O presidente do Parlamento iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf emitiu ultimato contundente aos Estados Unidos, advertindo que o Estreito de Ormuz não permanecerá aberto se o bloqueio naval americano persistir.
Ghalibaf declarou que qualquer trânsito pela via estratégica ocorrerá apenas segundo rota designada com autorização de Teerã. A declaração foi publicada na conta oficial do parlamentar na rede social X.
Nela, Ghalibaf rejeitou diversas afirmações de Donald Trump, inclusive a de que o Irã teria aceitado clausurar definitivamente a passagem. Os Estados Unidos iniciaram bloqueio completo de todo tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos.
Trump havia dado prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz. Ele ameaçou ordenar ataques contra centrais elétricas iranianas caso a exigência não fosse atendida.
Ghalibaf respondeu que a República Islâmica não cederá perante qualquer agressão externa. Qualquer tentativa de destruir infraestruturas críticas provocará destruição irreversível de instalações energéticas e petrolíferas em toda a região.
O porta-voz Ebrahim Zolfaghari do Quartel General Central de Khatam al-Anbiya classificou as restrições americanas como ilegais. Ele as definiu ainda como ato explícito de pirataria marítima.
Zolfaghari afirmou que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém. Nenhum porto nessas águas estará a salvo se os portos iranianos forem ameaçados diretamente.
O comandante Ali Abdollahi, que lidera o Quartel General Khatam al-Anbiya do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica, reforçou os alertas. Segundo a Al Jazeera, o Irã pode deter todas as exportações e importações no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho se o bloqueio continuar.
Abdollahi classificou a ação americana como violação clara da trégua vigente. As autoridades iranianas condicionam qualquer normalização do comércio marítimo ao levantamento imediato das restrições impostas por Washington.
O Estreito de Ormuz representa artéria vital para o comércio mundial de petróleo. Cerca de 20% da produção global flui por essa passagem estratégica.
Trump sustenta que o estreito reabrirá automaticamente após acordo completo com Teerã. Esse pacto deveria incluir compromissos nucleares detalhados por parte do Governo do Irã.
Teerã manifesta reservas profundas sobre a veracidade das promessas americanas. Ghalibaf denunciou o histórico de descumprimento repetido de acordos por parte dos Estados Unidos em negociações anteriores.
A República Islâmica se recusa a participar de conversações que não ofereçam garantias legais robustas. Essas salvaguardas devem impedir novas agressões ou violações por Washington no futuro.
A escalada transformou o Estreito de Ormuz em epicentro de grave crise geopolítica. O confronto opõe a soberania iraniana sobre suas águas à pretensão americana de controle marítimo global.
A disputa ocorre em meio a sanções amplas e ameaças militares cruzadas. O desfecho pode alterar significativamente os equilíbrios econômicos e energéticos em escala internacional.
Com informações de actualidad.rt.com.
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Beto Engenheiro
17/04/2026
Se não tiver navio passando livremente pelo Estreito de Ormuz até amanhã, fica claro que Israel (leia-se EUA) tá jogando com fogo. Ou a diplomacia resolve, ou vamos ver escalada pesada — infraestrutura estratégica não ignora provocações.
Silvia D.
17/04/2026
A história mostra que interferir no livre trânsito em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz é jogar com fogo — coloca em risco não só a segurança global, mas também a estabilidade do comércio essencial para todos. A diplomacia precisa urgente superar a escalada militar, pois uma guerra naval hoje tem impactos em toda a cadeia de abastecimento amanhã.
Zé Trovãozinho
17/04/2026
Engraçado como sempre que o Ocidente se sente tocado, já acha que é ameaça imperialista, né? Se os EUA tão bloqueando, o Irã tem sim todo o direito de reagir — o que não dá é impor ultimatos sem dialogar. Estreito de Ormuz é estratégico pra todo mundo, não só pra quem tem porta-aviões.
Jeferson da Silva
17/04/2026
Zé, dialogar é sobremesa que o imperialismo nunca senta à mesa: negocia com ameaça, impõe sanção, intervém quando convém. Quem domina o poder econômico militar não precisa discutir — impõe. No fim, quem paga o pato é quem vive na fábrica, no porto, quem depende do preço do petróleo e da gasolina.
Celio Fazendeiro
17/04/2026
Que papo furado esse ultimato! Os EUA acham que vão mandar em todo mundo só por terem porta-aviões. Querem fechar o Estreito de Ormuz? Ótimo, quem vai ficar no prejuízo é quem depende do petróleo barato.
Karina Libertária
17/04/2026
Se o Irã fechar o Estreito de Ormuz pra navio americano, vão ver como investimentos no Oriente Médio vão virar piada de risco. Enquanto isso, bolsistas brasileiros que ficam esperando esmola vão continuar sem entender nada de estratégia global. É investimento sério lá fora ou choradeira de sempre.
Rubens O Pescador
17/04/2026
Karina, meu bem, completamente certo: quando se brinca com Estreito de Ormuz, o que era especulação vira tempestade — mas quem domina a logística desse mundo sabe: “estratégia global” não é desculpa pra sindical, é mapa de vida. Se a bolsa quiser mandar no mundo, que comece a se informar do que tá movimentando o petróleo, o frete e o gás — senão fica só no “chororô” mesmo.
Luciana
17/04/2026
Enquanto isso o povo aqui contando centavo pra pôr comida na mesa, e esses governos ficam de briga naval do outro lado do mundo. Quem está segurando a inflação no gás de cozinha ou no preço do arroz é o dia a dia real, não essas tensões diplomáticas. Que pensem nisso também.
Vanessa Silva
17/04/2026
Essa escalada no Estreito de Ormuz é preocupante, especialmente pelo risco de comprometer o comércio global e a estabilidade regional. É urgente que haja diplomacia com clareza e que soluções multilaterais sejam buscadas antes que as retóricas se tornem ação.
Adalberto Livre
17/04/2026
Aí sim, o Irã finalmente colocou o pé no freio: quer respeito pra manter o Estreito aberto. Se os EUA acham que vão fazer o que quiserem por lá sem consequências, tão muito enganados. Vão ver que decisão tem peso quando “ultimato” vira realidade.
Renato Professor
17/04/2026
Interessante sua perspectiva, Adalberto — mas respeito não se impõe apenas com ultimatos: exige negociação, diplomacia, regime legal internacional e consequências claras. Se o Irã realmente busca que sua exigência seja levada a sério, então que apresente planos práticos e transparentes, não apenas retórica beligerante.
Marcos Conservador
17/04/2026
Esses caras do governo iraniano vivem de teoria da conspiração — sempre vendo inimigo até na sombra. Se não quiserem navios americanos ou de quem quer que seja passando, que fechem logo de vez e parem de mimimi. Mas a verdade é que ameaça não é diplomacia: ou sentam pra negociar ou tudo vai ficar pior pro mundo inteiro.
Alice T.
17/04/2026
Olha só, Marcos: chamar de “mimimi” uma nação que depende do Estreito pra sobreviver é ignorar a geopolítica real. E sim, negociar é importante — mas negociação exige poder de barganha, e ameaçar fecha portas antes mesmo da conversa começar.