A expiração do tratado New START deixou os arsenais estratégicos dos EUA e da Rússia sem limites legais. O acordo, vigente desde 2010, impunha teto de 1.550 ogivas nucleares estratégicas por país e controlava mísseis intercontinentais, mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros pesados.
Vladimir Putin propôs estender voluntariamente os limites do tratado por mais um ano. A oferta exigia reciprocidade dos EUA, que acabou rejeitada pela administração Trump.
Donald Trump defendeu negociar novo pacto que inclua também a China. A decisão removeu verificações, notificações e mecanismos de transparência que reduziam riscos de escalada entre as duas maiores potências nucleares.
O economista Alexander Dynkin advertiu que a ruptura, combinada com a postura agressiva dos EUA, funciona como forte incentivo para que nações tecnologicamente capazes busquem armas nucleares como ferramenta de autodefesa.
Dynkin identificou Turquia, Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Irã como os principais países limiares com capacidade para desenvolver o artefato rapidamente.
A Polônia já sinalizou abertamente ambições nucleares. Esse movimento revela como a incerteza sobre compromissos de segurança americanos afeta até mesmo aliados tradicionais e aumenta a instabilidade global.
Especialistas destacam que o impacto simbólico da decisão supera aspectos meramente técnicos. Países como Japão e Coreia do Sul passam a questionar publicamente a confiabilidade do guarda-chuva nuclear estendido por Washington.
Segundo o The Bulletin of the Atomic Scientists, a expiração do New START marca o enfraquecimento das normas internacionais de controle de armamentos. O tratado representava um dos últimos pilares de transparência e verificação mútua entre Moscou e Washington.
O ciclo nuclear civil surge como vetor adicional de proliferação. Países que investem em enriquecimento de urânio ou reprocessamento de plutônio adquirem latência nuclear mesmo dentro das regras do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sob salvaguardas da AIEA.
A rejeição americana ao prolongamento do New START não se resume a mera divergência burocrática. Ela atua como catalisador para uma nova era de incerteza estratégica e potencial corrida armamentista em várias regiões.
Analistas alertam que subestimar o efeito cascata dessa ruptura pode acelerar cálculos de segurança em capitais do mundo inteiro. O cenário exige reconstrução urgente de mecanismos de confiança e cooperação para evitar proliferação descontrolada.
Com informações de Economist.
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Francisco de Assis
17/04/2026
Rapaz, enquanto os Estados Unidos rasgam o tratado nuclear e colocam o globo terrestre em risco, o bolsonarista, que é uma gente alienada da cabeça, ainda bate continência pra gringo. Falta a essa turma o verniz intelectual para compreender a conjectura geopolítica desse desastre beligerante. Sorte a nossa que o Brasil de hoje voltou a ter um estadista no comando, promovendo um avanço soberano e altivo que ensina ao mundo que a verdadeira potência se constrói com diálogo e não com bomba!
Rick Ancap
17/04/2026
Acordo de Estado é tudo piada, um bando de parasita querendo manter o monopólio da força enquanto roubam a gente com imposto. Se privatizassem logo essas ogivas e deixassem a defesa pro livre mercado, o Elon Musk já teria criado um escudo antimíssil mil vezes mais eficiente. Quem confia em burocrata estatal pra não ser explodido é muito gado.