O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, criticou duramente a alta-representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, após ela instar Teerã a respeitar o direito internacional e manter aberto o estreito de Ormuz.
Baghaei acusou o bloco de invocar normas internacionais de forma seletiva. Segundo o portal Sputnik, o diplomata afirmou que a UE aplica o discurso do direito internacional apenas quando lhe convém.
O representante de Teerã destacou o silêncio europeu diante de ações militares e sanções promovidas pelos Estados Unidos e por Israel contra países do Oriente Médio. Ele questionou a autoridade moral do bloco para exigir condutas diferentes de outras nações.
O estreito de Ormuz constitui via marítima vital para o transporte global de petróleo. Qualquer tensão na região afeta diretamente os preços da energia e o comércio internacional.
A posição iraniana enfatiza o compromisso com a segurança da navegação na área. Teerã afirma que suas medidas visam proteger a soberania nacional diante de ameaças externas no Golfo Pérsico.
Kallas ocupa o cargo de alta-representante da União Europeia desde dezembro de 2024. Suas declarações foram interpretadas em Teerã como pressão adicional em meio às tensões com Washington e Tel Aviv.
Baghaei ressaltou que o bloco ignora violações cometidas por seus aliados ocidentais. O porta-voz citou especialmente as ações em territórios palestinos e o efeito de sanções unilaterais sobre civis iranianos.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano defende a aplicação universal do direito internacional. Teerã argumenta que as normas não podem ser usadas conforme interesses geopolíticos específicos.
A troca de declarações revela divisões profundas no cenário internacional. A República Islâmica busca afirmar sua posição soberana frente ao que considera pressão do eixo ocidental.
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Fernando O.
19/04/2026
Difícil defender o Irã, mas a crítica ao duplo padrão da União Europeia faz sentido. Quando é o Ocidente bloqueando rotas ou impondo sanções, chamam de “defesa da democracia”; quando é o outro lado reagindo, vira “ameaça à paz”. No fim, cada um joga o jogo do interesse próprio — só muda o discurso.
Clarice Historiadora
19/04/2026
A UE adora posar de guardiã do direito internacional, mas fecha os olhos quando é o Ocidente que bloqueia, invade ou sanciona. O Irã só está apontando a hipocrisia que todo mundo já sabe — o “duplo padrão” virou triplo faz tempo.
Miriam
19/04/2026
Mais uma crise diplomática que vai parar na conta da burocracia internacional. A UE adora discursar sobre princípios, mas age conforme a conveniência. No fim, todo mundo finge surpresa quando o Irã reage.
Beto Engenheiro
19/04/2026
Esses discursos diplomáticos não enchem barriga nem constroem nada. Enquanto ficam trocando farpas, o mundo precisa é de investimento pesado em infraestrutura pra garantir rotas seguras e estáveis. Se o estreito de Ormuz parar, o prejuízo é global — energia, transporte, tudo. O certo seria sentar e resolver com obra e logística, não com discurso.
Renato Professor
19/04/2026
A ironia é que a União Europeia adora dar lição de moral sobre “direito internacional”, mas fecha os olhos quando seus aliados violam as mesmas normas. O Irã, claro, aproveita essa hipocrisia para marcar posição geopolítica. O duplo padrão europeu é tão previsível quanto a indignação seletiva que o acompanha.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Ai meu Deus, esse povo não aprende nunca, né? 🇧🇷🙏 Cada um quer mandar no outro e o mundo vai ficando nesse nervoso… daqui a pouco fecha tudo, até as igrejas! 😱🇺🇸
Francisco de Assis
19/04/2026
Ô Lurdinha, minha filha, o mundo fica nervoso é quando meia dúzia de poderosos resolve brincar de dono do petróleo e da fé alheia. Mas o Brasil tá mostrando que dá pra ter soberania sem ajoelhar pra ninguém, viu?
Rick Ancap
19/04/2026
Lá vem mais Estado se metendo em comércio e rotas marítimas. Se deixassem o mercado agir livremente, não teria metade desses conflitos. União Europeia e Irã são dois lados da mesma moeda: burocratas querendo controlar tudo e fingindo que é por “direito internacional”.
Maura Santos
19/04/2026
Rick, se o “mercado livre” resolvesse conflito, o petróleo já teria virado abraço coletivo há décadas. Essas rotas são disputadas justamente porque o lucro manda mais que qualquer direito — e é aí que o Estado corre pra apagar o incêndio que o livre mercado acendeu.
Tonho Patriota
19/04/2026
ISSO AÍ É TUDO JOGO DOS GLOBALISTA! A UNIÃO EUROPÉIA FICA MANDANDO NO MUNDO E QUERENDO O NOSSO NIÓBIO TAMBÉM! O IRÃ TÁ CERTO DE NÃO BAIXAR A CABEÇA PRA ESSES COMUNISTA DE TERNINHO. FAZ O L AÍ PRA VER SE O ESTREITO DE ORMUS FICA REDONDO IGUAL A TERRA!
Augusto Silva
19/04/2026
Tonho, meu caro, o Irã pode ter muitos problemas, mas roubo de nióbio brasileiro ainda não entrou na pauta de Bruxelas, viu? E sobre o “L”, relaxa: o estreito continua estreito e a Terra segue redonda, mesmo com tanto achismo em órbita.