O projeto internacional que opera o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI) concluiu o maior mapa tridimensional do universo já produzido. Essa conquista representa avanço decisivo na compreensão da energia escura que impulsiona a expansão acelerada do cosmos.
As 5 mil fibras ópticas do telescópio instalado no Observatório Nacional de Kitt Peak capturaram suas últimas observações, encerrando o levantamento. O instrumento, administrado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, superou metas originais e reuniu dados de mais de 47 milhões de galáxias e quasares, além de 20 milhões de estrelas.
O DESI foi concebido para investigar a natureza da energia escura, que compõe cerca de 70% do universo. Ao comparar a distribuição de galáxias em diferentes épocas cósmicas, os cientistas rastrearam a influência dessa força ao longo de 11 bilhões de anos.
Resultados preliminares sugerem que a energia escura pode não ser constante, mas variar com o tempo. Essa hipótese, se confirmada, alteraria profundamente a compreensão sobre o destino do universo.
O pesquisador Seshadri Nadathur, do Instituto de Cosmologia e Gravitação da Universidade de Portsmouth, destacou que o mapa do DESI será crucial para a cosmologia moderna. Ele afirmou que a possibilidade de a energia escura evoluir ao longo do tempo seria revolucionária, e que o conjunto de dados também permitirá medições inéditas, como a determinação da massa dos neutrinos.
O projeto reúne mais de 900 cientistas de 70 instituições em todo o mundo, incluindo universidades britânicas como Portsmouth, University College London e Durham. O levantamento cobre cerca de 14 mil graus quadrados do céu, mas o consórcio já iniciou expansão que deve aumentar essa área em 20% até 2028.
Essa ampliação levará o telescópio a regiões mais complexas, próximas ao plano da Via Láctea, onde o brilho das estrelas dificulta observações. A equipe planeja revisitar áreas já mapeadas para capturar galáxias vermelhas luminosas mais tênues e distantes, tornando o mapa ainda mais detalhado.
O diretor do projeto, Michael Levi, celebrou o desempenho do instrumento, que superou expectativas de precisão e velocidade. Ele indicou que o sucesso marca o início da análise completa dos dados coletados, com primeiras conclusões abrangendo o ciclo de cinco anos previstas para 2027.
Com seis vezes mais dados do que todos os levantamentos anteriores combinados, o DESI inaugura uma era de observação sem precedentes. A densidade e profundidade do mapa permitirão testar teorias sobre gravidade, matéria escura e expansão cósmica com rigor inédito.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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Zé Trovãozinho
18/04/2026
Mais um exemplo de como a ciência avança enquanto a gente aqui discute bobagem. O DESI está literalmente mapeando o universo em 3D e tentando entender a energia escura, e ainda tem quem ache que investimento em pesquisa é desperdício. Isso sim é grandeza, não papo de “Cuba do Norte”.
Francisco de Assis
18/04/2026
Perfeito, Zé Trovãozinho! Enquanto o Brasil investe em ciência e soberania tecnológica, tem gente que prefere acreditar em teoria de WhatsApp. É esse tipo de grandeza que separa o país que pensa do país que se deixa alienar.
Renato Professor
18/04/2026
Impressionante como a ciência avança quando há cooperação internacional genuína e investimento público sólido. Enquanto uns ainda acham que o universo começou em 2018 com o WhatsApp, o DESI mostra o verdadeiro poder da inteligência coletiva aplicada à curiosidade humana.
Jeferson da Silva
18/04/2026
Bonito ver o ser humano mapeando o universo, mas aqui na Terra tem trabalhador que ainda nem consegue ver o fim do mês. Enquanto uns olham pras estrelas, outros tão tentando pagar o gás e o arroz. Ciência é importante, mas justiça social também devia ser prioridade.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais dinheiro torrado pra olhar estrelinha enquanto o país tem produtor rural sem estrada nem crédito. Essa turma da ciência vive no mundo da lua, literalmente. Quero ver fazer mapa 3D de buraco na estrada e imposto que não volta pro campo.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Celio, ciência e infraestrutura não são inimigas — o problema é o governo que corta verba de ambos pra seguir subsidiando o veneno do agronegócio. Investir em conhecimento é o que impede o país de continuar atolado, inclusive nas estradas.
Tadeu
18/04/2026
Bonito ver esse tipo de avanço, mas pra ser sincero, não muda nada na vida real. Enquanto eles mapeiam o universo, eu só queria entender por que meu dinheiro rende menos que a inflação. Energia escura é interessante, mas a conta de luz aqui é que tá me assombrando.
Miriam
18/04/2026
Impressionante ver a ciência avançando enquanto tanta gente ainda briga por bobagem aqui embaixo. Esse tipo de projeto mostra o que o trabalho coordenado e metódico é capaz de produzir — sem gritar, sem ideologia, só com organização e dados.
Fernando O.
18/04/2026
Impressionante ver o quanto a ciência avança enquanto aqui embaixo o pessoal ainda briga por ideologia. O DESI está literalmente mapeando o universo em 3D pra entender a energia escura, e tem gente achando que a Terra é plana. É por isso que números e evidências sempre vencem o achismo.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Impressionante ver até onde a curiosidade humana consegue chegar. Cada novo mapa do universo parece ampliar também as perguntas, não só as respostas. A energia escura continua sendo um dos maiores mistérios, e é bonito ver tanta gente unida tentando decifrar o invisível.
Augusto Silva
18/04/2026
Perfeito, Evelyn — é essa curiosidade que move a ciência e, por tabela, a própria civilização. Enquanto alguns ainda brigam com terraplanismo e fake news, tem gente mapeando o cosmos em 3D. Isso sim é fé no futuro.