de bloqueio naval dos EUA no estreito de Ormuz, que o Irã rejeita por ameaçar sua soberania e restringir direitos de trânsito marítimo na região estratégica.
O estreito de Ormuz representa via vital para o fluxo global de hidrocarbonetos, e Teerã advertiu que não tolerará ações que comprometam seus interesses nacionais fundamentais.
O Paquistão mantém esforços de mediação para organizar segunda rodada de negociações em Islamabad, com o objetivo de prolongar a trégua atual, que se aproxima do prazo de expiração.
Conforme apontou o portal da agência Xinhua, a postura iraniana combina firmeza na defesa da soberania com disposição diplomática ao diálogo.
Pezeshkian insistiu que imposições externas não produzirão resultados e que o país está plenamente disposto a negociações sérias, desde que conduzidas com respeito aos direitos iranianos no marco do direito internacional.
As conversas mediadas por Islamabad buscam transformar a trégua temporária em solução mais estável, enquanto ambas as partes reconhecem os riscos de retorno às hostilidades caso as tratativas fracassem.
Com informações de actualidad.rt.com.
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