Neste semestre, o mapeamento de rotas de ecoturismo no Brasil consolida os dados de infraestrutura de visitação em parques nacionais e áreas de conservação. O documento abrange destinos em oito estados e registra quedas d’água que chegam a 380 metros de altura. O estudo informa os viajantes sobre distâncias, níveis de dificuldade das trilhas e normas de acesso estabelecidas por órgãos ambientais e comunidades locais.
Na Bahia, a Chapada Diamantina concentra duas das maiores estruturas geológicas catalogadas no estado. A cachoeira da Fumaça, no Vale do Capão, apresenta 380 metros de queda livre e exige uma caminhada de seis quilômetros apenas no trecho de ida. Em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, o Parque Natural Municipal do Tabuleiro abriga uma formação rochosa com 273 metros de descida de água.
A região Sul possui formações hídricas de grande volume, como o complexo das Cataratas do Iguaçu, no Paraná. O local concentra cerca de 275 quedas distribuídas em quase três quilômetros de extensão ao longo da fronteira com a Argentina. No Rio Grande do Sul, o Parque Estadual do Turvo gerencia o Salto do Yucumã, que se estende longitudinalmente por 1.800 metros no leito do rio Uruguai.
O acesso às áreas de conservação do Centro-Oeste exige o cumprimento de regras de zoneamento turístico. Em Cavalcante, Goiás, a entrada na cachoeira de Santa Bárbara ocorre sob administração da comunidade quilombola Kalunga, mediante pagamento de taxa e contratação obrigatória de guia. No Mato Grosso, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães disponibiliza mirantes para a queda Véu de Noiva, de 86 metros, e mantém a proibição de banho no poço principal por razões de segurança.


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