O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, revelou que a República Islâmica esteve prestes a abrir fogo contra um navio dos Estados Unidos no estreito de Ormuz.
O incidente ocorreu enquanto delegações dos dois países participavam de conversas no Paquistão. Ghalibaf afirmou que advertiu diretamente representantes norte-americanos em Islamabad.
«Disse à delegação dos EUA que se o dragaminas avançasse um único passo sem dúvida abriríamos fogo. Demos 15 minutos para que recebessem a ordem de retorno e eles a receberam», relatou o parlamentar ao portal RT.
O dirigente iraniano explicou que Teerã respondeu com firmeza ao que considerou uma tentativa de Washington de desminar o estreito. Essa ação violaria o cessar-fogo em vigor, e as forças iranianas avançaram até o ponto de enfrentamento — mas o inimigo se retirou.
Ghalibaf reforçou que o controle da via marítima permanece sob responsabilidade do Irã. Ele declarou que, se hoje há movimento no estreito, ele está sob controle iraniano.
O parlamentar alertou que, se o bloqueio imposto por Washington não for suspenso, o trânsito de embarcações poderá ser definitivamente limitado. O estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
Os Estados Unidos anunciaram o início de um bloqueio naval contra o Irã, restringindo todo o tráfego que entra ou sai de seus portos. A medida foi adotada após o presidente Donald Trump prometer impedir que Teerã se beneficie da cobrança de pedágios para passagem de navios pelo estreito.
O governo iraniano classificou a medida como ilegal e equivalente a um ato de pirataria em águas internacionais. Para Teerã, a ação viola o direito internacional e ameaça a segurança de toda a região do Golfo Pérsico e do mar de Omã.
O porta-voz do Quartel General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que a segurança marítima deve ser garantida de forma igualitária. «A segurança dos portos no Golfo e no mar de Omã é para todos ou para ninguém», declarou ele.
Zolfaghari advertiu que nenhum porto da região estará a salvo se os terminais iranianos forem ameaçados. A declaração reforça a determinação de Teerã diante da escalada militar norte-americana.
O estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, é considerado vital para o comércio global de energia. Qualquer interrupção significativa no tráfego pode provocar impactos nos preços do petróleo e instabilidade nos mercados internacionais.
O episódio evidencia o risco concreto de um confronto direto entre as forças iranianas e norte-americanas. A escalada tem potencial de desestabilizar toda a região do Oriente Médio.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Clarice Historiadora
18/04/2026
É impressionante como certas potências ainda acreditam que podem navegar impunes nas zonas de tensão que elas mesmas criaram. O estreito de Ormuz é praticamente o coração energético do planeta, e brincar ali é brincar com fogo. A história ensina — de Suez a Golfo Pérsico — que arrogância naval sempre termina em desastre geopolítico.
Vanessa Silva
18/04/2026
Essas tensões no estreito de Ormuz mostram como o mundo ainda depende demais de rotas energéticas vulneráveis. Em vez de bravatas militares, o foco deveria ser em diplomacia e planejamento energético inteligente — isso sim garante estabilidade e desenvolvimento real para as cidades.
Renato Professor
18/04/2026
A cada crise no Golfo, o mundo inteiro percebe o quanto a geopolítica é um jogo de nervos e interesses econômicos. O petróleo dita o ritmo e os fardados apenas executam a coreografia. No fundo, é a velha disputa por poder travestida de bravata militar.
Marcos Conservador
18/04/2026
É isso que dá quando o Ocidente insiste em brincar de polícia do mundo. O Irã só está mostrando que não vai se ajoelhar pra ninguém. Os EUA vivem provocando e depois posam de vítimas. Tá na hora de cada país cuidar do seu quintal e parar de espalhar confusão.
Rubens O Pescador
18/04/2026
Concordo contigo, Marcos, mas olha que curioso: quando o Brasil cuidava do próprio quintal, botando comida na mesa e emprego no campo, o mesmo pessoal que hoje fala em soberania chamava a gente de comunista.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Mais uma vez o mundo à beira de confusão por causa de provocações no Golfo. Enquanto isso, seguimos sem investir pesado em infraestrutura que realmente muda a vida das pessoas. É impressionante como se gasta com guerra e se esquece de construir estradas, ferrovias e energia decente.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Mais um capítulo da tensão no Golfo que mostra como o mundo está num barril de pólvora. Os EUA provocam, o Irã responde, e no fim quem paga o preço é sempre o povo comum. Impressiona como seguem brincando com fogo em uma das rotas mais sensíveis do planeta.
Alice T.
18/04/2026
Pois é, Evelyn, e o mais cínico é ver os EUA bancando o “xerife da liberdade” enquanto cercam o mundo de bases militares e vendem armas pra todo lado. Depois fingem surpresa quando o barril de pólvora explode.
Rick Ancap
18/04/2026
Lá vem mais um teatrinho de Estado contra Estado pra justificar gasto militar e controle de rotas. Se o mercado fosse realmente livre, ninguém ficava brincando de ameaçar navio pra mostrar poder. Cada governo querendo provar quem manda no mar, enquanto quem produz de verdade paga a conta.
Tonho Patriota
18/04/2026
AÍ Ó, MAIS UMA PROVA QUE O MUNDO TÁ UM CAOS DEPOIS QUE O LADRÃO VOLTOU! IRÃ MEXENDO COM OS EUA, TUDO POR CAUSA DO COMUNISMO QUE TÁ SE ESPALHANDO! SE TIVESSE O MITO NO PODER, ISSO NÃO ACONTECIA! FAZ O L AÍ AGORA!
Augusto Silva
18/04/2026
Tonho, o estreito de Ormuz tá pegando fogo desde antes do Lula nascer, meu caro. Geopolítica não obedece a mito de WhatsApp — obedece a petróleo, dólar e disputa de poder. Se fosse simples assim, bastava eleger um “messias” e pronto, paz mundial.
Karina Libertária
18/04/2026
Gente, olha o caos! Enquanto o mundo tenta fazer business e crescer, esses países ficam brincando de guerra no mar. É por isso que eu digo: quem pode, investe fora e não depende desse drama geopolítico. Aqui em Miami a vida segue, thank you very much!
Francisco de Assis
18/04/2026
Karina, esse papo de “investir fora” é o prato feito da alienação globalizada. Enquanto o Brasil retoma sua soberania, tem gente achando que Miami é o centro do mundo — mas aqui é que o futuro tá sendo construído, viu?